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O Brasil tem potencial para dobrar o volume de exportações, principalmente a de manufaturados , afirmou o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, na abertura da 32ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) 2013, no Rio de Janeiro. "O potencial brasileiro é enorme, basta ver que o país é a 7ª economia do mundo, mas ocupa o 22º lugar no ranking dos países exportadores", destacou.

Em 2013, ressaltou Castro, o Brasil deverá pela primeira vez apresentar déficit na balança comercial. Ele estima que a participação do país no comércio mundial caia para 1,25% este ano. No ano passado, essa fatia foi de 1,33% e, em 2011, foi ainda maior: 1,41%. "Mas a vontade de exportar hoje é muito maior do que os problemas que temos."

Também participaram da cerimônia de abertura o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho, o vice-presidente do Sistema Firjan, Carlos Mariani Bittencourt, o ex-ministro da Fazenda e consultor econômico da CNC Ernane Galvêas, do presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, e do diretor da CNI Carlos Eduardo Abijaodi, entre outros.

Políticas de Governo

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, Daniel Godinho, apresentou durante o Enaex 2013 as políticas de comércio exterior do Governo. Godinho defendeu a prorrogação e a ampliação do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), mas destacou que há agora uma dificuldade de renovação do programa para 2014 por falta de espaço fiscal. "O Reintegra é uma medida que beneficia a exportação na veia, com efeitos importantes para o exportador. Quero dizer que o MDIC apoia a renovação e a ampliação do Reintegra", afirmou.

O secretário também defendeu a política de acordos comerciais do País. Segundo Godinho, o governo trabalha para construir um acordo multilateral na Organização Mundial do Comércio (OMC) até o fim do ano; rebateu críticas de que o país está parado, destacando a rede de acordos na América Latina.

Infraestrutura logística

Para o diretor da CNI Carlos Abijaodi, o Brasil está em patamar muito abaixo da média dos países em mesmo estágio de desenvolvimento no aspecto de infraestrutura logística. Segundo ele, é preciso aumentar a densidade da malha ferroviária, expandir o sistema rodoviário e reduzir a defasagem tecnológica da gestão dos portos para reverter esse quadro.

Abijaodi disse ainda que o Brasil precisa solucionar seus problemas internos e, ao mesmo tempo, buscar maior inserção internacional. "Temos uma base industrial bastante diversificada e esse ativo precisa ser complementado com uma maior exposição internacional", destacou. E acrescentou: "Temos que aprimorar os ambientes público e privado para que o Brasil possa dar um salto de competitividade."

Produtividade do agronegócio aumentou

O ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, Roberto Rodrigues, afirmou no painel "Agronegócio - desafios do conhecimento" que o Brasil pode liderar uma grande revolução mundial no setor, vendendo tecnologia de ponta e insumos. "A segurança alimentar é uma área crítica, essencial, para a manutenção da paz no mundo", afirmou Rodrigues, ressaltando que o país tem muito a contribuir, em função do aumento da sua eficiência na agricultura.

Impactos do câmbio

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, em seu painel sobre "Infraestrutura e logística - reflexos na competitividade" afirmou que o país não pode ficar à mercê do câmbio. "É necessário criar mecanismos que nos permitam atravessar períodos mais ou menos favoráveis sem que a estratégia de exportação seja afetada", ressaltou. Para Coutinho, o país precisa acelerar seu ganho de produtividade na indústria e aperfeiçoar instrumentos de desoneração tributária.

Após a palestra de Coutinho, foram realizados outros dois painéis. "Multinacionais brasileiras - avanços na internacionalização" contou com a participação do CEO da Marcopolo, José Rubens de la Rosa, e do embaixador Rubens Gama, diretor do Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores. No painel "OMC: o multilateralismo e conferência de Bali", os debatedores foram o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Daniel M. Godinho, e o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESP e conselheiro da AEB.

O primeiro dia do evento terminou com a entrega do Prêmio Destaque de Comércio Exterior.

Fonte: Assessoria de imprensa da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB)

Em meio à pior queda das bolsas de muitos mercados emergentes desde a crise financeira, a China está se sobressaindo com um surpreendente bom desempenho.

 

Até ontem, o índice de referência Shangai Composite havia saltado 5,2% neste mês, fazendo da bolsa de Xangai o melhor mercado de ações da Ásia. Investidores estão convergindo para os títulos de dívida chineses denominados em yuan num momento em que a cotação da moeda chega perto de picos históricos.

