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Falta de uma política exportadora colocou o Brasil 'no degrau mais baixo' da cadeia de vendas para a economia chinesa, segundo entidade.

Um informe publicado ontem pela Organização Mundial do Comércio (OMC) com avaliações de especialistas de todo o mundo alerta que as barreiras comerciais chinesas e a falta de uma política exportadora no Brasil colocou o País em poucos anos "no degrau mais baixo" na cadeia de fornecimento de bens para a economia chinesa.

 

De um lado, o Brasil se transformou em fornecedor de produtos sem qualquer valor agregado, enquanto passou a importar um volume cada vez maior de bens tecnológicos da China. Tudo isso em menos de 20 anos. A avaliação é assinada pelos especialistas Gary Gereffi, da Universidade Duke, e Timothy Sturgeon, do MIT.

O estudo lembra que a China é o maior parceiro comercial do Brasil, mas alerta que esses dados escondem uma realidade desigual na relação bilateral.

O caso da soja é um exemplo. 95% das vendas brasileiras do produto para a China embarcaram sem qualquer tipo de processamento. As exportações de óleo de soja e de farinha não ocorreram. Isso por conta da estratégia da China de desenvolver sua própria indústria da soja, impondo tarifas de importação aos produtos de maior valor agregado na cadeia da soja. A mesma situação ocorre com couro, aço, ferro, polpa e papel.

Já o Brasil passou a ser alvo de um volume cada vez maior de importações chinesas de alto valor agregado. Em 1996, 40% de tudo o que a China vendia ao Brasil eram produtos de baixo valor tecnológico. Bens de alto valor agregado eram apenas 25% da pauta. O cenário se inverteu 15 anos depois: 42% de tudo o que o Brasil compra da China é composto por itens de alta tecnologia e só 20% são produtos básicos.

No lado das exportações brasileiras, a situação é oposta. Em 1995, pouco mais de 10% do que o Brasil exportou naquele ano para a China eram produtos básicos. Em 2012, no entanto, o Brasil vendeu US$ 41 bilhões para a China e US$ 34 bilhões foram em produtos sem valor agregado.

"O Brasil caiu para o degrau mais baixo na escala de valor agregado em seu comércio com a China nas últimas décadas", indica o informe da OMC.

Para o vice-presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Fábio Martins Faria, o movimento foi global e está relacionado à política chinesa. "Na última década, a China incorporou mais tecnologia nos seus produtos e se transformou em um fabricante de produtos com maior valor agregado", disse. "Eles precisam de alimentos e insumos para a indústria, como o minério, produtos em que o Brasil é forte, o que fez crescer a exportação de commodities", explicou.

O próprio estudo da OMC aponta que o Brasil é o único na posição de fornecedor primário para a China. Rússia e Índia também estão "contribuindo para o papel da China como um centro de processamento de materiais". "Produtos manufaturados são então exportados pela China de volta ao Brasil, Rússia e Índia, e para todo o mundo."

Diversificação. O estudo admite que o Brasil começa a adotar políticas para tentar diversificar suas exportações e sair da dependência das commodities.

O exemplo dado é a adoção de políticas para atrair empresas do setor de telecomunicações, eletrônicos e informática. O caso citado é o da chegada da Foxconn, inclusive com a meta de reduzir o déficit na balança comercial no setor de alta tecnologia.

A entrada de novos produtos brasileiros na China depende, principalmente, da quebra de barreiras, disse Faria, citando como exemplo oportunidades para carnes e para o próprio óleo de soja.

Segundo ele, no caso dos produtos industrializados, o Brasil perdeu competitividade no cenário mundial nos últimos anos pela valorização do real e pelo custo Brasil. "O câmbio mudou e isso ajuda as exportações. Mas o custo Brasil ainda é um problema." / COLABOROU MARINA GAZZONI

Fonte: estadão
JAMIL CHADE / GENEBRA - O Estado de S.Paulo

As exportações da China tiveram uma queda inesperada em setembro, sinalizando os limites impostos pela fraca demanda global à recuperação da segunda maior economia do mundo.

A Administração Geral Alfandegária anunciou no sábado que os embarques para o exterior apresentaram um recuo de 0,3% na comparação com setembro de 2012, enquanto as importações subiram 7,4%.

Um porta-voz da agência estatal procurou minimizar o resultado negativo. "Às vezes, os números de um único mês não conseguem contar toda a história, e também há outros fatores", afirmou Zheng Yuesheng. "Vejo isso como algo sazonal."

Analistas, porém, ficaram decepcionados. Todos os 46 ouvidos em pesquisa da agência Bloomberg esperavam desempenho melhor. A estimativa mediana dos entrevistados era de uma alta de 5,5% em setembro, após os 7,2% registrados em agosto.

"Tem havido desde julho uma recuperação nas exportações para os Estados Unidos e a Europa, mas muito fraca", disse Shen Jianguang, economista-chefe para a Ásia da Mizuho Securities Asia. "Nesse momento, a força motriz para a recuperação da China continuam sendo os investimentos no setor imobiliário e em infraestrutura."

As exportações para Coreia do Sul, Taiwan e União Europeia apresentaram queda em relação à setembro do ano passado. Já as vendas aos EUA subiram 4,2% - mas abaixo dos 6,1% de agosto.

Por Bloomberg
Fonte: Valor

SÃO PAULO  -  As exportações da Alemanha somaram 85,3 bilhões de euros em agosto, depois de totalizarem 93,4 bilhões de euros um mês antes. Em agosto de 2012, a cifra correspondia a 90,2 bilhões de euros.

As importações, por sua vez, ficaram em 72,2 bilhões de euros no oitavo mês deste ano, seguindo os 77,2 bilhões de euros apurados em julho. Em agosto do calendário passado, esse montante equivaleu a 73,9 bilhões de euros.

Com isso, o superávit comercial alemão se situou em 13,1 bilhões de euros em agosto, inferior aos 16,2 bilhões de euros de julho e aos 16,3 bilhões de euros do oitavo mês de 2012.

Com ajuste sazonal e de calendário, as exportações subiram 1% e as importações tiveram alta de 0,4% no confronto com julho. Pelo mesmo critério, o saldo comercial foi positivo em 15,6 bilhões de euros em agosto.

Os dados são preliminares e foram apresentados pelo Departamento Federal de Estatísticas (Destatis).

A mesma nota traz ainda que a conta corrente do balanço de pagamentos foi superavitária em 9,4 bilhões de euros em agosto. Um ano antes, o saldo tinha sido positivo em 13,2 bilhões de euros.

FONTE: VALOR

SÃO PAULO  -  Depois de adiantar que as exportações brasileiras de carne bovina atingiram o recorde de R$ 6 bilhões no acumulado do ano até novembro, a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec) detalhou nesta quinta-feira os dados de embarques no período. Ao todo, as vendas externas de carne bovina do Brasil renderam US$ 6,037 bilhões, alta de 12,9% ante o mesmo intervalo de 2012.

Em volume, as exportações de carne bovina totalizaram 1,362 milhão de toneladas, crescimento de 18,9% ante as 1,145 milhão de toneladas comercializadas no mesmo intervalo do ano passado. Desse total, 78% ou 1,071 milhão de toneladas se referem às exportações de carne bovina in natura.

No acumulado de 2013 até novembro, Hong Kong foi o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina. No período, a cidade-Estado chinesa importou 330,2 mil toneladas, gastando US$ 1,3 bilhão. Trata-se de uma alta de 79,63% em receita e de 66,4% em volume. Com isso, Hong Kong passou a responder por 21,8% das exportações em receita do Brasil e de 24,2% em volume.

Apesar oficialmente de as exportações terem como destino Hong Kong, sabe-se que a maior parte é direcionada à China. Desde o fim do ano passado, a China mantém um embargo à carne brasileira devido ao caso atípico de “vaca louca” relatado pelo Brasil na época.

Depois de Hong Kong, a Rússia é a maior compradora da carne bovina brasileira. Entre janeiro e novembro, os russos importaram 284,2 mil toneladas do produto, gastando US$ 1,124 milhão. No acumulado do ano até novembro, os russos representaram 18,6% em receita e 20,8% em volume.

A Venezuela é a terceira maior importadora da carne bovina brasileira. Entre janeiro e novembro, o país sul-americano importou 133,9 mil toneladas, gastando US$ 720,7 milhões. No período, os venezuelanos responderam por 9,7% das exportações em volume e de 11,9% em receita.

Fonte: valor
Por Luiz Henrique Mendes | Valor

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou em 1 milhão de toneladas sua projeção para as exportações de soja em grão do país neste ano. Conforme relatório divulgado ontem pela entidade, os embarques deverão somar 40,5 milhões de toneladas no ano comercial 2013/14, que terminará em janeiro do ano que vem. Se confirmado, o volume será 27% superior ao do ciclo passado (31,9 milhões de toneladas) e representará um novo recorde.

