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Europa fez a acusação e estuda abrir um contencioso comercial contra o País na OMC

Depois de meses de acusações de práticas protecionistas, as maiores economias do mundo agora acusam o Brasil de estar dando "apoio proibido" a exportadores nacionais graças a reduções de impostos. Liderados pela Europa, eles pedem que Brasília desmonte seu sistema de incentivos fiscais.

 

Diplomatas estrangeiros admitiram ao Estado que, se o governo brasileiro não der uma resposta, existe o risco de que se abra uma guerra comercial que poderia ter um impacto sobre os investimentos planejados no País até 2017.

A queixa é comandada pela Europa. Mas EUA, Japão, Hong Kong, Canadá e Austrália declararam sua "preocupação" em relação as práticas brasileiras.

Numa reunião ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC), a diplomacia da União Europeia alertou que não vai tolerar a manutenção das medidas no Brasil e diz que os incentivos fiscais dados inicialmente apenas ao setor automotivo se transformaram numa política de Estado para toda a indústria nacional.

"A União Europeia está cada vez mais preocupada com o uso do Brasil de impostos indiretos como meio de proteger e promover sua indústria manufatureira, principalmente por uso de condições de conteúdo doméstico", disse a UE na OMC.

Os europeus lembram ter demonstrado sua preocupação no passado em relação ao IPI reduzido para veículos que usem uma quantidade mínima de peças fabricadas no País. Mas agora denunciam o fato de que essa tendência está se espalhando para outros setores e beneficiando não apenas a produção nacional, mas também os exportadores.

A queixa é de que, ao dar incentivos fiscais a alguns setores, o Brasil estaria na prática subsidiando exportações, o que é proibido pela OMC.

Governos dos EUA do Japão e do Canadá demonstram insatisfação. O governo japonês foi um dos mais enfáticos e diz que o Brasil viola pelo menos três artigos das regras internacionais com esses incentivos.

Por enquanto, o tema tem sido tratado em comitês técnicos da OMC. Mas, em conversa com o Estado, diplomatas europeus garantem que Bruxelas já pensa nos próximos passos e um dos cenários será a abertura de um contencioso comercial ainda este ano.

A percepção é de que o Brasil tem ignorado a pressão e ampliado suas medidas. A questão foi levantada pelos países ricos em outubro e novembro de 2011, além de março de 2012. O assunto foi abordado em sabatina sobre política comercial a que o Brasil foi submetido no fim de junho.

Se o questionamento legal ocorrer, europeus acreditam que a política industrial da presidente Dilma Rousseff será colocada em xeque. Se a OMC determinar que se trata de violação das regras internacionais, obrigará o Brasil a retirar os incentivos, o que pode ser desastroso. Isso porque várias empresas de todo o mundo já se inscreveram nos programas e fizeram investimentos no Brasil para se beneficiar desses incentivos fiscais.

Resposta. Segundo o Itamaraty, já foram dadas várias respostas nos últimos meses aos países que questionaram a política de incentivos fiscais. Ontem, os representantes brasileiros insistiram que as medidas têm como meta "racionalizar" o sistema tributário para garantir maior inovação tecnológica e proteção ao meio ambiente.

Os diplomatas alfinetaram o Japão e a UE. Segundo eles, "várias empresas" desses países já estariam se beneficiando das isenções no mercado nacional.

Fonte: JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE
GENEBRA - O Estado de S.Paulo
12 de julho de 2013 | 2h 06

BUENOS AIRES  -  O Brasil tentará estabelecer com a Argentina uma aliança para a “defesa cibernética”, como reação direta às supostas ações de espionagem feitas pela agência de inteligência americana, a NSA, contra o governo brasileiro e a Petrobras.

A convite do governo argentino, o ministro da Defesa, Celso Amorim, foi recebido nesta quinta-feira, 12, pela presidente argentina, Cristina Kirchner, na residência oficial de Olivos. Amorim terá encontros nesta sexta, 13, com o chanceler argentino, Hector Timerman, e o ministro da Defesa, Agustín Rossi, acompanhado do general José Carlos dos Santos, comandante do Centro de Defesa Cibernética do Exército.

“Esta é a mais importante área de defesa no século 21 e nós, ainda, estamos dando os primeiros passos e o que queremos é ter uma ação coordenada, conjunta com a Argentina”, disse Amorim.

Segundo ele, após a divulgação da suposta espionagem “a presidente Dilma Rousseff recomendou interesse redobrado nas questões de defesa”.

O ministro afirmou que houve contatos de segundo escalão entre as áreas dos dois países, para a Argentina conhecer o esquema de defesa cibernética da conferência Rio +20. “Mas aquilo era um amistoso. Esta é a Copa do Mundo”, disse o ministro. Horas antes do encontro com Cristina, Amorim disse desconhecer qual o estágio argentino em defesa cibernética e não comentou sobre o que trataria com a presidente.

Há dois meses, em audiência no Senado, Amorim reconheceu a vulnerabilidade da defesa cibernética brasileira. No mesmo mês, durante a cúpula do Mercosul, em Montevidéu, o chanceler argentino, Hector Timerman, afirmou que o governo do país estava investigando o vazamento de dados de e-mails de cem políticos e personalidades argentinas, entre eles os do vice-presidente, Amado Boudou.

Fonte: Valor
Por César Felício | Valor

BUENOS AIRES  -  O Brasil tentará estabelecer com a Argentina uma aliança para a “defesa cibernética”, como reação direta às supostas ações de espionagem feitas pela agência de inteligência americana, a NSA, contra o governo brasileiro e a Petrobras.

A convite do governo argentino, o ministro da Defesa, Celso Amorim, foi recebido nesta quinta-feira, 12, pela presidente argentina, Cristina Kirchner, na residência oficial de Olivos. Amorim terá encontros nesta sexta, 13, com o chanceler argentino, Hector Timerman, e o ministro da Defesa, Agustín Rossi, acompanhado do general José Carlos dos Santos, comandante do Centro de Defesa Cibernética do Exército.

“Esta é a mais importante área de defesa no século 21 e nós, ainda, estamos dando os primeiros passos e o que queremos é ter uma ação coordenada, conjunta com a Argentina”, disse Amorim.

Segundo ele, após a divulgação da suposta espionagem “a presidente Dilma Rousseff recomendou interesse redobrado nas questões de defesa”.

O ministro afirmou que houve contatos de segundo escalão entre as áreas dos dois países, para a Argentina conhecer o esquema de defesa cibernética da conferência Rio +20. “Mas aquilo era um amistoso. Esta é a Copa do Mundo”, disse o ministro. Horas antes do encontro com Cristina, Amorim disse desconhecer qual o estágio argentino em defesa cibernética e não comentou sobre o que trataria com a presidente.

Há dois meses, em audiência no Senado, Amorim reconheceu a vulnerabilidade da defesa cibernética brasileira. No mesmo mês, durante a cúpula do Mercosul, em Montevidéu, o chanceler argentino, Hector Timerman, afirmou que o governo do país estava investigando o vazamento de dados de e-mails de cem políticos e personalidades argentinas, entre eles os do vice-presidente, Amado Boudou.

Fonte: Valor
Por César Felício

BALI  -  O ministro de Relações Exteriores, Luis Alberto Figueiredo, confia na conclusão hoje do primeiro acordo comercial global em quase duas décadas e diz que o Brasil sai ganhando com o que está sendo acertado.

Para ele, o ganho começa com o acordo de facilitação de comércio, para reduzir procedimentos aduaneiros e custo Brasil. Os brasileiros mencionam estudos internacionais, segundo os quais cada dia de atraso no desembaraço nas aduanas custa 0,8% do valor da mercadoria.

“Tudo o que facilita e torna mais rápido (o comércio) é um ganho”, afirmou o ministro. Figueiredo estima também, ao contrário de analistas do agronegócio, que o Brasil ganha no pilar agrícola acertado em Bali.

“Ganhamos na administração de cotas tarifárias”, acredita ele, fazendo referência ao mecanismo para levar os países a realmente preencher as cotas de importação de produtos agrícolas.

Além disso, ele avalia que o Brasil tem benefícios com a solução definitiva de segurança alimentar trazida pela Índia. “Isso dá tranquilidade a exportadores de commodities, como nós. A solução que está sendo encontrada nos atende plenamente”, afirmou.

Segundo o ministro, é um ganho real para o Brasil “ter a certeza de que os estoques de alimentos que um país faz por razões de segurança alimentar não sejam desovados no comércio internacional e, portanto, não deprimam os preços das commodities”.

Figueiredo destaca o programa de trabalho pós-Bali na Organização Mundial do Comércio (OMC). “A agricultura deverá estar no centro, para corrigir distorções”, disse. Ficará acertado um prazo para definir a agenda de negociações, que continuarão em Genebra.