A razão é que a economia altamente estatizada da China está se mostrando resistente aos sinais de que o Federal Reserve, o banco central americano, pode estar prestes a reverter as políticas de estímulo econômico que inundaram o mundo emergente de dinheiro nos últimos anos - sinais esses que estão derrubando mercados da Índia ao Brasil.

Além disso, o rígido sistema financeiro do país, que dificultou a entrada de capital na China em tempos melhores, está hoje impedindo uma potencial debandada. E as autoridades do governo aumentaram a confiança do mercado ao deixar claro que vão amparar o crescimento agora que a economia dá sinais de estar ganhando fôlego após um período de desaceleração no primeiro semestre.

"As indicações recentes são de que as coisas estão pelo menos se estabilizando em torno desse nível menor de crescimento", disse Colin Moore, diretor de investimentos da Columbia Management Investment Advisers, que administra US$ 335 bilhões em ativos. "Depois que os investidores se acostumarem, isso vai empurrar o mercado. Zera as expectativas e torna mais fácil surpreender as pessoas." Moore diz que aumentou recentemente sua exposição a ações negociadas na bolsa da China.

Mesmo em Hong Kong, onde os mercados de capital são abertos e vulneráveis a mudanças no sentimento internacional, as ações estão em alta. O índice Hang Seng China Enterprises, que inclui muitas das grandes empresas chinesas, subiu 2% desde o fim de julho. O HSBC afirma que os fundos mútuos aumentaram consideravelmente sua alocação de ações para Hong Kong e conservaram as ações da China. Por outro lado, a Índia está sofrendo os piores efeitos da queda dos mercados. A rúpia continua registrando desvalorizações recordes e a bolsa recuou 4,9% neste mês.

Os países menores do sul da Ásia, que estão entre os de melhor desempenho este ano na região, também foram golpeados em agosto. A bolsa das Filipinas havia caído 10,5% até ontem e o índice de referência da Indonésia teve baixa de 11%, colocando ambos os países a caminho do seu pior desempenho desde outubro de 2008, quando o banco Lehman Brothers apenas tinha quebrado.

"As pessoas têm estado preocupadas com a China ao longo de todo o ano", disse Leong Wai Hoong, diretor de renda-fixa da Nikko Asset Management, que administra cerca de US$ 162 milhões em ativos. A China "é menos vulnerável a [um] choque externo".

Parte do otimismo em relação à China também vem do sucesso das empresas em resistir à desaceleração da China no primeiro semestre deste ano. Mais de 50% das empresas que divulgaram os resultados do segundo trimestre tiveram desempenho melhor do que o esperado pelos analistas, de acordo com um relatório recente da corretora CLSA, de Hong Kong. O desempenho foi melhor do que em qualquer outro mercado da Ásia, excluindo o Japão, segundo o relatório.

"Parece que a China é o último sobrevivente dos mercados emergentes", disse Adrian Zuercher, estrategista sênior de investimentos da Credit Suisse Private Banking & Wealth Management, divisão do Credit Suisse em Hong Kong. O banco suíço gerenciava ativos no valor de US$ 1,4 trilhão, no primeiro trimestre deste ano. O banco mantém mais ações chinesas do que recomendam as referências que ele segue.

A alta dos mercados chineses é uma virada em relação a dois meses atrás, quando o sistema financeiro da China foi atingido por uma crise de liquidez que gerou temores sobre as perspectivas da segunda maior economia mundial. Desde então, o banco central tem inundado os bancos com dinheiro e há sinais cada vez maiores de que o crescimento econômico está acelerando, alimentado em parte pela melhora nos mercados exportadores dos EUA e da Europa.

Ainda assim, algumas preocupações sobre a China persistem, e as ações estão se recuperando somente depois de anos de fraco desempenho. O índice da bolsa de Xangai permanece em cerca de um terço do seu pico de 2007. Os níveis de endividamento estão subindo, forçando as empresas a gastar uma parcela maior da sua receita com o pagamento de juros em vez de investimentos produtivos. A capacidade ociosa em indústrias que vão de siderúrgicas a varejistas continua sendo um problema.

Os formuladores da política chinesa estão aderindo a planos que tornam o altamente controlado yuan mais forte como parte da prometida reforma econômica. A moeda subiu 1,7% em relação ao dólar no ano até agora, a única moeda asiática a se valorizar no período. Isso está beneficiando o mercado de Hong Kong dos títulos denominados em yuan (avaliado em US$ 38,4 bilhões), os chamados "dim sum bonds", fazendo com que eles subam de valor quando a moeda sobe.