Se vai exportar mais matéria-prima, o Brasil vai industrializar menos soja do que o estimado anteriormente. Segundo a Abiove, o esmagamento tende a totalizar 35,9 milhões de toneladas do grão, 800 mil a menos que o previsto em julho. Isso significa uma queda de 0,9% em relação às 36,2 milhões de toneladas processadas no ciclo anterior. O volume processado é ainda o menor desde o ciclo 2010/11 (35,7 milhões de toneladas).

Com isso, a produção estimada de farelo no atual ano comercial foi reduzida de 27,9 milhões para 27,3 milhões de toneladas, enquanto a de óleo cai de 7,05 milhões para 6,9 milhões de toneladas - nos dois casos, queda de 1% em relação ao ciclo passado. As exportações estimadas de farelo foram reduzidas de 13,8 milhões para 13,2 milhões de toneladas e as de óleo, de 1,5 milhão para 1,35 milhão de toneladas - retrações de 4% e 19,5%, respectivamente, na mesma comparação.

Se confirmadas, as exportações de farelo serão as menores desde o ciclo 2009/10. Já as de óleo são as menores em pelo menos dez temporadas - em 2003/04, o Brasil exportou 2,4 milhões de toneladas do derivado. Segundo o secretário-geral da Abiove, Fabio Trigueirinho, o aumento das exportações de soja - em detrimento das de farelo e óleo - reflete a forte demanda da China pela matéria-prima, a menor oferta de soja nos Estados Unidos (principal concorrente do Brasil) e também a perda de competitividade nacional em relação à Argentina.

A receita prevista pela Abiove para as exportações do chamado complexo soja (grão, farelo e óleo) em 2013 continuou no mesmo patamar indicado pelas projeções de julho. Serão US$ 28,51 bilhões, 9,1% mais que em 2012 e também um novo recorde. Segundo a entidade, os embarques do grão deverão render US$ 21,06 bilhões, 20,7% mais que no ano passado, enquanto os de farelo chegarão a US$ 6,07 bilhões (queda de 7,9% em igual comparação) e os de óleo deverão ficar em US$ 1,38 bilhão (baixa de 33,5%).

Em agosto, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados ontem, as exportações de soja em grão do país renderam quase US$ 2,9 bilhões, um aumento de 104% em relação ao mesmo mês de 2012. O resultado refletiu o expressivo aumento do volume embarcado, que subiu 120% na comparação. Mas o preço médio caiu 8,2%, para US$ 538,4 por tonelada. E os embarques dos derivados registraram quedas. A receita do farelo recuou 10,4%, para US$ 619,4 milhões, enquanto a do óleo caiu 57%, para US$ 89,3 milhões.

Fonte: Valor
Por Gerson Freitas Jr. | De São Paulo

BRASÍLIA  -  As exportações brasileiras do agronegócio renderam US$ 9,3 bilhões em julho, 3,6% mais que no mesmo mês de 2012, e representaram 44,7% dos embarques totais do país, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.

Com esse resultado, as vendas setoriais alcançaram US$ 58 bilhões nos primeiros sete meses deste ano, um aumento de 9,5% em relação a igual intervalo do ano passado. A Ásia permaneceu como o principal destino das exportações do agronegócio, com US$ 25 bilhões em compras de janeiro a julho deste ano, alta de 23% frente ao mesmo período de 2012.

O incremento nas vendas para a Ásia mais do que compensou as quedas nos embarques para África (10,6%), Europa Oriental (8,3%) e Oceania (3,3%) nos sete primeiros meses do ano. Os três continentes compraram cerca de US$ 700 mil a menos no período. Individualmente, a China foi o principal destino dos embarques brasileiros do agronegócio, com US$ 2,5 bilhões. Em seguida vieram os Estados Unidos, com US$ 694 mil, uma queda de 9,1%.

No outro prato da balança do campo, as importações aumentaram de US$ 1,22 bilhão, em julho de 2012, para US$ 1,51 bilhão no mês passado. Assim, o superávit mensal da balança comercial do agronegócio foi positivo em US$ 7,79 bilhões.

Apesar de apresentar gordos saldos positivos em carnes, complexo soja, complexo sucroalcooleiro, café e produtos florestais, o país registrou déficit em alguns produtos. O maior deles foi na área de pescados (US$ 622 mil), seguido por hortículas, leguminosas e raízes (US$ 488 mil) e oleaginosas excluindo a soja (US$ 374 mil), dentre outros.

O principal segmento exportador do agronegócio em julho continuou a ser o complexo soja (inclui o grão e seus derivados), com US$ 3,95 bilhões, alta de 25,6% frente ao mesmo mês de 2012. Em seguida aparecem as carnes (bovina, de frango e suína), com US$ 1,46 bilhão. Neste caso, o carro-chefe foi a carne de frango, com embarques de US$ 631 milhões, alta de 20,7%.

Fonte: Tarso Veloso | Valor

Conforme Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindusfarma, as exportações servem como uma operação de "hedge forçado" para os laboratórios.

A participação das exportações brasileiras de medicamentos e farmoquímicos (insumos) no comércio global farmacêutico praticamente duplicou ao longo da década de 2000, totalizando mais de US$ 2 bilhões em 2011. Os dados fazem parte de um levantamento encomendado pelo Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo) e Abiquifi (Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos), com o apoio da Apex-Brasil.

 

Embora as farmacêuticas sejam forte importadoras, sobretudo de insumos para a fabricação de medicamentos, os laboratórios instalados no país estão em busca de oportunidades no mercado externo. De acordo com o estudo, entre 2007 e 2011, a expansão das exportações brasileiras de farmoquímicos e produtos farmacêuticos foi maior do que os embarques de produtos industrializados de outros setores, excluindo commodities agrícolas. Enquanto as exportações de produtos industrializados cresceram 21,35%, as de farmoquímicos aumentaram 176% e as de medicamentos subiram 94,9% no período.

Segundo José Correia da Silva, presidente da Abiquifi, o Brasil tem um sistema sanitário seguro. "É uma vantagem comparativa, não competitiva, mas faz enorme diferença em relação a outros países." De acordo com Silva, o Brasil produz 150 das 4 mil moléculas comercializadas no mercado internacional. "Temos expertise em produtos controlados, excepientes [insumos que contemplam todos os itens de um comprimido, exceto o princípio ativo], anestésicos e coquetel para Aids", disse.

O estudo constata que o processo de internacionalização de indústrias farmoquímicas e farmacêuticas brasileiras tem avançado de forma significativa. Entrevistas realizadas com onze empresas que já atuam no mercado internacional revelaram movimentos que envolvem aquisição de empresas no exterior, formação de joint ventures, registro de patentes no exterior, participação em projetos internacionais de pesquisa e desenvolvimento e contratos de transferência de tecnologia com vários países.

Embora a base de exportação do segmento farmacêutica ainda seja pequena, Silva disse que o país tem um grande potencial para crescer no mercado global.

Para Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindusfarma, o setor tem todo o interesse em alavancar as exportações, independentemente se os produtos são oriundos de laboratórios nacionais ou de capital estrangeiro. "Essas operações são uma espécie de 'hedge' forçado, uma vez que as indústrias são importadoras. Isso ajuda nos resultados dessas companhias." Mussolini disse que os medicamentos genéricos produzidos no Brasil começaram a ganhar maior espaço no exterior.

Os mercados mais promissores, do ponto de vista estratégico para o setor farmacêutico, são os países emergentes, destacaram os economistas Virgínia Eickhoff Haag e Hélio Henkin, autores desse levantamento. O estudo traz evidências de que os setores farmoquímico e farmacêutico brasileiros ingressaram em trajetória irreversível de inserção internacional.

Um indicador dessa tendência é a boa reputação que laboratórios brasileiros têm em vários países, principalmente na América Latina. Já para as multinacionais, o Brasil é uma importante plataforma de exportação, com participação relevante no faturamento entre os países emergentes. No caso das multinacionais entrevistadas para o estudo, o Brasil só perde em faturamento para a China.

No caso dos farmoquímicos, os principais importadores dos produtos nacionais são Holanda, Espanha, Estados Unidos, Argentina e Reino Unido. Os principais compradores de medicamentos são Dinamarca, Venezuela, Argentina, EUA e México.

Entre os desafios apontados pelos laboratórios estão o aprimoramento do ambiente regulatório, os mecanismos de apoio à inovação no Brasil e a necessidade de reforçar e ampliar acordos bilaterais. Algumas empresas sugerem a criação de um mecanismo de "fast track" para o registro de produtos exportáveis, "a fim de garantir a chegada do produto no tempo certo e antes de potenciais competidores".

Fonte: Valor
Por Mônica Scaramuzzo | De São Paulo

SÃO PAULO  -  As exportações mundiais de café totalizaram 7,84 milhões de sacas em novembro do ano passado, queda de 14,5% sobre as 9,17 milhões de sacas embarcadas no mesmo mês de 2012, informou nesta segunda-feira a Organização Internacional do Café (OIC), com sede em Londres.

Nos dois primeiros meses do ano cafeeiro de 2013/14 (outubro a novembro de 2013), os embarques do grão caíram 10,8% sobre o período anterior, para 16,457 milhões de sacas.