Fonte: Valor
Por Assis Moreira

A exportação acompanha o ritmo da produção brasileira de algodão, que ora cresce, ora cai. Nesta temporada 2012/13, colhida em maio e que começou a ser embarcada em julho, o volume exportado caiu pela metade em relação ao registrado no mesmo período (entre julho e novembro) do ano passado. A área de algodão sofre concorrência do milho, cuja rentabilidade superou a do algodão no ciclo. Na próxima safra, o plantio e a exportação da pluma brasileira devem se recuperar, diante da menor rentabilidade do milho.

 

As exportações brasileiras da pluma no ano comercial 2012/13 não devem superar 400 mil toneladas, bem abaixo das 955 mil toneladas de 2011/12. O Brasil perde espaço no mercado internacional. Na safra 2010/11, havia superado a Austrália como terceiro maior exportador mundial de algodão, com 1 milhão de toneladas embarcadas, mas perdeu o posto nas safras seguintes diante da oscilação da colheita interna.

Fonte: Valor

GENEBRA - O Brasil ampliou para quatro os questionamentos contra barreiras às exportações de carnes que fará no Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS, na sigla em inglês) da Organização Mundial do Comércio (OMC), nesta quarta e quinta-feira.

A delegação brasileira vai questionar também a Indonésia por barreiras contra a entrada do frango brasileiro. O setor privado quer inclusive que o governo vá além e acione os mecanismos de disputa da OMC contra os indonésios, mas uma decisão ainda não foi tomada pelo Itamaraty.

Além disso, o país vai alvejar a China, o Japão e a Africa do Sul, com  “preocupações comerciais” por causa da interdição da entrada de carne bovina brasileira nesses mercados. Esses parceiros comerciais usam como argumento  para a proibição o caso não clássico da doença da “vaca louca” detectado no Paraná.

O Comitê de SPS, que se reúne periodicamente, é o local na OMC para examinar até que ponto medidas sanitárias rigorosas, para garantir produtos alimentares seguros ao consumidor, servem de pretexto à proteção dos produtores locais.

No caso da carne bovina,  o problema é  a manutenção da proibição às importações de carne bovina brasileira em virtude da confirmação da presença do agente causador da EEB (Encefalopatia Espongiforme Bovina), mais conhecida como a doença da vaca louca, em uma fêmea que morreu em 2010 em uma fazenda em Sertanópolis (PR).

No começo deste ano o Brasil conseguiu manter o status de “país de risco insignificante” de doença de vaca louca, dado pelo comitê científico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês).

O comitê também afirmou que a identificação do caso único de doença da vaca louca não colocava em risco a saúde animal ou dos consumidores dos parceiros do Brasil, especialmente porque o animal no Paraná foi abatido e nenhuma parte dele entrou na cadeia alimentar. Ainda assim, o embargo continua.

Por Assis Moreira
FONTE: VALOR

BRASÍLIA  -  O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou quatro companhias aéreas – American Airlines, ABSA Aerolíneas Brasileiras, Varig Log e Alitalia – por formação de cartel no segmento de transporte aéreo de cargas. Funcionários das empresas também foram penalizados pela prática. As multas somam quase R$ 300 milhões.

O julgamento se estendeu por cerca de cinco horas na sessão desta quarta-feira.

A investigação começou após a Lufthansa, que participou da irregularidade, ter denunciado o acordo entre as companhias. Conforme antecipou ontem o Valor PRO, o órgão de defesa da concorrência, ao analisar o caso, impôs condenações, mas também absolveu algumas empresas.

A acusação contra a United Airlines foi arquivada, por falta de provas da participação dela no cartel. Por ter delatado o esquema, a Lufthansa ficou livre da penalização. O mesmo aconteceu com a Swiss Airlines, que também colaborou com as investigações.

O presidente do Cade, Vinícius Carvalho, destacou a importância da política de leniência – acordo em que participantes de prática anticoncorrencial confessam participação, colaboram e, em troca, obtêm benefícios penais – para combater cartéis. “A gente percebe o quão importante foi para o leniente ter feito o acordo”, disse, ressaltando o alto valor das multas.

As companhias aéreas Air France e KLM já tinham confessado a ilegalidade e assinaram um acordo com o Cade no começo do ano, pagando R$ 14 milhões para encerrar o processo.

De acordo com as investigações, as empresas trocaram informações entre si para definir reajustes de uma taxa adicional cobrada pelo custo do combustível no transporte de carga autorizados pelo Departamento de Aviação Civil (DAC), órgão regulador que antecedeu a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Como a cobrança é relevante para o preço final do serviço de frete, as companhias perceberam a importância de combinar, além do valor, a data do aumento dessa taxa, segundo a extinta Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, ao concluir que o cartel operou de 2003 a 2005. As empresas aéreas usaram o valor máximo permitido pelo DAC.

No voto, o relator do caso, Ricardo Ruiz, afirmou que a Varig Log “teve participação ampla” no cartel. A companhia foi multada em R$ 145 milhões – a maior entre as empresas condenadas.

A ABSA recebeu uma pena de R$ 114 milhões, seguida pela American Airlines (R$ 26 milhões) e Alitali a (R$ 4 milhões). Esses valores consideraram o faturamento das empresas.

Para calcular as multas aplicadas a funcionários e diretores das empresas, o órgão de defesa da concorrência considerou o cargo de cada pessoa. Nesses casos, as penas variaram de R$ 74 mil a R$ 2,3 milhões. Os montantes serão destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), que usa os recursos em projetos de defesa do consumidor e ambientais, por exemplo.

Outra determinação é que as empresas condenadas publiquem e informem sobre a condenação da prática de cartel.

O cartel das companhias de transporte de cargas também foi investigado pelas autoridades antitruste dos Estados Unidos, do Canadá, da Austrália, da África do Sul e da União Europeia. Nos Estados Unidos, a KLM e a Air France pagaram US$ 350 milhões para encerrar o processo.

Fonte: (Thiago Resende e Juliano Basile | Valor)

A instabilidade política no Egito provocou um declínio das exportações brasileiras ao país árabe nos três últimos meses. Carnes, cereais e principalmente açúcar foram os produtos que mais sofreram contração da demanda egípcia, que caiu 35% entre maio e julho na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento , Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O aumento nos custos de seguros e frete e a atividade menor dos importadores ajudam a explicar o recuo. Nos primeiros quatro meses do ano, a demanda repetiu a de 2012, com queda de apenas 0,5% no valor dos embarques.

 

Fonte: Valor

A melhora do resultado do setor de petróleo, a desvalorização cambial, a manutenção do patamar de exportações e a estabilização do crescimento das importações deve fazer com que o Brasil tenha, em 2014 , um resultado melhor do que o do ano passado no comércio exterior.

De acordo com a média de 14 economistas ouvidos pelo Valor Data, a previsão é que neste ano a balança comercial registre superávit de US$ 9,8 bilhões, abaixo da média dos últimos anos, mas melhor do que 2013, que registrou superávit de US$ 2,5 bilhões de acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). A média de analistas mais especializados em comércio exterior ouvidos pelo Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, apresenta superávit um pouco mais baixo, de US$ 8 bilhões. Há, contudo, quem destoe e veja déficit comercial em 2014.

Para Rodrigo Branco, pesquisador do Centro de Estudos de Estratégias de Desenvolvimento da UERJ (CEDES/UERJ), a maior desvalorização do real frente ao dólar e a recuperação na exportação de petróleo devem contribuir para um superávit entre US$ 7 bilhões e US$ 8 bilhões em 2014. Segundo ele, um dólar médio mais alto que o atual deve fazer com que as importações percam ritmo. Ao mesmo tempo, a produção de petróleo deve ser restabelecida, o que vai propiciar uma melhora na balança do produto e seus derivados.

Em 2013, contando os registros atrasados do relativos ao ano anterior, a balança de petróleo e derivados registrou déficit de cerca de US$ 20 bilhões segundo o Mdic. Para este ano está sendo esperada uma diminuição substancial desse saldo negativo por Lia Valls, do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV). "A balança total terá superávit de US$ 8 bilhões, ajudada em grande parte pelo aumento da produção de petróleo", avalia.

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estima superávit de US$ 7,2 bilhões, resultado de exportações de US$ 239 bilhões (semelhante ao de 2013) e de importações de US$ 231,8 bilhões. Em parte, a estabilidade nas vendas externas virá de preços menores. Nas estimativas da AEB, o preço médio do minério de ferro deve cair de 3% a 5% neste ano, em comparação aos preços médios do ano passado. Na soja, o recuo deve ser maior, de cerca de 8%. José Augusto de Castro, presidente da associação, avalia que a produção de soja brasileira deve ser maior este ano, mas as safras dos Estados Unidos e da Argentina também devem ter bom desempenho. "Haverá grande oferta do grão e os preços devem cair." Em termos de volume, porém, diz Castro, a demanda da China por minério de ferro e soja deverá se manter estável.