Gordon Tsui, vice-diretor de investimentos da Hang Seng Investment, que gerencia US$ 163 milhões desses títulos, disse que está comprando mais. O fato de que a maioria da dívida vence no curto prazo, o que significa que os títulos são menos afetados pela queda no preço dos ativos do Tesouro dos EUA, torna os "dim sum" especialmente atrativos, diz ele.

Um índice do HSBC que monitora os títulos "dim sum" registra um retorno de 1% no ano até agora. Já o índice JPMorgan Asia Credit, que é mais amplo e monitora os títulos denominados em dólar na região, apresentou um retorno negativo de 4,9%.

"Os temores de um pouso forçado da economia chinesa diminuíram graças a dados encorajadores recentes", disse Chia Liang Lian, gerente de portfólio da Western Asset Management, que tem US$ 459,7 bilhões em ativos. Ele também tem comprado títulos "dim sum" nos últimos meses.

Por Daniel Inman e Fiona Law | The Wall Street Journal
Fonte: Valor

Em outubro começam a vigorar as novas regras relativas aos processos antidumping no Brasil. Com 15 capítulos e 201 artigos, o decreto nº 8.058, publicado em 29 de julho de 2013, substitui norma em vigor há 18 anos e, com isso, faz com que o Brasil passe a ter uma das legislações mais completas entre os Membros da Organização Mundial do Comércio (OMC). As novas regras atualizam a legislação brasileira em sintonia com o que há de mais moderno no tema, mas cria desafios importantes para as empresas brasileiras ameaçadas pela competição desleal dos produtores estrangeiros.

Fonte: Valor

México abriu uma cota global de importação de 300 mil toneladas. No 1º semestre, Brasil exportou 1,89 milhão de toneladas, queda de 4,9%.

A abertura do mercado mexicano para a carne de frango do Brasil, esperada para os próximos 20 dias,

tem potencial para permitir uma expansão de até 4% nas exportações do produto neste ano em comparação com as 3,917 milhões de toneladas embarcadas em 2012, disse nesta segunda-feira (15) o diretor de mercados da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Ricardo Santin.

 

De acordo com ele, dois frigoríficos brasileiros, um da Seara e outro da Tyson, ambos em Santa Catarina, já foram aprovados pelo governo do México, e o início das vendas só depende da assinatura do acordo sanitário entre os dois países.

O consumidor não deve esperar o refresco na oferta como no fim do ano passado, nem os importadores devem esperar entregas a preço vil" - Francisco Turra, presidente da Ubabef

Sem o México, que abriu uma cota global de importação de 300 mil toneladas por conta do surgimento de focos de gripe aviária em seu território, a previsão da entidade para as exportações brasileiras foi revista de até 3% para até 2% de crescimento, em função da média observada no primeiro semestre, disse Santin. Ele calcula que o Brasil tem condições de vender até 120 mil toneladas se as sete plantas visitadas pelos mexicanos forem habilitadas.

Exportações

De acordo com a Ubabef, os embarques brasileiros de carne de frango no primeiro semestre do ano atingiram 1,890 milhão de toneladas e US$ 4,093 bilhões, com queda de 4,9% em volume e alta de 7,2% em valor, respectivamente, na comparação com igual período de 2012.

Considerando os embarques de todo o setor avícola (inclui ovos, material genético, ovos férteis, perus, patos e gansos), as exportações recuaram 5,7% em volume, para 1,977 milhão de toneladas, e cresceram 5,5% em receita, para US$ 4,381 bilhões.

A Ubabef projeta que a produção nacional de carne de frango ficará entre 12,3 milhões e 12,5 milhões de toneladas este ano, um pouco abaixo das 12,6 milhões de toneladas de 2012 em função do menor alojamento de matrizes de corte no ano passado.

Para o presidente da entidade, Francisco Turra, o aumento sazonal do consumo de carne de frango no segundo semestre nos mercados interno e externo, combinado com uma expansão menos intensa da oferta, tende a deixar o mercado mais "enxuto" e "ajustado" no fim do ano.

"O consumidor não deve esperar o refresco na oferta como no fim do ano passado, nem os importadores devem esperar entregas a preço vil", disse o executivo.

Para ele, o cenário deve contribuir para a recuperação da rentabilidade de produtores e indústrias, comprometida pela alta dos preços do milho e do farelo de soja para a produção de ração no ano passado.