As vendas externas de arábica no período de 12 meses encerrado em novembro de 2013 somaram 68,21 milhões de sacas, aumento de 0,87% sobre as 67,62 milhões em igual período anterior. As exportações de robusta passaram, na mesma comparação, a 40,12 milhões, ante 43,19 milhões de sacas, queda de 7,10%.

Fonte : Valor
Por Carine Ferreira

SÃO PAULO  -  O total de navios que aguardam para embarcar açúcar nos portos brasileiros diminuiu de 41 para 31 na semana encerrada em 23 de dezembro, de acordo com levantamento feito pela agência marítima Williams Brasil.

Foi agendado o carregamento de 1,12 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 670,2 mil toneladas, ou 60% do total. Paranaguá responderá por 27%, com 302,8 mil toneladas; Maceió, por 10% (111,5 mil t); e Recife, por 3% (31,8 mil t).

A maior parte do volume a ser exportado é da variedade VHP – açúcar bruto de alta polarização –, com 1,05 milhão de toneladas a granel. Também serão embarcadas 34 mil de cristal B-150 e 31,8 mil de A-45.

Fonte: Valor
Por Fernanda Pressinott

Laranjas e toranjas em fazenda na Flórida; temperaturas baixas preocupam.

A onda de frio intenso que atinge os Estados Unidos fez soar um alerta no mercado de suco de laranja , em função das preocupações com as geadas na Flórida, Estado americano que ocupa a vice-liderança na produção mundial de citros, atrás do Brasil. Os preços da bebida já acumulam ganhos de mais de 4% nas últimas duas sessões na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos com vencimento em março fecharam em alta de 2,75%, a US$ 1,4360 por libra-peso.

Importantes regiões produtoras de citros da Flórida experimentaram temperaturas abaixo de zero ontem, o que deve voltar a acontecer hoje. Mapas meteorológicos apontam que os termômetros devem cair a 1 grau Celsius negativo no Estado americano. Ainda assim, a imprensa local noticiou que a Florida Citrus Mutual, uma das maiores associações de produtores de suco de laranja dos EUA, não acredita que haverá muitos estragos nos pomares. Normalmente, os pomares sofrem danos quando ficam expostos por mais de 4 horas a temperaturas inferiores a 2 graus negativos.

O temor com o frio é agravado pela previsão de oferta já apertada de laranja na atual safra 2013/14. No início de dezembro, o Departamento de Agricultura do país (USDA) previu que a Flórida vai colher 9% a menos que em 2012/13, com um total de 121 milhões de caixas nesta temporada, o que seria o menor volume em 24 anos. O greening, doença bacteriana de difícil controle, é um dos principais fatores que contribuíram para derrubar a produção americana.

Fonte: Valor
Por Mariana Caetano | De São Paulo

Neve bloqueia caminhão atolado em rodovia no Estado de Illinois; EUA tiveram ontem menores temperaturas em 20 anos.

Uma massa de ar ártico atingiu ontem uma ampla área da região central dos EUA

, gerando as temperaturas mais baixas em 20 anos e alertas de risco de morte para moradores. Milhares de voos foram cancelados e escolas e empresas tiveram de fechar as portas.

Os abrigos para sem-teto ficaram lotados e a produção de petróleo poderia ser interrompida, em meio ao frio extremo, descrito por meteorologistas como "vórtice polar" e apelidado pela mídia como "porco polar", com temperaturas inferiores a -18 °C.

As temperaturas ficaram entre 11 e 22 graus abaixo das médias em partes de Montana, Dakota do Sul e do Norte, Minnesota, Iowa, Wisconsin, Michigan e Nebraska, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.

O ar do Ártico dirigia-se para a Costa Leste, onde se previa a queda das temperaturas ao longo do dia de ontem e uma mínima em torno aos 18 graus negativos hoje. Os Estados sulistas também deverão registrar suas temperaturas mais baixas em vários anos.

"Baixas temperaturas e rajadas de vento associadas a uma massa de ar ártico vão continuar perigosamente frias, com resfriamento pelo vento ao sul até Brownsville, Texas e Flórida central", segundo o Serviço Nacional de Meteorologia.

O frio ameaça interromper a produção de petróleo, em particular na Dakota do Norte, o que pode pressionar os preços dos combustíveis para cima, segundo analistas. As temperaturas também interromperam os carregamentos de grãos e gado, além de ameaçar a colheita de trigo de inverno.

Em Cleveland, no Estado de Ohio, onde a temperatura era de 14 graus negativos e previa-se queda a até menos 22 graus na noite, os abrigos para moradores de rua operam com capacidade plena. Os operadores de abrigos começaram a abrir vagas extras de emergência, para acomodar as mais de 2.000 pessoas fugindo do frio.

"Também teremos pessoas que não irão aos abrigos", disse Brian Davis, organizador da Coalização do Nordeste de Ohio pelos Sem-Teto. Temperaturas baixas como as registradas em Cleveland podem provocar queimaduras pelo frio em questão de minutos, segundo especialistas.

O Serviço Nacional de Meteorologia emitiu alertas sobre risco de morte por resfriamento pelo vento nas áreas central e oeste da Dakota do Norte, com temperaturas de até - 51 °C. As temperaturas nos EUA comparam-se com as de partes do mundo como Almaty, no Cazaquistão, - 20 °C; Mongólia, - 23 °C; e Irkutsk, na Sibéria, - 33 °C.

Foram cancelados 3.364 voos e outros 3.155 tiveram atrasos, segundo a FlightAware.com, que acompanha a atividade das empresas aéreas.

Mais da metade dos voos chegando ou saindo do Aeroporto Internacional O'Hare foi cancelada. A temperatura à tarde em Chicago chegou a 25 graus negativos.

Temperaturas tão frias na cidade só haviam sido registradas em fevereiro de 1996, de acordo com o site Accuweather.com.

A empresa aérea JetBlue, após cinco dias às voltas para recuperar o tempo perdido com atrasos pelo clima, comunicou a paralisação das operações em três aeroportos na região de Nova York e no Aeroporto Internacional Logan, de Boston, entre as 17h ontem e as 10h de hoje (horários locais), para dar tempo para suas tripulações descansarem.

O frio intenso, que se seguiu à tempestade da semana passada com mais de 60 centímetros de neve em partes da Nova Inglaterra, também impactou o movimento no setor de varejo no país, com consumidores preferindo ficar no conforto de suas casas em vez de pegar ruas e garagens congeladas.

A firma de consultoria especializada em varejo Customer Growth Partners estimou que o movimento nas lojas em todo o país caiu de 4% a 5% entre os dias 2 e 5 de janeiro, os quatro últimos da temporada de compras. O clima elevou a demanda por equipamentos para o frio, ressaltou o presidente da empresa, Craig Johnson.

"As vendas para atividades ao ar livre estão nas alturas", disse Johnson. Redes de artigos para o lar, como Home Depot Inc. e Lowe's Cos. Inc., conseguiram vender, pelo preço integral, equipamentos para remover neve, sem precisar dar os descontos típicos de fim de temporada.

O clima extremo pode afetar a produção de petróleo empresas como a Continental Resources, Marathon Oil e a Hess Energy, porque as condições em Dakota do Norte limitavam a capacidade dos trabalhadores.

"Está tão frio, que não conseguem produzir com capacidade plena, se é que conseguem produzir", disse Carsten Fritsch, analista sênior de petróleo do Commerzbank, em Frankfurt.

Desde Minnesota, acostumada a climas frios, até a normalmente calorosa Atlanta, as condições atipicamente frias levaram ao fechamento de várias escolas. Em Chicago, autoridades que de início pretendiam manter as escolas abertas ontem acabaram por fechá-las, após protestos do sindicato dos professores.

"É totalmente diferente dos dias em que nossos pais costumavam dizer: 'Eu ia e voltava a pé por ladeiras em meio a tempestades de neve para chegar à escola'", disse a cineasta Cacky Poarch, de 45, com dois filhos, na cidade de Oklahoma. "Agora, simplesmente falamos 'Está frio. Nada de escola hoje'."

O Estado de Indiana foi particularmente atingido. Repartições públicas e escolas foram fechadas em Indianápolis e solicitou-se que as empresas não abrissem antes do meio-dia ou que nem abrissem.

Muitas pessoas não puderam dar-se ao luxo de ficar em casa.

No subúrbio de Geneva, em Chicago, ontem, antes do nascer do sol, Beth Anderson removia com uma pá a neve que caíra no domingo em sua entrada, enquanto aquecia sua caminhonete para percorrer a curta distância até o emprego em um centro comercial.

Anderson, 38 anos, estava bem agasalhada contra o frio e mostrava disposição.

"Bem que gostaria de ter o dia livre, mas vai ser preciso mais do que um pouco de mau tempo para fechar o shopping em que trabalho", disse. "Aqui é o Meio-Oeste, é assim que se espera que seja o inverno. Há um bom tempo [que não havia tanto frio], então mais cedo ou mais tarde estava para chegar um daqueles invernos bem frios."