A previsão da Tendências Consultoria também é de um saldo positivo de US$ 8 bilhões, mas ele vira de um crescimento das exportações para US$ 248 bilhões (4%) e importações quase estáveis, em US$ 240 bilhões, com o saldo positivo tendo maior impacto via solidificação da desvalorização cambial observada ao longo de 2013. "O cenário de crescimento doméstico fraco para o ano que vem, de 2%, não vai favorecer o incremento das compras externas", afirma o economista Silvio Campos Neto.

Em parte, o resultado da balança comercial do último trimestre de 2013 já refletiu uma mudança no ritmo das importações e exportações. As importações, que cresceram 8,7% até setembro, aumentaram 3,6% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2012. Já as exportações, que recuaram 1,6% até setembro, fecharam o último trimestre com crescimento de 4,1%.

Ricardo Markwald, diretor-geral da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), diz que a evolução um pouco mais favorável da economia mundial e o crescimento doméstico mais modesto vai ajudar a estabilizar o nível de importações e manter a demanda e os preços das commodities que o Brasil vende.

Na avaliação do governo, as exportações serão ajudadas, de novo, pelas plataformas e, também, pela produção de petróleo. Daniel Godinho, secretário de Comércio Exterior do Mdic, acredita na melhora na conta petróleo em 2014. Ele aguarda também um câmbio mais favorável em 2014 com "uma média maior do que a de 2013 e mais estabilidade, o que é muito bom para o exportador".

Por outro lado, o MDIC teme neste ano "uma acomodação de preços de commodities agrícolas em patamares inferiores aos de 2013" e as "incertezas sobre o nível de recuperação das economias americana e da zona do euro".

A preocupação de Godinho é a principal razão para a voz discordante em relação à perspectiva de saldo positivo para o comércio exterior neste ano. A GO Associados espera déficit de até US$ 5 bilhões e Fabio Silveira, diretor de pesquisa econômica da consultoria, justifica essa projeção pela perspectiva de queda dos preços das commodities, especialmente da soja.

Minério de ferro e produtos siderúrgicos também vão render menos à balança, que vai registrar ampliação do déficit do setor químico, que foi de cerca de US$ 46 bilhões no ano passado. "Como os preços das commodities estavam altos nos últimos anos, há um aumento da produção com estabilização da oferta. Esse é um fenômeno cíclico que começa a acontecer em 2014", diz Silveira. (Colaboraram Lucas Marchesini e Leandra Peres, de Brasília)

Fonte: Valor
Por Rodrigo Pedroso e Marta Watanabe | De São Paulo

A cotação do dólar em torno de R$ 2,20 não atrapalha as exportações brasileiras, disse ontem o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. "O real mais desvalorizado ajuda mais, mas não acho que haja prejuízo para nossas exportações com o dólar em R$ 2,18, R$ 2,20."

Depois de o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) ter anunciado a decisão de manter inalterado seu programa de estímulo monetário na quarta-feira, o dólar recuou para patamar próximo ao citado pelo ministro.

"O câmbio é flutuante, vamos esperar flutuar mais um pouquinho", disse Pimentel. Sobre o comentário feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que afirmou ontem que o dólar por volta de R$ 2,40 estava "em um patamar exagerado", Pimentel respondeu: "É a opinião do ministro. A gente tem que respeitar".

Em relação à volatilidade dos mercados financeiros, Pimentel disse que esse movimento ocorre em todo o mundo e que o Brasil é um país atraente para capital estrangeiro, tanto pelos recursos naturais, como pela mão de obra, além do bom desempenho em concessões e emissões de títulos.

O ministro afirmou ainda que, dentro de 10 a 15 dias, deve haver nova reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex), para discutir a proposta de acordo comercial do país com a União Europeia. Segundo ele, a proposta ainda está em discussão.

Fonte: Valor
Por Thiago Resende | De Brasília

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) vai fechar, até o fim de setembro, uma posição brasileira para a negociação de um acordo bilateral de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O governo brasileiro decidiu seguir adiante nas discussões após consultas com o empresariado, que apoia as tratativas com os europeus.

Autoridades do Itamaraty ponderam que não existem conversas entre o Brasil e a União Europeia, mas sim negociações entre o Mercosul e o Velho Continente. Uma vez fechada a posição brasileira na Camex, ela será levada à discussão com os demais sócios do Mercosul para fechar uma proposta conjunta.

Ontem o jornal britânico "Financial Times" publicou em sua página na internet reportagem com declarações do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, indicando que o Brasil poderia negociar em separado com a União Europeia. "Há condições objetivas que criam fortes incentivos para um avanço na frente Mercosul-União Europeia", afirmou o ministro, segundo a reportagem. Mas ele também afirmou, segundo o jornal, que existe ainda "a antecipação de que cada membro do Mercosul poderá negociar em diferentes velocidades." Ontem, a assessoria de imprensa do Itamaraty esclareceu que tal declaração não significa que haverá negociações separadas. "Não existem negociações para um acordo do Brasil com a União Europeia, e sim do Mercosul com a União Europeia."

Uma fonte do Itamaraty explicou que, para acomodar diferentes interesses e situações dentro do Mercosul, uma possibilidade sempre possível é adotar diferentes velocidades de implementação desse eventual acordo com os europeus em cada um dos países do bloco da América do Sul. Mas isso é diferente de negociar em separado, algo que está fora dos planos brasileiros. As regras do Mercosul já garantem espaço para essa implantação "modular" de um eventual acordo em seu arcabouço atual, dentro de mecanismos já existentes como, por exemplo, a lista de exceção da Tarifa Externa Comum (TEC).

O interesse em um acordo de livre comércio com a União Europeia ganha maior relevância depois que o Brasil foi reclassificado pela União Europeia como um país de renda média alta, o que significa a perda de acesso privilegiado, sem pagamento de tarifas, ao mercado europeu dentro de uma lista de produtos do Sistema Generalizado de Preferências (SGP) a partir do ano que vem. "Foi uma luz vermelha", afirma a fonte do Itamaraty.

Um aspecto a ponderar, porém, é que esse mecanismo de preferência beneficia os dois lados - o Brasil e a União Europeia. Por isso, há interesses mútuo de achar um substituto num acordo de livre comércio. Muitas filiais no Brasil de empresas europeias que exportam para seus países de origem usando o SGP.

Outro fator que confere maior prioridade ao acordo com os europeus é o impasse na agenda global de liberalização comercial, que fez alguns países optarem pela negociação de acordos bilaterais. O entendimento de negociadores brasileiros é que, por si só, acordos bilaterais não garantem aumento da corrente de comércio. Mas alguns dos acordos bilaterais fechados acabam por se constituir em num "desvio de comércio" do Brasil para outras economias.

Há firme interesse do Brasil num acordo com os europeus, mas sem abrir mão dos compromissos com os demais sócios do Mercosul. "O Brasil tem uma parceria estratégica com o Mercosul", afirma a fonte. Os vizinhos sul-americanos são importantes para a industria brasileira, dado o seu atual estágio de competitividade. Além disso, o peso econômico do Mercosul, na visão brasileira, também aumenta o poder de barganha nas negociações com os europeus, pois a soma dos países do bloco representa um mercado bem maior. O avanço das negociações, porém, vão depender, mais uma vez, da disposição dos europeus de abrir seus mercados para as exportações agrícolas brasileiras.

Fonte: Valor On Line

Brasília – A Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior decidiu hoje (16) prorrogar o prazo para a importação de 2 milhões de toneladas de trigo com alíquota zerada. A autorização, que valeria até 31 de julho, vigorará até 31 de agosto. A desoneração visa a evitar o desabastecimento do produto e conter a elevação do preço da farinha no Brasil.

Os importadores interessados em trazer o produto para o país com alíquota zero devem completar os trâmites até 1° de agosto. Do contrário, a cota com o benefício será redistribuída a outros importadores. Segundo a assessoria de comunicação do ministério, a medida visa a garantir que o trigo subsidiado chegue ao Brasil. A alíquota normal para o produto é 10%.

Por questões climáticas, houve quebra de safra no Brasil e nos principais fornecedores de trigo, como Argentina. Por isso, o governo decidiu desonerar a importação de uma cota de 2 milhões de toneladas de trigo originário de países que não pertencem ao Mercosul, formado por Argentina, pelo Uruguai, pela Venezuela, pelo Brasil e Paraguai, que no momento está suspenso.