Conforme o diretor de mercado da entidade, Ricardo Santin, a recomposição "tardia" das margens perdidas pela indústria em 2012 já se reflete no desempenho das exportações no primeiro semestre. De janeiro a junho, o preço médio das exportações brasileiras de carne de frango subiu 12,7% ante igual período de 2012, para US$ 2.166 a tonelada.

No mercado externo, o crescimento da demanda deve ser puxado pela China, pela esperada recuperação – ainda que modesta – da economia europeia e pela abertura do mercado mexicano, acrescentou Santin.

"Com isso vamos chegar a uma produção mais ajustada à demanda no fim do ano", disse. Segundo ele, a produção de aves natalinas, que fica mais de 60 dias nos aviários contra 35 a 42 dias dos frangos comuns, também contribui para a redução da oferta no segundo semestre.

OMC

Durante entrevista para divulgar os resultados, a Ubabef informou ainda que está preparando a abertura de um painel contra a Indonésia na Organização Mundial de Comércio (OMC) para questionar a resistência do país em abrir o mercado para a carne de frango do Brasil. A entidade já contratou advogados para preparar o processo, que deve ser apresentado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) até o fim do ano, segundo Turra.

Ele atribui a resistência ao produto brasileiro a interesses de setores do governo local. Segundo ele, a Indonésia, com 250 milhões de habitantes, tem uma produção anual de 1,8 milhão de toneladas de carne de frango e um consumo per capita anual de 6,5 quilos. Para 2022, a projeção é de uma produção local de 2,4 milhões de toneladas e um consumo per capita anual de 7,8 quilos.

Fonte: Valor OnLine

As negociações em torno das novas cotas do acordo automotivo entre Brasil e Argentina estão praticamente congeladas. O livre comércio de veículos entre os dois países prevalece desde o início de julho. Não há nenhum sinal claro de retomada das discussões e fontes dos dois lados já anteveem a possibilidade de que não haja acerto ainda em 2013.

O Brasil mantém posição favorável ao livre comércio. Historicamente, a Argentina é contra, por temer que investimentos das montadoras e dos fabricantes de autopeças escolham o lado de cá da fronteira como plataforma de vendas para o Mercosul. O governo brasileiro decidiu que não tratará mais da questão automotiva isoladamente e condicionou a retomada de negociações, entre outros pontos, ao fim da exigência de declaração prévia pelos importadores argentinos.

A Casa Rosada impõe a obtenção da "Djai", sigla para declaração juramentada antecipada de importação, para empresas argentinas que queiram comprar produtos estrangeiros. O instrumento é a base do esquema "uno por uno" na Argentina, no qual só se permite um dólar de importações mediante outro dólar exportadora pela mesma empresa.

Nas últimas semanas, conforme revelou o Valor em sua edição de ontem, pelo menos 350 mil pares de calçados brasileiros estão retidos por atraso na liberação da "Djai" no país vizinho.

Em contatos recentes com autoridades argentinas, funcionários do governo brasileiro deixaram claro que só negociam questões comerciais "em bloco" e que não há chance de avançar nas cotas do acordo automotivo, sem colocar temas como a "Djai" na mesa.

Para cada US$ 100 vendidos pela Argentina ao Brasil, em veículos e autopeças, o Brasil podia vender US$ 195 à Argentina sem pagar tarifa de importação. Desde julho, não há mais nenhuma restrição. Na prática, o comércio tem se mantido equilibrado.

Os argentinos querem que autopeças fabricadas no país vizinho sejam contabilizadas, pelo Ministério do Desenvolvimento, como "conteúdo local" para a obtenção de incentivos tributários às montadoras instaladas no Brasil. Para conseguirem desconto no imposto sobre produtos industrializados (IPI), as montadoras precisam ter um determinado conteúdo local. Peças e partes do Mercosul ainda não são levadas em conta para esse efeito.

Por Daniel Rittner | De Brasília
Fonte: Valor

SÃO PAULO  -  A balança comercial da Alemanha foi superavitária em 18,1 bilhões de euros em novembro de 2013. O saldo superou aquele registrado um mês antes, de 17,9 bilhões de euros, e aquele apurado no penúltimo mês de 2012, de 16,9 bilhões de euros. Com ajuste sazonal e de calendário, o superávit comercial foi de 17,8 bilhões de euros em novembro passado.