Fonte: Valor (Por Reuters)

ACAPULCO  -  A tempestade tropical Manuel continua fazendo chover forte na costa sudoeste do México, no Pacífico, enquanto o olho do furacão Ingrid tocou o solo do outro lado do país, na Golfo do México, onde se tornou uma tempestade tropical.

A presença inédita de tais fenômenos meteorológicos ao mesmo tempo em ambas as costas causou pelo menos 21 mortes, segundo as autoridades mexicanas.

Imagem de satélite mostra a tempestade Manuel e o furacão Ingrid nos litorais do México

O furacão Ingrid estava muito perto da cidade de La Pesca e se movia noroeste a cerca de 17 km por hora. Os ventos máximos diminuíram para cerca de 100 km por hora e espera-se um enfraquecimento maior à medida que a tempestade segue para o interior do país.

Do outro lado, Manuel atingiu a costa como tempestade tropical no domingo e começou a se enfraquecer na costa do Pacífico até o grau de depressão tropical, embora ainda existam riscos de inundações e deslizamentos de terra.

O Coordenador Nacional de Defesa Civil, Luis Felipe Puente, disse em uma entrevista coletiva que foram confirmadas 21 mortes, 14 delas no estado de Guerrero, um dos mais afetados pelas chuvas. O aeroporto de Acapulco, que fica nesse estado, foi fechado no domingo e o tráfego nas duas estradas principais que ligam o balneário com a Cidade do México foi suspenso.

Juan Manuel Caballero, coordenador do Serviço Meteorológico Nacional mexicano, afirmou que o fato de esses dois fenômenos estarem presentes ao mesmo tempo "é completamente atípico e incomum". Ele disse que, historicamente, cresceu a a frequência de duas tempestades tropicais quase simultâneas, mas não de furacões e tempestades, como agora.

Fonte: Valor

BUENOS AIRES  -  Cristina Kirchner, presidente argentina, e o presidente da China , Xi Jinping, devem anunciar na cúpula do G-20, que começa nesta quarta-feira, 4, em São Petersburgo, na Rússia, a criação de “mecanismos de coordenação econômica conjunta”, segundo informou o secretário geral da presidência argentina, Oscar Parrilli, em nota à imprensa. Cristina e Xi devem, ainda, assinar um “plano de ação estratégica” para os próximos quatro anos e uma comissão binacional permanente entre os dois governos.

Em função de suas políticas protecionistas, Cristina afastou, nos últimos dois anos, a Argentina dos Estados Unidos e da União Europeia e de seus principais parceiros regionais, como Brasil e Chile. Mas a relação com a China tem se estreitado.

No ano passado, o então primeiro-ministro, Wen Jiabao, esteve no país e Cristina, então no exercício da presidência pro-tempore do Mercosul, organizou uma teleconferência às pressas entre o dirigente chinês e seus parceiros do bloco, inclusive a presidente brasileira Dilma Rousseff.

A China realizou os principais investimentos diretos estrangeiros na Argentina nos últimos três anos, com duas aquisições de peso: a empresa de energia CNOOC comprou 50% do grupo Bridas, o principal grupo petrolífero privado nacional, e o banco chinês ICBC adquiriu a operação local do sul-africano Standard Bank.

Em maio, o jornal Ambito Financiero divulgou que a Argentina estaria negociando uma operação de “swap” cambial entre os bancos centrais dos dois países, que permitiria ao governo argentino ter acesso a linhas emergenciais de crédito em yuans, equivalentes a US$ 10 bilhões. Um acordo semelhante já havia sido feito em 2009, com vigência de três anos. As reservas internacionais da Argentina estão em US$ 36,8 bilhões, em queda contínua desde o início do ano.

Durante a cúpula Rio+20, encerrada em junho de 2012, Brasil e China já haviam anunciado um acordo para fortalecimento mútuo de reservas em moeda estrangeira. Ao contrário do que acontece com a Argentina, entretanto, as reservas brasileiras não estão em queda.

Por Cesar Felício
Fonte: Valor

O diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse ontem que as mudanças que passou o setor elétrico na virada de 2012 para 2013 já consumiram neste ano, até julho, R$ 22,7 bilhões do fundo setorial administrado pela Eletrobras que se tornou fonte pagadora de todas as despesas do setor - a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). "O fundo cobriu indenizações que foram pagas [às elétricas que renovaram os contratos] e a fez cobertura dos descontos da tarifa de baixa renda e tudo mais. Este valor foi o que fluiu, que passou pela conta CDE este ano", disse Rufino, depois de participou de audiência pública na Câmara dos Deputados.

 

Rufino informou que, o saldo financeiro da CDE era de 19,6 bilhões em janeiro deste ano. Até o mês de junho, houve uma reposição da ordem de R$ 4,1 bilhões de diferentes fontes, inclusive do caixa do Tesouro Nacional. O diretor da Aneel ressaltou que todos os dados são públicos e constam na página da Eletrobras na internet.

Rufino considera que "com certeza" a CDE contará no com um momento acomodação no ano que vem, o que significa não atingir o patamar de desembolsos de 2013. "Este ano temos uma situação absolutamente excepcional porque estamos em um momento de mudanças", reconheceu o diretor da Aneel, num dos raros momentos em que comentou abertamente o comportamento da CDE.

Antes de promover as mudanças no setor, que garantiram o corte médio de 20% das tarifas de energia, o governo federal esperava arcar em 2013 com o custo adicional das indenizações a serem pagas às empresas de geração e transmissão de energia que aceitariam renovar os contratos. Este pagamento se deve aos investimentos realizados que, até aquele momento, não haviam sido remunerados. Continuariam, assim, a arcar com as despesas ocorridas em outros anos, como o Luz para Todos, a tarifa social e subsídio às fontes renováveis.

O governo, porém, contou com dois fatos que elevaram exponencialmente os gastos do setor. Eles minaram parte do corte nas contas de luz prometido. O primeiro deles já vinha sendo alardeado já no fim do ano passado com o prolongamento do período de estiagem que comprometeu a recomposição dos reservatórios de água das hidrelétricas do país. Para minimizar o risco de crise de abastecimento, foram usadas em larga escala as térmicas com geração mais cara.

O outro fato que contrariou o governo, elevando as despesas dentro do setor elétrico, foi a não adesão de grandes usinas, da Cesp e Cemig, ao plano de renovação das concessões. As autoridades do setor contavam com a renovação destes contratos com a previsão de energia mais barata para entrar no cálculo do governo que garantiram o corte na tarifa. Para não retroceder na decisão de dar o desconto prometido à população, o governo foi obrigado a comprar energia no mercado de curto prazo que funciona para atender, basicamente, grandes consumidores da indústria. Tal situação foi agravada, dado ao fato de que neste ambiente de compra e venda de energia a cotação do insumo estava com preço elevado, justamente, pela dificuldade de reposição do nível dos reservatórios das usinas.

Fonte: Valor
Rafael Bitencourt | De Brasília

Governadores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste articulam nova ofensiva contra o fim da chamada "guerra fiscal", aproveitando o ambiente político gerado pelas manifestações de rua e o período pré-eleitoral. "Nós não podemos apoiar uma política que significa suicídio das nossas economias", disse ao Valor o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) , referindo-se à proposta de reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em tramitação no Senado.

Os governadores querem mobilizar suas bancadas para rejeitar, no plenário do Senado, o projeto de resolução que muda as alíquotas interestaduais do ICMS, convalidar os incentivos fiscais já concedidos, acabar com a unanimidade exigida para as decisões do Confaz e editar a edição de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que derruba todos os atuais benefícios.

Em outra frente, esses governadores vão propor um projeto de lei complementar ao Congresso que cria uma política nacional de incentivos fiscais e fiscal-financeiros. Pela proposta em discussão, os incentivos seriam regulamentados em lei federal e concedidos de acordo com a participação de cada Estado no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Os Estados menos desenvolvidos poderiam conceder um volume maior de incentivos fiscais e financeiros. Com isso, esses governadores esperam reduzir as desigualdades econômicas entre as regiões.

Paralelamente a essa discussão, há questões mais urgentes, como reabrir a negociação em torno do projeto de resolução aprovado em maio na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado que modifica as alíquotas do ICMS em transações interestaduais. O presidente da comissão, Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que a indefinição sobre a reforma do ICMS gera um clima de insegurança que prejudica os investimentos. O senador Walter Pinheiro (PT-BA) afirmou que, por ser ano eleitoral, será impossível aprovar a proposta em 2014.

Fonte: Valor

XANGAI  -  A filial de Xangai da Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China confirmou em sua página na internet que rejeitou algumas cargas de DDG (grão de destilaria seco, subproduto da fabricação de etanol a partir do milho) vindas esta semana dos EUA, porque continham o MIR 162, um transgênico resistente a insetos da multinacional Syngenta cuja importação ainda não foi aprovada pelo país asiático. Ontem, rumores sobre a devolução fizeram o milho para março fechar em baixa de 1,89% na bolsa de Chicago, a US$ 4,2625 por bushel.