Brasília (24 de junho) – A Câmara de Comércio Exterior (Camex) concedeu redução de Imposto de Importação de 14% e 16% para 2%, até 31/12/2014, para 193 máquinas e equipamentos industriais sem produção no Brasil.

A redução, sob o regime de ex-tarifário, visa incentivar investimentos, possibilitar o aumento da inovação tecnológica e gerar empregos em diferentes segmentos da economia.

A redução de alíquotas entrou hoje em vigor com a publicação da Resolução Camex n°46/2013, com a lista de 182 ex-tarifários para bens de capital (165 novos e 17 renovações) e da Resolução Camex n°45/2013, com 11 novos ex-tarifários para bens de informática e telecomunicação. Com a publicação das duas novas Resoluções Camex, o número de ex-tarifários concedidos este ano chega a 1.710.

Os investimentos globais e os investimentos relativos às importações de equipamentos vinculados aos ex-tarifários publicados hoje, são, respectivamente, de US$ 894 milhões e US$ 492 milhões. Os principais setores contemplados em relação aos investimentos globais, são os de construção civil (29,36%); de telecomunicações (18,28%); de serviços (10,87%); alimentício (7,00%); de mineração (4,49%); e o automotivo (4,42%).Os equipamentos beneficiados com a redução de alíquotas serão importados principalmente da China (31,92%); dos Estados Unidos (26,89%); da Itália (11,17%);da Alemanha (11,11%); e da Holanda (7,78%).

Entre os projetos beneficiados, destacam-se a implantação de uma indústria com capacidade para produzir inicialmente 750 mil toneladas por ano de cimento tipo Portland, no Paraná; e os investimentos na fabricação de 1 milhão de unidades por mês de telefones celulares e smartphones, em São Paulo; na prestação de serviços para exploração de petróleo e gás, no Rio de Janeiro; e para aumentar o beneficiamento e exportação de minério de ferro em Minas Gerais.

Fonte: Camex

Foi publicada hoje, no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução n° 60/2013 da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que reduz temporariamente o Imposto de Importação de seis produtos, por razões de desabastecimento. As tarifas foram reduzidas para 2%, de acordo com as descrições dos destaques tarifários, quotas e prazos abaixo especificados:

NCM Descrição Quota Prazo

Nível ordinário da Tarifa Externa Comum

0404.10.00

Soro de leite, modificado ou não, mesmo concentrado ou adicionado de açúcar ou de outros edulcorantes

Ex 001 – Soro de leite em pó com concentração protéica compreendida entre 27,5 e 30 g/100 gramas e grau de desmineralização igual ou superior a 98%.

2.000 toneladas 12 meses 28%

5402.46.00 Outros, de poliésteres, parcialmente orientados 40.400 toneladas até 17 de janeiro de 2014 18%

7306.30.00 Outros, soldados, de seção circular, de ferro ou aço não ligado

Ex 001 – Tubos soldados, de aço carbono, de diâmetro externo maior ou igual a 17,20 mm e menor ou igual a 88,90 mm, de espessura de parede maior ou igual a 2,00 mm e menor ou igual a 10,00 mm, com cordão de solda interna removido, tendo como base a norma EN 10210-1/2. 5.000 toneladas 12 meses 14%

7306.30.00 Outros, soldados, de seção circular, de ferro ou aço não ligado

Ex 002 – Tubos soldados em aço carbono, de diâmetro externo maior ou igual a 60,30 mm e menor ou igual a 193,70 mm, de espessura de parede maior oi igual a 6,80 mm e menor ou igual a 9,70 mm, com cordão de solda interna removido, tendo com base a norma EN 10305-3. 8.000 toneladas 12 meses 14%

7607.11.90 Outras

Ex 001 – Folhas e tiras, de alumínio, de espessura não superior a 0,2 mm, com clad. 563 toneladas 12 meses 20%

7606.12.90 Outras

Ex 001 – Chapas e tiras de alumínio, de espessura superior a 0,2 mm, com clad.

563 toneladas 12 meses 20%

O soro de leite em pó, código 0404.10.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), é um subproduto resultante da desidratação de soro proveniente da fabricação de queijos. O soro de leite em pó desmineralizado é um dos principais componentes das fórmulas infantis próprias para lactentes (zero a 12 meses), as quais funcionam como complemento ou substituto adequado na insuficiência ou impossibilidade do aleitamento materno.

O Fio Parcialmente Orientado – POY, código 5402.46.00 da NCM, é um filamento intermediário, utilizado como matéria-prima para a produção do filamento de poliéster. Os tubos de aço carbono, código 7306.30.00 da NCM, são utilizados para trefilação e têm como destino a cadeia produtiva dos setores de cilindros hidráulicos e automotivo (amortecedores de carro, barras de proteção de portas de veículos e cardas de tração de veículos).

As folhas, chapas e tiras de alumínio (códigos 7606.12.90 e 7607.11.90 da NCM) simplesmente laminadas com tratamento químico CLAD são utilizadas como matéria-prima em folhas quadradas ou retangulares, em tiras retangulares e em bobinas, próprias para a fabricação de tubos, aletas e outros componentes que são utilizados na fabricação de condensadores e radiadores veiculares.

As alterações da alíquota do Imposto de Importação estão previstas na Resolução GMC nº 08/2008, do Grupo Mercado Comum, que autoriza a redução do imposto de importação em caso de desabastecimento temporário.

jul 31, 2013

NA PRIMEIRA RESOLUÇÃO, A CAMEX ALTERA PARA 2% AS ALÍQUOTAS DO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO PARA OS BENS DE INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÃO.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a redução do imposto de importação para 15 bens de informática e telecomunicação e outros 289 bens de capital, todos na condição de ex-tarifários. A decisão consta de duas Resoluções, publicadas no Diário Oficial da União deesta terça-feira, 17. (FOTO: GETTY IMAGES)

Na primeira resolução, a Camex altera para 2% as alíquotas do imposto de importação para os bens de informática e telecomunicação, até 31 de dezembro de 2014. Em outro ato, as alíquotas do Imposto de Importação incidentes sobre bens de capital foram alteradas para 2% e 0%. São 288 itens que passarão a ter alíquota de 2% do imposto de importação, também até 31 de dezembro de 2014.

Além disso, a Camex reduziu para 0% a alíquota do imposto de importação incidente sobre combinações de máquinas, de aplicação exclusivamente ferroviária, para locomotivas diesel-elétricas com potência bruta superior a 4.400 CV. Nesse caso, a nova alíquota tem validade até 31 de julho de 2014. A resolução faz ainda algumas alterações em ex-tarifários que já estavam em vigor.

Pelo regime de ex-tarifário, há redução temporária da alíquota do imposto de importação dos bens de capital ou bens de informática e telecomunicação na Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, quando não houver a produção nacional.

O mercado mundial de petróleo alcançará um marco no mês que vem, quando a China ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o maior importador mundial líquido de petróleo, se as projeções da Divisão de Informações sobre Energia, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, estiverem corretas.

A mudança chama a atenção para a mudança das relações internacionais impulsionada pelo persistente crescimento das importações de petróleo da China e pela queda vertical das compras externas do produto pelos EUA. A Agência Internacional de Energia (AIE), o órgão de monitoramento do mercado que assessora os países ricos, projeta que as importações americanas de petróleo do Oriente Médio vão cair de 1,9 milhão de barris/dia em 2011 para apenas 100 mil b/d em 2035.

No mesmo período, as importações chinesas do petróleo da região deverão aumentar de 2,9 milhões de b/d para 6,7 milhões de b/d, segundo as projeções.

Com um ritmo de desenvolvimento inferior às esperanças anteriores em torno do petróleo de xisto, a autossuficiência da China energética ainda está muito distante. Alguns anos atrás, as discussões sobre o crescimento acelerado da demanda da China por produtos energéticos sempre foram pautadas pela crescente competição - ou mesmo pelo potencial conflito - com os EUA para garantir acesso aos escassos volumes do produto.

Mas Carlos Pascual, o representante especial do Departamento de Estado dos EUA para questões energéticas internacionais, argumenta que é do interesse americano que a China consiga suprir suas necessidades por energia e deixe de causar a disparada dos preços do petróleo. "A capacidade da China de atender à sua própria demanda será um importante fator controlador dos preços mundiais", diz ele.

Erica Downs, do Brookings Institution de Washington, argumenta que a demanda chinesa por energia pode também trazer vantagens. A China pode estar preparada para desempenhar um papel maior na salvaguarda dos fluxos mundiais de petróleo, diz ela.

Preocupações com segurança energética "podem obrigar Pequim a desempenhar um papel mais relevante na neutralização de uma ameaça ao livre fluxo de petróleo procedente do golfo Pérsico: o fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã".

No entanto, a possibilidade de os Estados Unidos e outros países ficarem satisfeitos com uma frota naval chinesa estacionada no golfo são outros quinhentos, diz Michael Levi, do Conselho sobre Relações Exteriores. "Na prática, duvido que muitos formuladores americanos de políticas públicas gostarão da ideia de a China policiar as rotas marítimas regulares do Oriente Médio à Ásia", diz ele. "E tenho certeza de que o Japão não gostará." (EC)

Fonte: Valor
Por Financial Times

SÃO PAULO  -  A China e a União Europeia fecharam um acordo de troca de moedas de 350 bilhões de yuans, ou 45 bilhões de euros. A iniciativa representa um passo importante no processo de internacionalização da moeda chinesa, destacou a agência de notícias Xinhua.

O acordo foi acertado entre o banco central chinês e o europeu e visa apoiar o comércio bilateral e proteger a estabilidade financeira, conforme comunicado da autoridade monetária da China.

O acerto tem duração de três anos e pode ser estendido.

FONTE: VALOR

Confrontada comercialmente com diversos países, a Argentina abre espaço para a China em sua economia. Mesmo com as exportações ao país asiático estancadas há quatro anos, as importações argentinas cresceram 64% entre 2010 e 2013 , puxadas por encomendas oficiais de bens de capital, e uma empreiteira chinesa, a Gezhouba, que derrotou empresas brasileiras na licitação da principal obra pública do país, a construção de um complexo de duas usinas hidrelétricas por US$ 4 bilhões na província de Santa Cruz.

Na semana passada, o governo argentino anunciou a compra de 1.060 vagões e 111 locomotoras chinesas para renovar as linhas Mitre e Sarmiento, recentemente estatizadas. A importação, dividida em três etapas, deverá envolver um investimento de US$ 976 milhões. O material será entregue em 2014.

Tanto no caso da obra pública quanto nas importações, a chave para o avanço chinês é o financiamento. "São linhas de crédito mais baratas e concedidas com mais facilidade, algo essencial para a Argentina, com avaliação de crédito afetada no exterior pelos processos que enfrenta no Banco Mundial, no FMI, na Justiça dos Estados Unidos e na OMC", disse o economista Marcelo Elizondo, da consultora de comércio exterior DNI.

Sem recursos próprios para tocar obras e investir, o governo argentino tem dado preferência nos contratos para os parceiros que banquem as obras ou aquisições de equipamentos. No caso da hidrelétrica, o governo argentino anulou em 2011 uma licitação que havia sido ganha por um consórcio integrado pela brasileira Camargo Corrêa, em que o financiamento próprio equivalia a apenas 12% do total. A proposta do consórcio liderado pela Gezhouba garantiu financiar 100% da obra.

O modelo tende a ser replicado na construção de duas usinas térmicas na província de Buenos Aires, que devem ser licitadas em breve. "A China avançar em todas as áreas em que a Argentina tem grandes problemas para obter financiamento. Falamos de energia, mineração e infraestrutura", afirmou Ernesto Fernandez Taboada, diretor da Câmara de Comércio Sino-Argentina, a Argenchina.

Ainda em 2010, os chineses entraram no setor de petróleo, ao comprarem por 50% da Bridas, empresa da família Bulgheroni, por US$ 3,1 bilhões. A Bridas é sócia minoritária da British Petroleum na Pan American Energy (PAE) e a família Bulgheroni havia tentado, sem sucesso, adquirir o controle da petroleira. Associada à chinesa CNOOC em partes iguais, a Bridas comprou a rede de distribuição e a refinaria da Esso, em um investimento de US$ 850 milhões.

Em 2011, a chinesa Sinopec comprou a filial argentina da Occidental Petroleum. No fim do ano passado, a Bridas fez um acordo para investimento de US$ 1,5 bilhão, em conjunto com a estatal YPF, para o desenvolvimento do campo de óleo e gás não convencional de Vaca Muerta. Mas a participação chinesa no empreendimento ainda é negociada.

As relações comerciais entre a Argentina e a China haviam sofrido um solavanco em 2009, quando o governo chinês restringiu as compras de óleo de soja, em retaliação pelas barreiras argentinas a bens de consumo de origem chinesa. Desde então, as exportações argentinas não se recuperaram completamente, embora a restrição ao óleo de soja já tenha sido eliminada. "Neste meio tempo a China desenvolveu sua própria indústria de esmagamento e diversificou seus fornecedores, com a compra de grãos do Brasil", comentou o economista Alejandro Ovando, da consultora IES.

Em 2010, de janeiro a agosto, a Argentina registrou um superávit de US$ 318 milhões, em sua relação com a China. Este ano, até o mês passado, o déficit com o país asiático estava em US$ 3,04 bilhões. As compras de bens de capital crescem este ano, mas em termos proporcionais o que mais aumentou foram as compras de partes e acessórios de telefonia celular, microprocessadores e televisores. "A Argentina deixou de comprar o produto final brasileiro para fazer a montagem nacionalmente, trazendo peças produzidas na China", disse Ovando. As importações argentinas de peças e acessórios de origem chinesa passaram de US$ 905 milhões de janeiro a agosto de 2010 para US$ 2,6 bilhões no mesmo período este ano.

As exportações argentinas para a China somaram US$ 4,3 bilhões este ano, sendo US$ 3,8 bilhões do complexo soja. A tendência da primarização da balança deve se aprofundar a curto prazo: no começo deste mês, chegou à China o primeiro carregamento de milho argentino, um embarque de 60 toneladas feito pela Bunge.

Na relação entre os dois países, há outra assimetria, além do desequilíbrio da balança: a China é o segundo maior parceiro comercial da Argentina, enquanto os argentinos estão apenas no sexto posto em importância para o comércio chinês com a América Latina, atrás de Brasil, México, Chile, Venezuela e Panamá. Um intercâmbio de swap de reservas de US$ 10 bilhões, assinado em 2009, expirou este ano sem ser usado. "Como a Argentina exporta commodities, não tem como fazer o intercâmbio com a China recebendo em moeda chinesa", disse o especialista Jorge Castro, da consultoria IPE. "Em termos financeiros, o acordo não resolve o problema central da Argentina, que é de recompor reservas monetárias", disse Gustavo Girado, da ONG Asia Y Argentina.

Fonte: Valor
Por Cesar Felício | De Buenos Aires

NOVA ORLEANS  -  A China deve parar de comprar algodão para sua reservas públicas em agosto, disse Jarral Neeper, presidente da Calcot, durante a conferência do Conselho Nacinal de Algodão. Isso significa que a importação da pluma pelo país asiático “vai cair severamente” na próxima estação.

Neeper projeta que a queda nas importações será de 45% aproximadamente, para 1,30 milhão de toneladas, durante a temporada 2014/15, que começa em agosto.

A China quintuplicou seus estoques públicos de algodão nos últimos dois anos, como forma de garantir o fornecimento estável de suas usinas. Essa política encorajou agricultores de todo o mundo a produzir mais algodão. Entretanto, o ministro das finanças chineses disse, em dezembro, que o governo planeja substituir a política de estoque por pagamentos diretos aos agricultores como forma de incentivar a produção.

O fim da política de estoques da China vai adicionar uma quantidade enorme de algodão no mercado mundial. Neeper disse “vamos ver o mercado de algodão livre pela primeira vez em longo tempo e isso deve fazer os preços caírem”.

O executivo estima que as reservas públicas da China fiquem próximas a 9,27 milhões de toneladas no final da safra atual. Esse número deve cair 30% com a paralisação da política de compras do Estado chinês.

A Associação Nacional de Algodão da China divulgou, no sábado, que 5 milhões de toneladas estavam em estoque no país até o último dia 3.

Neeper disse que a falta de compras pelo governo vai fazer os produtores chineses plantarem menos algodão na próxima temporada, já que os preços domésticos tendem a cair sem o apoio estatal. Ele estimou que a área dedicada à fibra cairá até 20% em 2014/15.

A associação divulgou também em seu website que a área de plantio de algodão na China cairá pela terceira vez consecutiva em 2014, 9%, para 4,2 milhões de hectares.

"Eu acredito que passaremos muito tempo negociando o algodão entre 76 e 88 centavos de dólar no resto da temporada atual, disse Neeper. Quando os preços sobem para 84 ou 85 centavos de dólar por libra o interesse das fábricas para comprar algodão começa a cair dramaticamente", disse ele. Ontem, o contrato mais negociado da pluma na bolsa de Nova York encerrou a sessão em alta de 1,24%, a 84,67 centavos de dólar por libra-peso.