O órgão do governo chinês não detalhou o volume de DDG devolvido aos americanos, mas um trader em Pequim disse que seria algo em torno de 2 mil toneladas.

A rejeição das cargas de DDG (que é utilizado como ração animal), segue-se à devolução de mais de 665 mil toneladas de milho dos EUA pela China desde novembro, também por conta da presença do transgênico MIR 162. A variedade é permitida nos EUA, no Japão e na Europa, mas não na China.

A agência chinesa disse que todas as suas filiais foram aconselhadas a examinar cada remessa de alimentos para detectar cepas geneticamente modificadas não aprovadas. Uma vez encontradas, as cargas serão devolvidas ou eliminadas, de acordo com a nota do órgão. Fabricantes de ração animal da China estão em busca de farinha de colza como um substituto para o DDG, no caso de o fluxo do subproduto ser reduzido drasticamente.

A rejeição dos embarques de milho e de DDG tem preocupado os produtores dos EUA, tendo em vista a colheita abundante do grão este ano e o fato de a China ter surgido como um comprador significativo ao longo dos últimos anos. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) previu que a China triplicaria suas importações do grão, para sete milhões de toneladas no ciclo 2013/14 — embora a projeção tenha sido feita antes de as devoluções começarem.

Zhang Yan, analista da consultoria Shanghai JCI, acredita que a questão não irá se resolver no curto prazo. "Os embarques dos EUA vão se normalizar somente após a aprovação [do MIR 162] pela China".

A agência de notícias oficial Xinhua disse no início deste mês que a Syngenta entrou com um novo pedido em novembro para a liberação do MIR 162, após pedidos anteriores terem sido rejeitados devido à insuficiência de material. Mas depois de manter as portas fechadas por anos para o milho transgênico, a China começou a abri-las, ao menos uma fresta. Em agosto, autoridades chinesas aprovaram a importação de 60 mil toneladas de milho geneticamente modificado da Argentina, que deve ser utilizado para ração animal.

Fonte: valor

]SÃO PAULO  -  O Ministério da Agricultura, por meio das secretarias de Relações Internacionais (SRI) e de Defesa Agropecuária (SDA), anunciou que a abertura do mercado de carnes nos Estados Unidos - tão aguardada pelo setor - pode ser concluída este ano. O pleito está em negociação desde 1999. Os EUA são o maior importador mundial de carne bovina e são  referência para diversos outros mercados quanto a questões sanitárias.

Segundo comunicado do ministério, as negociações com a China também têm sido intensas. O Brasil possui 24 plantas aprovadas para exportar para o país e o objetivo é ampliar e diversificar as empresas exportadoras. Para a carne suína, cinco plantas estão habilitadas e o maior interesse das empresas brasileiras é na exportação de miúdos. Em relação à carne bovina, a expectativa para 2014 é a reabertura do mercado chinês, fechado desde a notificação pelo Brasil do episódio de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) atípica em 2012. Atualmente, oito unidades estão habilitadas a exportar e, revogado o embargo, espera-se que mais nove estabelecimentos também sejam.

A Arábia Saudita é outro mercado importante. O país é tradicional importador, mas suspendeu as compras desde a notificação do episódio de EEB. O ministério espera uma missão saudita em fevereiro para suspender o embargo e habilitar estabelecimentos.

Ainda há a expectativa de abertura de mercado da Coréia do Sul para a carne suína de Santa Catarina. Trata-se do quinto maior mercado importador do produto e é considerado estratégico para a diversificação das exportações brasileiras. Ainda em relação aos produtos suínos, podem ser retomados os embarques nacionais este ano para a África do Sul, suspensos desde 2005. Em outubro do ano passado, o ministro Antônio Andrade esteve reunido com a colega de pasta sul- africana, Tina Joemat-Pettersson, e as negociações avançaram.

O México também é um possível destino da carne de frango brasileira este ano. Em 2012, o país habilitou cinco plantas que puderam acessar o mercado por meio de uma cota tarifária. O Ministério da Agricultura espera atingir 40 unidades habilitadas em 2014.

Fonte: Valor
Por Fernanda Pressinott

Segundo noticiado pelo jornal O Estado de S.Paulo, o governo vai facilitar as garantias que a União concede no financiamento das exportações da Embraer para atrair bancos privados para esse tipo de operação. Hoje, basicamente quem financia o crédito para essas operações de longo prazo é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em 2012, a fabricante brasileira de aviões foi a quarta maior exportadora do País. Em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o secretário adjunto da Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Rodrigo Cota, informou que a ideia é dar mais competitividade à fabricante nacional ao equiparar as condições de financiamento com as modalidades usadas por seus competidores.

Fonte: O Estado de S.Paulo

O governo de São Paulo, a prefeitura de Santos e a Companhia Docas, ligada ao governo federal, assinaram parceria na quarta-feira.

 

Foto: Whitaker/Reuters

Caminhões carregados com grãos de soja em fila no porto de Santos: o projeto deve custar R$ 12 milhões e ficará pronto em 150 dias.

São Paulo - O governo de São Paulo, a prefeitura de Santos e a Companhia Docas do Estado de São Paulo, ligada ao governo federal, assinaram parceria na quarta-feira, 28, para fazer um estudo de um conjunto de intervenções viárias na região do porto. O projeto deve custar R$ 12 milhões e ficará pronto em 150 dias.

A proposta é desenhar pontes, viadutos e novos acessos da Rodovia Anchieta para a entrada de Santos, segregando o acesso da rodovia para quem vai aos bairros à direita da via, ao centro de Santos e ao porto. Durante o escoamento da safra de soja em março, as filas do porto superaram 30 horas e prejudicaram até o acesso de turistas à cidade litorânea.

O projeto será desenvolvido pela estatal paulista Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa). Segundo o presidente da empresa, Laurence Casagrande Lourenço, o pacote prevê que tanto Estado quanto o porto e a prefeitura executem as obras. "As obras de Santos devem começar primeiro, porque a prefeitura já tem recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal)."

As demais obras podem ter início apenas no ano que vem. "É o projeto que vai definir o prazo de execução das obras", disse. "O desafio é fazer um plano de execução de forma que a própria obra não se torne um gargalo extra para o acesso ao porto." Para o projeto, R$ 7 milhões virão do governo de São Paulo e os demais R$ 5 milhões serão pagos pelo porto. O valor total das obras não está definido.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

A Prefeitura de São Paulo estima que deixa de arrecadar, anualmente, cerca de R$ 500 milhões por conta da guerra fiscal do Imposto sobre Serviços (ISS). O cálculo foi feito a pedido do Valor pela Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico do município. Em 2012, São Paulo arrecadou R$ 9,8 bilhões de ISS.

O primeiro round dessa guerra já foi vencido pela Prefeitura de São Paulo. Recentemente, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) - que reúne 25 desembargadores - considerou inconstitucionais leis de Poá e Santana de Parnaíba que reduzem a base de cálculo do tributo. Uma terceira ação, contra Barueri, ainda não tem data para ser analisada.

Nas ações, o município de São Paulo se baseou no artigo 88 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) para defender a inconstitucionalidade das normas. O artigo estabelece uma alíquota mínima de ISS de 2% para todo o país, além de afirmar que o imposto não poderá ser "objeto de concessão de isenções, incentivos e benefícios fiscais".

O montante que não é arrecadado pela capital é equivalente ao ISS que deveria ser pago por empresas que atuam na cidade, mas instalaram suas sedes nos municípios vizinhos para pagar menos ISS.

A Lei nº 3.269, que foi editada em 2007 pela Prefeitura de Poá, retira da base de cálculo do ISS o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), a CSLL, o PIS e a Cofins. Já a Lei nº 2.499, de 2003, de Santana do Parnaíba, estabelece que a base de cálculo do ISS de 67 itens da lista do imposto será correspondente a 37% do valor bruto do faturamento da empresa. Dentre os setores beneficiados estão o de suporte técnico em informática, hospitais, planos de saúde e publicidade.

A Prefeitura de Poá informou, por meio de nota, que vai recorrer da decisão por entender que a decisão é equivocada. Os contribuintes, por ora, não serão afetados pelo entendimento do TJ-SP, "pois estão dentro da legislação", de acordo com o município.

Fonte: Valor
Por Bárbara Mengardo | De São Paulo

José Augusto de Castro, da AEB: ritmo menor de crescimento da demanda doméstica deve frear as importações. As importações continuaram a ajudar o faturamento real da indústria nos seis primeiros meses deste ano, apesar da desvalorização.

Mesmo com o produto importado mais caro, o volume de bens trazidos do exterior cresceu mais do que a produção em metade dos setores industriais. Essa situação, dizem analistas, indica que a importação continuou a substituir o insumo, ou mesmo o bem final doméstico, até junho, movimento que tende a arrefecer com o novo patamar do câmbio.