Fonte: Valor
Por Dow Jones Newswires

CHINA  -  A China planeja suspender algumas leis sobre o investimento estrangeiro em novas zonas de livre comércio, inclusive em Xangai, como meio do Premier Li Keqiang conduzir a abertura da economia chinesa e sustentar o crescimento do país. As mudanças vão proporcionar formas "inovadoras" de abertura da economia, de acordo com um comunicado do Conselho de Estado divulgado após uma reunião realizada em 16 de agosto, liderada por Li.

 

A China está aumentando os esforços para atrair empresas estrangeiras após a queda do investimento estrangeiro, no ano passado, pela primeira vez desde a crise financeira global. As zonas de livre comércio, que serão autorizadas a reduzir a burocracia e  será um teste de liberalização financeira, poderão oferecer incentivos que ajudem o governo a manter o crescimento econômico de pelo menos 7% ao ano. "O governo chinês sabe que ter investimento estrangeiro é uma coisa muito boa e quero que este seja um mercado atraente para investidores estratégicos e financeiros", disse Kent Kedl, diretor para a China e Norte da Ásia daconsultoria Control Risks, em uma entrevista por telefone.

"Muitos investidores estrangeiros estão preocupados com a burocracia e falta de clareza em torno de regulamentos, que é provavelmente a maior preocupação na entrada na China", disse ele. O investimento estrangeiro direto na China caiu 3,7% no ano passado, para US$ 111,7 bilhões em comparação com um registro de US$ 116 bilhões dólares em 2011, segundo dados do governo.

Se aprovado o projeto do Conselho de Estado, será permitido suspender algumas leis sobre o investimento estrangeiro, joint ventures sino-estrangeiras e empresas cooperativas nas áreas de livre comércio, disse. O comunicado não dá um prazo ou detalhes adicionais sobre as mudanças.

Enquanto o Conselho de Estado e meios de comunicação chineses usam o termo "zona de livre comércio", o significado é mais semelhante a uma zona de livre-mercado sujeito a uma menor regulação e interferência do Estado, em vez de uma área de comércio duty-free.

Fonte: (Bloomberg News)

Quatro anos depois de ter ultrapassado os Estados Unidos como principal país de destino das exportações brasileiras, a China agora deixa para trás a União Europeia.

A economia desacelerada, com retração da produção industrial, provocou queda na demanda europeia por produtos brasileiros. A exportação brasileira para o bloco europeu caiu 8,1% de janeiro a agosto, contra igual período do ano passado. Isso fez a fatia dos embarques brasileiros destinada à União Europeia recuar de 20,4% de janeiro a agosto de 2012 para 19,3% em igual período deste ano.

 

Em comportamento inverso, as vendas de produtos brasileiros para os chineses tiveram alta de 9,1%. O resultado foi o aumento da parcela de embarques rumo ao país asiático. Na mesma comparação, a fatia subiu de 18,2% para 20,3%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento.

A ultrapassagem da UE pela China não se deu de forma repentina. Em 2007, os chineses absorviam 7% das vendas brasileiras ao exterior. Ano a ano, porém, houve avanço nessa fatia. A UE, que comprava 24,5% de tudo o que o Brasil exportava em 2007, perdeu representatividade de forma gradativa.

Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), essa nova posição da China torna os embarques brasileiros mais dependentes do país asiático e reflete a importância que as commodities assumiram na pauta de exportação brasileira. "O desempenho da balança comercial fica cada vez mais sujeito à maior aceleração da economia chinesa."

Cristina Reis, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), diz que a evolução da exportação está relacionada aos diferentes perfis da pauta de exportação brasileira, considerando China e UE. "A produção de manufaturas no bloco europeu segue em retração desde o início de 2012, apesar da estabilidade apresentada no segundo trimestre", diz. Isso causou queda na demanda por bens intermediários.

Ao mesmo tempo, a desaceleração da economia reduz a demanda por bens industrializados que o Brasil fornece para os europeus. O efeito para o Brasil é o empobrecimento da pauta de exportação. Com o maior espaço da China, o conjunto dos embarques perde diversidade e se concentra em itens de menor valor agregado.

Dados do ministério mostram que os produtos industrializados representam quase metade da pauta de exportação aos europeus. Manufaturados e semimanufaturados respondem por 47,9% do que a UE compra do Brasil atualmente. Nas vendas para os chineses são os básicos que prevalecem, com participação de 87,4% na exportação para o país asiático.

Em 2007, quando passou à frente dos EUA como maior parceiro comercial do Brasil, a China já deixava para trás um consumidor importante de manufaturados brasileiros. Hoje, 72,4% do que os americanos compram do Brasil são bens industrializados -manufaturados e semimanufaturados.

Tanto as exportações para a China como para a UE sofreram, neste ano, a contribuição negativa da queda dos embarques de petróleo. Nas vendas aos chineses, os embarques do óleo bruto caíram 29,7% no acumulado até agosto, contra iguais meses de 2012. A soja, porém, compensou essa queda. A venda do grão à China cresceu 34% no período. A soja respondeu por 47,6% das exportações brasileira aos chineses de janeiro a agosto.

Castro lembra que a soja, em razão da sazonalidade da safra brasileira, costuma dominar a pauta de exportação para os chineses até agosto. A partir de setembro, o minério de ferro deve ganhar maior importância. No acumulado até agosto, a venda do minério para os chineses ficou quase estável, com alta de 1,6%.

Na pauta brasileira de exportação para a UE, houve queda de 33,7% na exportação de petróleo e óleos preparados de janeiro a agosto. A venda aos europeus de produtos do complexo soja, que inclui o grão e o farelo, também recuou 1,9%. Com redução de preço, o café, importante item na venda ao bloco europeu, amargou 20,2% de queda de valor exportado. O minério de ferro teve alta no valor exportado, mas pequena, de 3,3%, insuficiente para compensar o recuo de outros itens.

Cristina, do Iedi, estima que o quadro atual da destinação das exportações brasileiras não deve mudar tão cedo. Ela destaca que, segundo dados da ONU, a produção de manufaturas no mundo cresceu 2% no segundo trimestre, na comparação com mesmos meses de 2012. O crescimento foi puxado pelos países emergentes, que tiveram alta de 7,1%. Sem considerar a China, o aumento foi de 2,7%. "O avanço dos países desenvolvidos, porém, foi zero, e a expectativa é de queda para 2013", diz ela.

A economista do Iedi também relativiza a vantagem que a desvalorização do real frente ao dólar poderia trazer para a competitividade na exportação de manufaturados. "A desvalorização do real é resultado da valorização do dólar. Foram fatores externos que contribuíram para o patamar cambial atual. Por isso a desvalorização aconteceu não só para o real, mas para todas as moedas, embora com intensidades diferentes."

Sérgio Amaral, presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, não acredita que o avanço da China na exportação brasileira seja necessariamente uma fonte de preocupação. Para ele, o quadro atual é resultado de uma grande complementariedade entre a economia brasileira e a do país asiático. Para ele, esse nível de exportação deve se sustentar.

"A economia da China está se estabilizando num crescimento de 7,5% ao ano, o que é um nível elevado tendo em vista o crescimento de anos anteriores", diz Amaral. Além disso, afirma, o país passa atualmente por um processo de urbanização que tende a elevar demanda por produtos brasileiros.

Para Amaral, é preciso que a situação seja percebida pelas empresas como uma oportunidade para agregar maior valor para as exportações rumo à China. "Existe muito interesse de parceiros chineses e isso pode propiciar elevação de exportação, para a China e para os demais países asiáticos."

Fonte: Valor
Por Marta Watanabe | De São Paulo

PEQUIM  -  A China tinha em estoque 5,01 milhões de toneladas de algodão até a última sexta-feira, segundo a Associação de Coticultores do país.

A China, que é o maior produtor e consumidor da pluma no mundo, mantém seus estoques públicos comprando algodão dos produtores, sempre que os preços atingem um nível mínimo.

Entretanto, essa política fez os preços domésticos serem maiores que os do algodão importado no ano passado, o que fez o ministro das finanças Lou Jiwei afirmar, em dezembro, que o governo pretende substituir a compra de algodão dos produtores por subsídios diretos.

Fonte: Valor
Por Dow Jones Newswires

PEQUIM  -  O investimento estrangeiro direto (IED) na China em julho subiu 24,13% sobre o mesmo mês do ano passado, para US$ 9,408 bilhões, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira pelo Ministério do Comércio chinês.

O montante atraído pelo país em julho ficou abaixo dos US$ 14,4 bilhões de IED de junho, quando havia subido 20,12% sobre junho de 2012.

No acumulado entre janeiro e julho deste ano, o IED alcançou US$ 71,39 bilhões, em alta de 7,09% sobre o mesmo período do ano passado.

O IED não financeiro teve alta de 20% nos primeiros sete meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2012.

Fonte: Valor

SÃO PAULO  -  As avaliações de especialistas sobre as condições da economia do Brasil pioraram e, na América Latina, só estão melhores que as da Venezuela e as da Argentina, de acordo com pesquisa trimestral divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo instituto alemão Ifo.

O indicador de clima econômico (ICE) calculado por ambas entidades com base em informações prestadas por analistas locais, mostra que no Brasil esse índice caiu de 5,6 pontos em abril para 3,8 pontos em julho. O valor está bem abaixo da média de dez anos, de 6,1 pontos. Leituras abaixo de cinco pontos mostram expectativas desfavoráveis.

Entre os 11 países latino-americanos analisados, a pontuação brasileira só ganha da Venezuela, cujo índice caiu de 1,4 para 1,0 ponto, e da Argentina, que melhorou a pontuação, de 3,4 para 3,6 entre abril e julho. A boa pontuação do Chile em abril, 6,4 pontos, caiu para 4,4.

A média dos 11 países latino-americanos analisados cedeu de 5,2 para 4,4 pontos no período. Isso ocorreu basicamente por causa das previsões de desaceleração do crescimento da China e seus efeitos nos preços de commodities, das quais alguns países da região - como Brasil, Chile e Peru - são altamente dependentes. O indicador da China caiu de 5,8 pontos para 4,4 pontos.

Paraguai (7,3 pontos), Colômbia (6,1) e Peru (5,6) são os três mais bem avaliados no ranking de clima econômico.

Fonte: Valor
Por Ana Conceição

Depois de passarem mais de dez anos perdendo terreno para a China e outras potências exportadoras, os fabricantes americanos parecem finalmente estar recuperando a competitividade.

O déficit dos Estados Unidos no comércio de bens manufaturados caiu para US$ 225 bilhões no primeiro semestre, comparado com US$ 227 bilhões no mesmo período de 2012, segundo dados compilados por Ernest Preeg, um economista e especialista em comércio da Aliança dos Fabricantes pela Produtividade e Inovação, um grupo de pesquisa mantido pelo setor industrial. A melhora, embora pequena, ocorre após anos de déficits crescentes, à medida que os EUA foram perdendo mercado na manufatura para a China, a Coreia do Sul e outros países.

 

"É um sinal animador", disse Preeg, que usou em sua pesquisa dados oficiais dos EUA sobre o comércio de produtos manufaturados, deixando de fora outros tipos de mercadorias, como grãos e carvão. "Pelo menos nós ficamos estáveis."

Ao mesmo tempo, o Boston Consulting Group - um dos principais defensores do renascimento da manufatura americana - prevê um aumento nas exportações dos Estados Unidos, impulsionado em parte por custos menores de energia e salários estagnados. Num relatório divulgado semana passada, o BCG afirma que a alta das exportações e o "repatriamento" da produção da China para os EUA "poderiam criar entre 2,5 milhões e 5 milhões de empregos industriais e de serviços associados ao crescimento da manufatura" até 2020. Isso, afirmou o BCG, poderia reduzir a taxa de desemprego, atualmente em 7,4%, em dois ou três pontos percentuais.

No momento, aproximadamente 12 milhões de americanos estão empregados diretamente na manufatura - 20 anos atrás eram 17 milhões. O governo dos Estados Unidos fez da recuperação da indústria sua maior prioridade, e as grandes empresas se empenham em mostrar iniciativas para criar empregos na manufatura.

A longa recessão na Europa, a queda no crescimento na China e a valorização do dólar vêm prejudicando os exportadores dos EUA, mas muitos conseguiram aumentar suas vendas no exterior.

A Harley-Davidson, por exemplo, continua aumentando seu número de revendedores em outros países. "Estamos muito animados com as perspectivas de crescimento no nosso negócio internacional", afirmou o diretor financeiro, John Olin, a analistas no mês passado. A empresa, que é sediada no Estado de Wisconsin, informou recentemente que suas vendas de motocicletas no varejo durante o segundo trimestre subiram 39% na América Latina e 12% na região da Ásia e Oceania.

Assim como muitos fabricantes americanos, a Harley reformulou suas operações desde a recessão de 2008 e 2009 e criou uma força de trabalho menor e mais flexível, o que resultou em economias de custo anuais de mais de US$ 300 milhões e tornou a empresa mais competitiva.

Evan Smith, presidente da Hypertherm, localizada no Estado de New Hampshire, disse que as vendas de suas máquinas de usinagem de metais estão crescendo neste ano na América Latina e no Oriente Médio. Segundo ele, ajudou ter aberto um centro de distribuição no Brasil.

Já a Graco, de Mineápolis, aumentou na Europa Central e do Leste as vendas dos seus equipamentos para aplicar tintas em rodovias, pontes e edifícios, disse o porta-voz Bryce Hallowell.

À medida que o boom do gás de xisto reduz os preços do gás natural e da eletricidade nos EUA, e os salários ficam estagnados, "os EUA vão continuamente se tornando um dos países do mundo desenvolvido de custo mais baixo para a manufatura", afirmou o relatório do BCG. Os EUA terão uma vantagem sobre seus concorrentes quanto ao preço da energia, além de ter custos de mão de obra, ajustados pela produtividade, menores que Alemanha, Japão, França, Itália e Reino Unido, afirmou o relatório. Isso vai permitir aos Estados Unidos conquistar uma fatia maior das vendas mundiais no setor de manufatura.

"Essa é uma mudança econômica fundamental", afirmou Harold Sirkin, sócio do BCG que ajudou a redigir o relatório. "As tendências estão se movendo mais rápido do que esperávamos", acrescentou.

Mesmo assim, os Estados Unidos perderam muito terreno nos últimos 15 anos, principalmente por causa do crescimento acelerado da China e o foco do país nas exportações. Em 2011, os EUA respondiam por 11% das exportações mundiais de produtos manufaturados, comparados com 19% em 2000, disse Preeg. Durante o mesmo período, a participação da China saltou de 7% para quase 21%, e a da União Europeia caiu de 22% para 20%.

Recentemente, o desempenho da China desacelerou. As exportações de bens manufaturados dos EUA para a China cresceram 19%, para US$ 19,9 bilhões no segundo trimestre, de acordo com Preeg, mas isso representa cerca de um quinto das exportações de bens manufaturados da China para os Estados Unidos.

Os fabricantes americanos ainda têm grandes obstáculos pela frente. Muitos não conseguem encontrar um volume suficiente de mão de obra qualificada para operar e reparar equipamentos sofisticados controlados por computador - uma escassez que se agravou com a aposentadoria da geração de trabalhadores nascida depois da Segunda Guerra, conhecida como "baby boomers". Um crescimento econômico mais veloz na China, Índia e Brasil significa que muitas empresas globais ainda querem abrir mais fábricas lá.

O foco das companhias americanas nos resultados trimestrais muitas vezes desencoraja o investimento em equipamentos industriais e várias empresas do país dizem que pagam impostos mais altos e recebem menos subsídios do que suas rivais estrangeiras.

Fonte: Valor
Por James R. Hagerty | The Wall Street Journal

Ajuste de posições Depois da forte queda observada na quarta-feira, as cotações do cacau apresentaram uma tímida reação na sessão de ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 2,454 por tonelada, em alta de US$ 4. Na véspera, a baixa havia sido de US$ 70, por conta de um movimento de realização de lucros deflagrado pelas previsões de chuvas no Oeste da África,

onde estão os principais países produtores da commodity. Antes do tombo, preocupações com o clima seco na região sustentavam os preços, que chegaram a alcançar o maior patamar em 11 meses no mercado nova-iorquino. Nas praças de Ilhéus e Itabuna, na Bahia, a arroba da amêndoa permaneceu, em média, a R$ 88, de acordo com informações da Central Nacional de Produtores de Cacau.

Fonte: Valor

Teto em 1 ano e 5 meses As cotações do algodão voltaram a subir na sexta-feira na bolsa de Nova York, ainda em meio ao temor de que o clima adverso reduza a oferta da pluma americana este ano. Os EUA são o maior exportador global de algodão. Os contratos para dezembro encerraram a sessão a 93,32 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 153 pontos sobre a véspera e o maior valor desde março de 2012. Na segunda-feira, o USDA previu que os americanos devem colher a menor safra em quatro anos. "Há um espaço muito pequeno para erros com a cultura nos EUA", disse Sharon Johnson, analista da KCG Futures. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso subiu 0,22%, para R$ 2,2445. No mês, a alta acumulada do indicador chega a 7,45%. A expectativa é de aumento da produção do Brasil na safra 2013/14.