Dentre os 20 setores mais importantes da indústria de transformação, 13 encerraram o primeiro semestre com aumento real de receitas na comparação com igual período de 2012. Desse grupo, dez segmentos também importaram mais, na mesma base de comparação. E em quatro deles - vestuário, têxtil, alimentos e produtos de metal - o faturamento cresceu mesmo com queda de produção, segundo cruzamento de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). Os dados sobre faturamento real são da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os dados por categoria de uso mostram que o volume de importação continua em alta em bens intermediários e bens de consumo não duráveis, com altas de 9,7% e 17,1% no primeiro semestre contra igual período do ano passado. Nesses dois grupos, a produção industrial ainda foi bastante fraca, com crescimento de 0,4% e queda de 0,6%, respectivamente, também de janeiro a junho. Para bens de consumo duráveis, o comportamento foi inverso, com alta de 4,9% na produção física e queda de 8,5% no quantum importado.

A expectativa dos analistas é de que a consolidação de um patamar médio de câmbio mais desvalorizado no segundo semestre - tanto em relação à média do primeiro semestre deste ano quanto na comparação com a média do segundo semestre do ano passado - ajude a desacelerar o ritmo de importação, o que deve permitir, de forma geral, um ganho real de faturamento mais baseado na produção doméstica.

Rodrigo Branco, economista da Funcex, diz que, por enquanto, a desvalorização do real já permitiu ao segmento de calçados um ganho de competitividade em relação aos importados. No primeiro semestre, o segmento elevou em 4,74% a produção física, com queda de 1,5% no quantum importado. No primeiro trimestre, a taxa de volume importado ainda era positiva, de 4,4%.

A desvalorização do real já chegou a propiciar, para o setor calçadista, recuperação no volume de exportação. De acordo com dados da Funcex, o volume de vendas ao exterior do segmento teve alta de 9,5% no primeiro semestre, contra iguais meses de 2012.

Os setores produtores de bens de consumo não duráveis, diz Branco, costumam apresentar reação mais rápida à desvalorização da moeda nacional, com ganho de competitividade em relação às importações e também para a exportação. Os setores de vestuário e têxtil, que também são considerados de baixo valor agregado e com mão de obra intensiva, porém, não apresentaram a mesma evolução. A produção da indústria têxtil caiu 3,95% no primeiro semestre contra mesmos meses de 2012. A do setor de vestuário teve queda de 2,35%. O volume importado aumentou, respectivamente, 8,5% e 9,5%.

Para Edgard Pereira, professor da Unicamp, o segmento têxtil também pode ganhar maior competitividade no segundo semestre quando, estima, o real ficará mais desvalorizado, na média. O de vestuário pode ter mais dificuldades em razão da reestruturação resultante do período de dólar mais barato. Para ele, as grandes redes varejistas do segmento, representativas no mercado, já possuem fornecedores externos para boa parcela de vendas.

De forma geral, porém, diz Pereira, um patamar médio de real mais desvalorizado no segundo semestre deve permitir a recuperação de parte da competitividade também nos setores mais intensivos em capital, como máquinas e equipamentos, por exemplo. No primeiro semestre, a produção física do segmento subiu 4,7%, com alta de importações de 0,8%. O faturamento real do setor cresceu 16,14%, contribuindo para puxar a alta da receita da indústria de transformação. Outros setores com ganhos reais de receita, destaca Pereira, também tiveram altas simultâneas de produção e quantum importado no primeiro semestre, como veículos, máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

Uma inflação sob maior controle, dentro da meta, estima o economista, deve devolver parte da confiança perdida ao consumidor e a capacidade de endividamento. O resultado deve ser pequena recuperação de demanda doméstica, o que irá beneficiar a indústria de maneira geral e também a de bens de capital. "Não haverá retomada de grandes investimentos, mas a remodelação da indústria que conseguiu manter produção, mesmo no período de real mais valorizado." Pereira estima inflação entre 5% e 5,5% no ano.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), tem análise semelhante. Para ele, um patamar de dólar médio em torno de R$ 2,30 no segundo semestre - mais alto que a média de R$ 2,03 no primeiro semestre - deve ajudar a frear as importações. Em alguns setores, porém, como farmacêutico e químico, estruturalmente dependentes das importações, as taxas ainda continuarão altas.

Para Castro, porém, a demanda doméstica deve manter um ritmo desacelerado de crescimento em relação ao ano passado, em razão do endividamento das famílias. "Isso vai frear a importação, mas pode ter efeito limitado para elevar a produção nacional."

Fonte: Valor
Por Marta Watanabe | De São Paulo

As importações continuaram a ajudar o faturamento real da indústria nos seis primeiros meses do ano, apesar da desvalorização do real. Treze dos 20 setores mais importantes da indústria de transformação elevaram suas receitas no primeiro semestre, mas em nove destes o aumento das importações superou o desempenho da produção doméstica.

 

Essa situação, dizem analistas, indica que a importação continuou a substituir o insumo ou o bem final doméstico, movimento que tende a arrefecer com o novo patamar do câmbio, conforme o cruzamento de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). Os dados sobre o faturamento real da Confederação Nacional da Indústria (CNI) também mostram que em quatro segmentos - vestuário, têxtil, alimentos e produtos de metal - o faturamento cresceu mesmo com queda na produção.

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Importação ainda ajuda faturamento da indústria no semestre

A expectativa dos analistas é que a consolidação de um patamar médio de câmbio mais desvalorizado no segundo semestre ajude a desacelerar o ritmo de importação, o que deve permitir um ganho real de faturamento mais baseado na produção doméstica.

Rodrigo Branco, economista da Funcex, diz que, por enquanto, a desvalorização teve impactos distintos entre os setores. No segmento de calçados ele identifica um ganho de competitividade em relação aos importados. No primeiro semestre, a produção cresceu 4,7%, o volume importado caiu 1,5% e a exportação cresceu 9,5%, sempre em relação ao mesmo período do ano passado.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), avalia que um dólar médio em torno de R$ 2,30 no segundo semestre - mais alto que a média de R$ 2,03 no primeiro semestre - deve ajudar a frear as importações. Em alguns setores, porém, como farmacêutico e químico, a participação ainda continuará alta.

Fonte: Valor

Fabio Silveira, da GO Associados: Influência do preço de commodities

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) deve divulgar nesta quinta-feira o pior resultado da balança comercial pelo menos desde 2001.

Depois de encerrar 2012 com superávit de US$ 19,4 bilhões, o saldo de 2013 deve ter ficado entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões, em um resultado influenciado por fatores atípicos e estruturais. Na última semana do ano, as chuvas afetaram embarques de minério de ferro e podem ter afetado um pouco mais a balança.

O atraso no embarque de minério de ferro para a exportação pela Vale pode ter um impacto de US$ 400 milhões (a menos) no resultado da balança comercial de dezembro, segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). A Vale informou na semana passada que, em função das fortes chuvas que atingiram o Sudeste do país, entre três milhões e quatro milhões de toneladas de minério de ferro tiveram o cronograma de transporte até o porto prejudicados. O presidente da AEB, José Augusto de Castro, explicou, porém, que a companhia pode registrar a exportação na saída da mina. Se o registro for feito só no embarque em navio, aí pode ocorrer a "perda" de US$ 400 milhões, diz ele.

A piora no saldo comercial brasileiro em 2013 é atribuída a dois fatores preponderantes. O primeiro se deve - mesmo com o desconto dos registros atrasados - ao comportamento da balança de petróleo, específico de 2013. O segundo decorre do crescimento das importações em contraste com a estagnação das exportações, tendência do comércio exterior brasileiro nos últimos anos.

A balança de petróleo e derivados, que estima-se que tenha carregado US$ 4,5 bilhões em importações de petróleo e derivados realizados em 2012 para 2013, foi o setor que mais deprimiu os superávits entre um ano e outro. Fernando Ribeiro, técnico de pesquisa e planejamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), salienta que o petróleo "jogou contra" no ano passado.

No total, até a terceira semana de dezembro de 2013, as importações cresceram 6,5%, enquanto as exportações recuaram 1,2%, em valor, apesar da ajuda "extra" dada pelas plataformas de petróleo, que apesar de serem produzidas no Brasil entram na contabilidade do comércio exterior como uma exportação. "A importação acompanhou o crescimento da economia. A indústria, principalmente, demandou muito mais bens intermediários, enquanto nossas exportações têm ido mal há um tempo. Outro elemento que alimentou essa assimetria foi a queda média de 2% nos preços dos produtos embarcados", diz Ribeiro, do Ipea.

O forte avanço das importações também chamou a atenção da pesquisadora e professora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), Lia Valls, embora ela veja sinais de moderação. "No fim de 2013 houve diminuição desse ritmo, o que tem certa influência da desvalorização cambial ocorrida ao longo do ano", afirma.

Mesmo onde ocorreu aumento em volume das vendas ao exterior, o efeito foi reduzido pela queda de preço. Nos cálculos da GO Associados, o preço da soja - segundo produto mais exportado - caiu 5% em 2013 em relação ao ano anterior. O café teve recuo de 15%, o milho de 17% e o açúcar de 19%, sempre olhando para o mercado internacional. O minério de ferro manteve o volume embarcado, mas o preço caiu em média 2%.

"Do lado dos manufaturados, vendemos mais veículos à Argentina. Mas não dá para contar com isso em 2014, pois o comportamento do governo argentino é difícil de prever. Não fosse a desvalorização cambial, que ajudou um pouco alguns produtos com maior valor agregado, dificilmente iríamos manter o mesmo nível de exportação em relação a 2012", afirma o diretor de pesquisa econômica da GO Associados, Fabio Silveira.

O economista prevê que o total da exportação some US$ 240 bilhões em 2013. "O problema é que estamos importando em um ritmo alto ainda que o consumo esteja desacelerando. O saldo da balança em 2011 foi de US$ 30 bilhões, em 2012 caiu para US$ 19 bilhões e no ano passado ficou próximo do zero. Isso mostra que por um lado estamos com oferta interna insuficiente, enquanto por outro vimos o início de ciclo de redução gradual dos preços das commodities

Fonte: Valor
Por Rodrigo Pedroso | De São Paulo

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) deve divulgar nesta quinta-feira o pior resultado da balança comercial pelo menos desde 2001.

Depois de encerrar 2012 com superávit de US$ 19,4 bilhões, o saldo de 2013 deve ter ficado entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões, em um resultado influenciado por fatores atípicos e estruturais. Na última semana do ano, as chuvas afetaram embarques de minério de ferro e podem ter afetado um pouco mais a balança.

 

Fabio Silveira, da GO Associados: Influência do preço de commoditiesFoto: Fabio Silveira, da GO Associados: Influência do preço de commodities

O atraso no embarque de minério de ferro para a exportação pela Vale pode ter um impacto de US$ 400 milhões (a menos) no resultado da balança comercial de dezembro, segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). A Vale informou na semana passada que, em função das fortes chuvas que atingiram o Sudeste do país, entre três milhões e quatro milhões de toneladas de minério de ferro tiveram o cronograma de transporte até o porto prejudicados. O presidente da AEB, José Augusto de Castro, explicou, porém, que a companhia pode registrar a exportação na saída da mina. Se o registro for feito só no embarque em navio, aí pode ocorrer a "perda" de US$ 400 milhões, diz ele.

A piora no saldo comercial brasileiro em 2013 é atribuída a dois fatores preponderantes. O primeiro se deve - mesmo com o desconto dos registros atrasados - ao comportamento da balança de petróleo, específico de 2013. O segundo decorre do crescimento das importações em contraste com a estagnação das exportações, tendência do comércio exterior brasileiro nos últimos anos.

A balança de petróleo e derivados, que estima-se que tenha carregado US$ 4,5 bilhões em importações de petróleo e derivados realizados em 2012 para 2013, foi o setor que mais deprimiu os superávits entre um ano e outro. Fernando Ribeiro, técnico de pesquisa e planejamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), salienta que o petróleo "jogou contra" no ano passado.

No total, até a terceira semana de dezembro de 2013, as importações cresceram 6,5%, enquanto as exportações recuaram 1,2%, em valor, apesar da ajuda "extra" dada pelas plataformas de petróleo, que apesar de serem produzidas no Brasil entram na contabilidade do comércio exterior como uma exportação. "A importação acompanhou o crescimento da economia. A indústria, principalmente, demandou muito mais bens intermediários, enquanto nossas exportações têm ido mal há um tempo. Outro elemento que alimentou essa assimetria foi a queda média de 2% nos preços dos produtos embarcados", diz Ribeiro, do Ipea.

O forte avanço das importações também chamou a atenção da pesquisadora e professora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), Lia Valls, embora ela veja sinais de moderação. "No fim de 2013 houve diminuição desse ritmo, o que tem certa influência da desvalorização cambial ocorrida ao longo do ano", afirma.

Mesmo onde ocorreu aumento em volume das vendas ao exterior, o efeito foi reduzido pela queda de preço. Nos cálculos da GO Associados, o preço da soja - segundo produto mais exportado - caiu 5% em 2013 em relação ao ano anterior. O café teve recuo de 15%, o milho de 17% e o açúcar de 19%, sempre olhando para o mercado internacional. O minério de ferro manteve o volume embarcado, mas o preço caiu em média 2%.

"Do lado dos manufaturados, vendemos mais veículos à Argentina. Mas não dá para contar com isso em 2014, pois o comportamento do governo argentino é difícil de prever. Não fosse a desvalorização cambial, que ajudou um pouco alguns produtos com maior valor agregado, dificilmente iríamos manter o mesmo nível de exportação em relação a 2012", afirma o diretor de pesquisa econômica da GO Associados, Fabio Silveira.

O economista prevê que o total da exportação some US$ 240 bilhões em 2013. "O problema é que estamos importando em um ritmo alto ainda que o consumo esteja desacelerando. O saldo da balança em 2011 foi de US$ 30 bilhões, em 2012 caiu para US$ 19 bilhões e no ano passado ficou próximo do zero. Isso mostra que por um lado estamos com oferta interna insuficiente, enquanto por outro vimos o início de ciclo de redução gradual dos preços das commodities."

Fonte: Valor
Por Rodrigo Pedroso | De São Paulo

"Importar etanol durante a safra é esdrúxulo", afirma Cunha, do Sindaçucar.

Com bandeira asiática, o navio Sichem Paris deve atracar na próxima quinta-feira no Porto do Itaqui, no Maranhão, trazendo 12 milhões de litros de etanol de milho produzido nos Estados Unidos. Com a demanda de distribuidores de combustível do Nordeste em alta, pelo menos um navio com etanol americano deve chegar à região a cada 45 dias em 2014, segundo estimativas da Alphamar, agência responsável pela contratação. A expectativa é de que entre janeiro e abril devem entrar no país de 80 milhões a 100 milhões de etanol americano, a maior parte pelo porto maranhense, apurou o Valor com fontes do setor.

O Brasil começou a importar etanol dos Estados Unidos em volumes mais significativos em 2011, quando entraram no país 1,16 bilhão de litros. Em 2012, o volume recuou para 553 milhões de litros e em 2013, para 60 milhões, segundo dados da Secex. O etanol importado é do tipo anidro que, no Brasil, é misturado na gasolina na proporção de 25%. O produto desembarca dos Estados Unidos pronto para ser misturado. Segundo um trader de etanol, a produção do Nordeste, mais uma vez frustrada por problemas climáticos, será suficiente para atender em torno de seis meses de consumo da própria região e quase nada dos Estados da região Norte.

Ainda, segundo o mesmo trader, o Centro-Sul, que está agora na entressafra da cana-de-açúcar, tem etanol anidro suficiente para atender a própria demanda e também vem vendendo produto para a Bahia. "Mas não consegue suprir o déficit em todo o Norte e Nordeste", diz o especialista em comércio de etanol.

No entanto, a importação de biocombustível em plena safra da cana no Nordeste irrita os representantes locais da indústria sucroalcooleira. O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e

do Álcool de Pernambuco (Sindaçucar), Renato Cunha, classificou a importação como uma operação "esdrúxula", que arrasa uma rentabilidade já bastante comprometida e que aumenta o risco de desemprego no setor.

As críticas ganharam força com a decisão do governo federal, anunciada no fim do ano passado, de isentar de PIS e Cofins as importações de todos os tipos de álcool até o fim de 2016. "É mais uma distorção in

Ao lado de outros representantes do setor, o dirigente se reuniu em novembro passado com a direção da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para expor suas preocupações. Conseguiu apenas um compromisso da agência de fiscalizar a qualidade do etanol que vai desembarcar em Itaqui.explicável, que fortalece as operações de importação em detrimento da produção nacional. Não faz sentido um país que diminuiu o superávit comercial em 86% entre 2012 e 2013 incentivar um déficit ainda maior com essa desoneração", disse Cunha.

O gerente da Alphamar, Arthur Neto, disse que o bom resultado da safra de milho nos Estados Unidos, aliada à demanda elevada no mercado interno, deve garantir que novas cargas de etanol cheguem ao Brasil durante todo o ano. "Planejamos um navio desse porte a cada 45 ou 60 dias", afirmou o executivo. Segundo ele, o combustível vai abastecer os postos do Maranhão e de alguns Estados do Nordeste.

O etanol americano chega ao país em plena safra da região Nordeste, que vai de setembro a fevereiro. Apesar do volume discreto de produção regional (pouco menos de 2 bilhões de litros por safra), o etanol nordestino costuma abastecer não somente o mercado local, mas também outras regiões do país. "Defendemos que essa importação seja proibida nesse período", argumenta Cunha.

Pioneiro de outrora, o Nordeste representa hoje menos de 10% do setor sucroalcooleiro nacional. Está prevista para a safra 2013/2014 a moagem de 54 milhões de toneladas de cana na região, queda de 10% em relação à safra anterior, recuo motivado basicamente pela seca que afligiu o Nordeste nos últimos dois anos. A produção nacional está estimada em 640 milhões de toneladas na atual safra.

No ano passado, os produtores do Nordeste conseguiram uma subvenção do governo federal no valor de R$ 12 por tonelada (limitado a 10 mil toneladas por produtor) por conta dos prejuízos causados pela seca. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou ontem que a subvenção vai continuar em 2014, quando devem ser desembolsados R$ 109 milhões.