Fonte: Valor

Mais uma queda
A menor preocupação com possíveis ameaças climáticas sobre os pomares da Flórida
(que detém o segundo maior parque citrícola do mundo) voltou a contribuir para a queda da commodity ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em novembro encerraram a sessão negociados a US$ 1,3095 por libra-peso, em baixa de 105 pontos em relação à véspera. A tempestade tropical Erin está passando pela costa africana, ainda distante da Flórida. Há outra ameaça no Caribe, mas as chances de que se forme um ciclone tropical nas próximas 48 horas são de 50%. No mercado spot de São Paulo, cujo parque citrícola supera o da Flórida, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco subiu para R$ 6,85, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.

 

Demanda firme
A boa demanda pela soja produzida nos Estados Unidos, sobretudo por parte de clientes chineses, voltou a impulsionar as cotações do grão ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro encerraram a sessão negociados a US$ 12,6550 por bushel, com uma valorização de 26,50 centavos de dólar em relação à véspera. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as vendas líquidas de soja do país alcançaram 1,883 milhão de toneladas na semana encerrada em 8 de agosto, acima do intervalo entre 600 mil e 1,1 milhão de toneladas esperado por analistas. No oeste baiano, a saca de 60 quilos saiu por R$ 56,67 no mercado balcão, de acordo com informações divulgadas pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Mercado climático
O temor de que o tempo mais quente e seco nas próximas duas semanas venha a prejudicar as lavouras de milho dos EUA impulsionou as cotações do grão ontem n a bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em dezembro encerraram o pregão em alta de 17 centavos, a US$ 4,7225 por bushel. Previsões estendidas, contudo, apontam para um clima mais frio em setembro, o que faz crescer entre os agentes a tensão com possíveis geadas tardias. A demanda pelo grão também segue aquecida. Na semana entre 2 e 8 de agosto, os EUA venderam 777 mil toneladas do grão ao exterior, segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA). O volume ficou bem acima do intervalo de 300 mil a 600 mil toneladas, previsto por analistas. No Paraná, o preço da saca de 60 quilos do grão subiu 0,912%, a R$ 17,52, segundo o Deral/Seab.

Na onda do milho
Embalado pelos ganhos do milho, o trigo subiu ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para dezembro registraram alta de 6,75 centavos, a US$ 6,4950 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento teve ganho de 3,25 centavos, a US$ 7,0625 o bushel. O avanço ocorreu mesmo diante de uma safra melhor que o esperado de milho nos EUA. Se esse cenário se confirmar, a tendência é de se reduzir a demanda por trigo para uso em alimentação animal - o que, portanto, empurraria os preços do cereal para o terreno negativo. A demanda pelo trigo americano se enfraqueceu na última semana com venda de 495,6 mil toneladas, ante estimativa de 600 mil a 800 mil toneladas. No Paraná, o preço da saca de 60 quilos subiu 0,26%, a R$ 45,94, segundo o Deral/Seab.

Fonte: Valor

Realização de lucros - O cacau recuou em Nova York na sessão passada, em meio a um movimento de realização de lucros, depois de os preços se aproximarem do maior patamar em quase dois anos no início do pregão.

Os papéis para março fecharam em queda de US$ 32, a US$ 2.712 por tonelada. Ainda assim, a expectativa dos analistas é que a demanda continue a dar sinais de firmeza. Na semana passada, a Associação Europeia de Cacau informou que a moagem no terceiro trimestre do ano avançou 4,7%, ante o mesmo intervalo de 2012. Analistas creem que os números de processamento da América do Norte, que serão anunciados quinta-feira, também apontem uma elevação. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da amêndoa ficou em R$ 90,00 por arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Baixa liquidez - O preço do suco de laranja congelado e concentrado sofreu ontem a quarta queda seguida na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em janeiro fecharam com recuo de 105 pontos, a US$ 1,2760 por libra-peso. O mercado de suco segue enfraquecido pela escassez de informações sobre a produção nos EUA, com a paralisação parcial do governo. De acordo com a bolsa, o número de contratos em aberto caiu ao menor patamar em 20 anos na última sexta-feira. A ausência de furacões nos radares meteorológicos para a costa leste americana - particularmente, para as áreas de produção da Flórida - também abre caminho para a queda dos preços. No mercado spot de São Paulo, a laranja para a indústria subiu 0,65% ontem, a R$ 7,77 a caixa de 40 quilos.

Demanda da China - A soja avançou ontem em Chicago, em meio às especulações sobre a demanda aquecida por parte da China, maior importador mundial da commodity. Os papéis para janeiro fecharam em alta de 5,50 centavos, a US$ 12,7175 por bushel. "A margem de esmagamento na China está positiva, e próxima de níveis recordes, o que estimula a importação de soja", disse Vinícius Xavier, consultor da FCStone. Há também a previsão de chuvas fortes para o cinturão produtor dos EUA até quarta-feira, o que tende a trazer lentidão à colheita local. Porém, cresce o consenso de rendimentos acima do esperado nos EUA. "O mercado sabe que terá de ir para baixo, mas ainda não sabe quanto", concluiu Xavier. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq/BM&FBovespa para a saca permaneceu estável, a R$ 73,84.

Chuvas a caminho - Após dois pregões seguidos de perdas, o milho subiu na bolsa de Chicago ontem, diante da possibilidade de chuvas sobre as regiões produtoras do grão nos EUA e das especulações sobre a demanda aquecida por parte da China. Os lotes com entrega em março encerraram em alta de 3,50 centavos, a US$ 4,4975 por bushel. Há rumores de que os chineses estariam no mercado para adquirir não apenas milho, mas também soja. Além disso, previsões apontam para a ocorrência de chuvas generalizadas esta semana nas regiões produtoras do país até quarta-feira, o que tende a atrapalhar os trabalhos de retirada dos grãos de campo. No Paraná, a saca de 60 quilos da commodity ficou em R$ 17,51, com elevação de 1,68%, de acordo com levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral).

Fonte: Valor

Poucos negócios
Os preços do açúcar refinado ficaram estáveis ontem na bolsas de Londres (Liffe), em meio ao baixo volume de negócios devido ao feriado do Labor Day (Dia do Trabalho) nos EUA.

 

Assim, os lotes para dezembro permaneceram em US$ 472,40 por tonelada. A grande oferta disponível da commodity ao redor do mundo tem impedido uma valorização dos preços. Entretanto, alguns analistas acreditam que uma nova tendência altista pode estar a caminho. Ontem, a bolsa londrina apontou que os fundos especulativos ampliaram o número de contratos de compra de açúcar (com os quais apostam na alta dos preços) em 286 lotes, para 11.504 lotes, na semana até 27 de agosto. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de açúcar ficou em R$ 44,22, alta de 0,52%.

Apostas altistas
O café robusta cedeu na bolsa de Londres (Liffe) na sessão passada. Os contratos com vencimento em novembro encerraram em baixa de US$ 21, a US$ 1.758 por tonelada. Parte dos analistas acredita que uma nova rodada de liquidação de posições pode fazer a commodity voltar a cair, mas que haveria um suporte a US$ 1.721 por tonelada. Ainda assim, aumentaram as apostas na valorização do grão robusta nos últimos dias, informou ontem a bolsa londrina. Na semana encerrada em 27 de agosto, os fundos especulativos passaram de uma posição vendida de 2.431 lotes para uma posição comprada em 1.191 lotes. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 295,00 e R$ 305,00, de acordo com o Escritório Carvalhaes.

Volta das chuvas
Questões climáticas e a indicação de que haveria uma sobrecompra no mercado de cacau em Londres contribuíram para que as cotações da amêndoa caíssem ontem. Os papéis para dezembro fecharam em queda de 15 libras, a 1.619 libras por tonelada. Os traders estão atentos às previsões de chuva no oeste da África, onde se concentram os principais fornecedores mundiais de cacau. A região enfrenta uma escassez de precipitações e existe o temor de que a seca reduza a colheita, que tem início em outubro. No entanto, circularam ontem informações de que voltou a chover no fim de semana em países como Costa do Marfim, Nigéria e Camarões. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba ficou em R$ 86,00, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Comercialização lenta
As vendas antecipadas da safra de trigo deste ano estão lentas no Rio Grande do Sul, reflexo da postura de cautela adotada por compradores e vendedores. "Estão todos arredios. Não querem fazer contratos e depois ter dificuldade em encontrar produto para cumpri-los, caso haja algum problema com a oferta", disse Marcelo de Baco, da De Baco Corretora, de Viamão (RS). No momento, os contratos com entrega futura estão em R$ 600 por tonelada. "Como há menor oferta no Paraná e no Paraguai, e como a Argentina só deve abrir exportações em janeiro, a cotação não deve cair tanto durante a safra", afirmou. A colheita começa em outubro no Estado. No mercado disponível, o indicador Cepea/Esalq para a tonelada do trigo gaúcho ficou em R$ 838,75, uma queda de 0,46%.

Fonte: Valor