Fonte: Valor
Por Murillo Camarotto | Do Recife

NOVA YORK  -  As importações de petróleo feitas pelos Estados Unidos tiveram a vigésima queda consecutiva em outubro, na comparação com igual mês do ano anterior , informou nesta segunda-feira o governo americano. Enquanto isso, a produção doméstica avançou para o nível mais alto desde 1988 no mês analisado.

As importações recuaram em 7,8% ante outubro do ano passado, para 7,475 milhões de barris ao dia, no nível mais baixo para o mês desde 1995, segundo a Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês). A queda de 633 mil barris diários ocorre enquanto a produção doméstica avançou 12% na comparação anual, para 7,753 milhões de barris ao dia.

Entre as principais fontes das importações, o Canadá manteve-se como o principal fornecedor, posto que ocupa desde março de 2006. As importações do Canadá ficaram em outubro em 2,622 milhões de barris diários, uma alta de 17% no ano.

As importações da Arábia Saudita, maior exportador global, subiram 8,5% no ano, para 1,36 milhão de barris ao dia. Já as importações dos EUA vindas do Golfo Pérsico caíram 9,6%, para 1,921 milhão de barris ao dia.

Fonte: Valor

Apesar das desonerações tributárias, o desempenho do mercado de trabalho e o avanço das importações contribuíram para sustentar o aumento real de 0,89% na arrecadação federal em julho, sobre igual mês de 2012. O valor recolhido somou R$ 94,3 bilhões no mês, segundo a Receita Federal.

 

Em um ano de forte desvalorização do real frente o dólar, o Imposto de Importação tem ajudado no aumento de recursos que entram nos cofres públicos. Somente em julho, a arrecadação desse tributo foi de R$ 3,4 bilhões. Em relação a igual mês do ano passado, a alta real foi de 17,9% - ritmo mais elevado que o avanço de 10% registrado no primeiro semestre.

Segundo a Receita, o avanço reflete, entre outros fatores, a alta da taxa média de câmbio no período. Mesmo com o real menos favorável à importação, as compras de mercadorias estrangeiras continuaram a se expandir, contribuindo também para a maior arrecadação do imposto.

O desempenho dos recolhimentos em julho também foi influenciado pelo aumento de 2,1% nas receitas previdenciárias, que somaram R$ 26,5 bilhões. O custo de mão de obra tem sido alvo de medidas adotadas pelo governo federal para aumentar a competitividade dos produtos nacionais e, assim, estimular a atividade econômica. Mesmo com a desoneração da folha de pagamentos para diversos setores, a arrecadação previdenciária cresceu no mês por causa do dinamismo no mercado de trabalho em junho, disse o coordenador de previsão e análise da Receita, Raimundo Eloi de Carvalho.

As desonerações tributárias têm originado grandes perdas à arrecadação. No acumulado do ano, essa renúncia chegou a R$ 43,7 bilhões, segundo dados da Receita; o montante está "dentro do esperado", afirmou o secretário-adjunto da Receita, Luiz Fernando Teixeira.

Nesse total está incluída a queda na receita por causa da desoneração da folha de pagamentos (R$ 7 bilhões), de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns itens (R$ 6,6 bilhões), da Cide-combustível (R$ 7,5 bilhões), de mercadorias da cesta básica (R$ 3,1 bilhões) e de alguns tipos de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para pessoa física (R$ 2,1 bilhões), entre outros.

Mesmo assim, as receitas com impostos e tributos federais somaram R$ 638,3 bilhões de janeiro a julho - valor recorde para o período, com alta real de 0,55% na comparação com os sete primeiros meses do ano passado. Esse desempenho foi influenciado por uma arrecadação extraordinária de R$ 4 bilhões em meses anteriores.

Após corte de 3,5% para 3% na estimativa do governo para o crescimento da economia no ano, a Receita também diminuiu a previsão de arrecadação. A alta deve ficar "em torno de 3%" em 2013 em relação ao ano anterior. Isso representa expectativa menor, já que a projeção anunciada no mês passado variava de 3% a 3,5%, com perspectiva de que o resultado ficasse mais próximo do teto. "Houve pequeno ajuste para 3%", disse Carvalho.

Além do aumento do PIB, a Receita considera a taxa de câmbio, a inflação, a massa salarial e a produção industrial, por exemplo, para calcular a projeção dos recolhimentos no ano.

Fonte: Valor
Por Thiago Resende e Lucas Marchesini | De Brasília

De A Tribuna On-line

Fogo consumiu rapidamente uma das áreas do armazém, localizado no Macuco.

Um incêndio na noite desta quinta-feira atinge um dos galpões do terminal Marimex, na Rua Padre Anchieta, nº 55, no Macuco, em Santos.

A empresa, um dos maiores terminais alfandegados do Porto de Santos, movimenta e armazena diferentes cargas, inclusive químicos e, em função do alto poder de combustão dos produtos estocados, a ação do Corpo de Bombeiros começou rapidamente no local.

Moradores relataram a A Tribuna que ouviram várias explosões próximas, por volta das 19h10. Rapidamente, o fogo se alastrou no armazém da empresa.

Segundo a Polícia Militar, incêndio na noite desta quinta-feira não deixou vítimas

Informações não oficiais são de que o incêndio foi gerado por um curto-circuito, que logo atingiu pneus e papéis armazenados.

As imediações da Marimex foram isoladas. Viaturas do Corpo de Bombeiros e equipes da Guarda Portuária fazem o trabalho de combate às chamas. A Polícia Militar também está presente, e confirmou que não há vítimas. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.

Nota

Em comunicado, a Marimex informou que o fogo começou em um dos centros de distribuição da empresa, que o episódio não provocou vítimas e está sob controle. ''É um incêndio de pequenas proporções, que atinge uma célula de pouco menos de mil metros quadrados, totalmente isolada, que ocupa parte de um armazém de 16 mil metros quadrados. Não há risco de expansão do fogo para fora da célula isolada onde está localizado. Tão logo haja mais informações a Marimex tomará a iniciativa de divulgá-las''.

Quinta-feira, 19 de Junho de 2014 - 19h50 - Atualizado às: 21h11

 

A Indonésia permitirá um aumento nas importações de gado vivo a partir deste mês, disseram representantes do governo nesta quarta-feira, com a meta de cobrir um potencial déficit e estabilizar os preços domésticos da carne bovina.

Os detalhes das novas importações, o que poderia dar um impulso para fornecedores australianos, serão anunciados na quinta-feira e atenderão "qualquer que seja a necessidade do mercado", disseram representantes dos ministérios da Agricultura e do Comércio em conferência com a imprensa sobre segurança alimentar em Jacarta.

"Para aumentar a oferta teremos de importar gado pronto para o abate para qualquer que seja a necessidade do mercado porque esta é uma situação de emergência", disse o ministro da Agricultura indonésio Suswono. "A carne bovina começará a entrar no mercado a partir deste mês."

O Ministério do Comércio decidirá quais os importadores terão permissão para comprar o gado, ele acrescentou.

As cotas de importação de carne bovina em 2013 foram fixadas em 32 mil toneladas, das quais aproximadamente 20 por cento são de cortes mais nobres. E a cota para importar animais é de 267 mil cabeças de gado.

No mês passado, a Indonésia relaxou as restrições em algumas importações para conter os preços da carne bovina e evitar déficits durante o período do Ramadã, quando a demanda aumenta.

O ministro do Comércio Gita Wirjawan disse na semana passada que a Indonésia poderá sofrer um déficit de oferta no quarto trimestre deste ano e poderá ter de emitir cotas extras de importação.

Fonte: (Reportagem de Yayat Supriatna)
JACARTA, 17 Jul (Reuters)

SÃO PAULO  -  O Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos avançou de 54,7 pontos em novembro para 55,0 em dezembro

, informou nesta quinta-feira a Markit. A leitura ficou acima da preliminar de 54,4, indicando “sólida taxa de expansão” no país, de acordo com a consultoria. O PMI ficou na máxima em 11 meses no país.

 

 

O subíndice de novas encomendas recuou levemente, de 56,2 em novembro para 56,1, porém seguiu em um ritmo bastante forte, ajudando a puxar o índice para cima. O subíndice de emprego foi de 52,3 para 54,0 pontos, enquanto o de novas encomendas de exportação manteve-se em 51,4.

"A virada para cima do PMI dos EUA em dezembro 'arredonda' um dos trimestres mais fortes para a manufatura do país desde que a economia saiu da recessão", afirmou Chris Williamson, economista-chefe da Markit, responsável pelo índice.

Na avaliação de Williamson, "o mais encorajador é o fato que o crescimento está sendo liderado pelos investimentos e demanda em alta por bens de capital, como novas plantas e maquinário. Isso mostra que os negócios estão voltando a gastar com a alta da confiança, o que reforça a percepção de que a recuperação está sendo mais sustentável".

Fonte: Valor
Por Gabriel Bueno