Levantamento preliminar do Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) mostrou que, no penúltimo mês de 2013, as exportações somaram 94,6 bilhões de euros e as importações, 76,5 bilhões de euros. Em outubro, essas cifras equivaleram a 99,1 bilhões de euros e 81,3 bilhões de euros.

De janeiro a novembro, a Alemanha apresentou saldo comercial positivo de 183,7 bilhões de euros.

O Bundesbank mostrou, por sua vez, que a conta corrente do balanço de pagamentos teve superávit de 21,6 bilhões de euros em novembro de 2013, resultado superior ao de mesmo mês de um ano antes, de 17,8 bilhões de euros.

Fonte: Valor

O governo decidiu não renovar a proteção concedida à indústria nacional por meio de aumento do Imposto de Importação. Os cem produtos que tiveram aumento de alíquotas em setembro do ano passado voltarão a ser tributados pelos percentuais que vigoravam antes da elevação. A nova regra será anunciada hoje e valerá a partir de outubro , quando vence o prazo original da lista de exceção negociada entre os países do Mercosul.

A maior parte dos produtos tem hoje alíquota de 25%. Na avaliação do governo, o cenário atual é diferente do que vigorava em 2012, especialmente no que diz respeito ao câmbio - então valorizado e hoje já em R$ 2,30. O novo valor da moeda americana é suficiente, na visão das autoridades, para garantir uma proteção natural contra os importados. Além disso, causou irritação entre as autoridades econômicas aumentos de preços que foram considerados abusivos e que tiveram impacto sobre a inflação. Entre os mais citados estão as resinas usadas pela indústria química, nas quais foram detectados aumentos de até 20%.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a conversar com representantes do setor em junho para tratar do assunto. A intenção inicial era revogar os aumentos do imposto antes mesmo do vencimento da medida. Mas como faltava pouco tempo, decidiu-se esperar o vencimento.Os setores mais beneficiados pela medida haviam sido a siderurgia, a indústria química, de medicamentos e de bens de capital. Na lista havia também pneus, batata, tijolos, vidros, entre outros.

O fim da proteção não terá impacto relevante sobre as receitas do governo. Como se trata de uma barreira à entrada de produtos, o imposto mais alto não implica necessariamente em menor participação dos importados no mercado nacional.

Fonte: Valor Econômico

A empresa de logística UPS informou que o volume de pacotes excedeu sua capacidade de entrega para o Natal

A Amazon, maior varejista da internet, ofereceu aos clientes cartões de presentes de US$ 20 e a devolução dos custos de entrega, depois de uma avalanche de encomendas ter levado a empresa de logística UPS a deixar de entregar alguns pacotes no Natal nos Estados Unidos.

A varejista citou os problemas na rede de transporte da UPS em mensagens a clientes, ressaltando que os centros da Amazon processaram as encomendas dos consumidores a tempo para entrega no Natal. A Amazon está avaliando o desempenho das empresas de logística, segundo informou a porta-voz Mary Osako, por e-mail.

A UPS, maior empresa mundial de entrega de encomendas, informou em seu site que o volume de pacotes por via aérea excedeu sua capacidade no período imediatamente anterior ao Natal.

Em informe divulgado em novembro, a Forrester Research, projetava aumento de 15% nas vendas do comércio on-line nos Estados Unidos na temporada de feriados de fim de ano, para mais de US$ 78 bilhões. A UPS previa transportar mais de 132 milhões de pacotes internacionalmente na semana anterior ao dia 25 de dezembro, segundo reportagem da "Bloomberg Businessweek" da edição de 23 de dezembro.

"Sentimos profundamente por desapontar nossos clientes que esperavam entregas a tempo do Natal", disse Jen Johnson, porta-voz da loja de departamento Kohl's, outra empresa também afetada, em e-mail. "Embora o número impactado tenha sido limitado, nós levamos a sério a experiência com cada consumidor." A empresa vem contatando os afetados e a Kohl's vai cobrir integralmente o custo de todos os itens não entregues a tempo, segundo Jen.

A UPS há muito domina as operações de entrega nos feriados de fim de ano nos Estados Unidos, graças a sua frota, famosa pela lataria de cor marrom, de 101 mil caminhões, furgões, caminhonetes e motos, segundo a "Bloomberg Businessweek". A rival FedEx, de Memphis, no Tennessee, tem mais aviões, mas sua frota terrestre tem aproximadamente 30% do tamanho, com 32 mil veículos.

Em outubro, a UPS e a FedEx divulgaram suas previsões de entregas para os feriados de fim de ano. A FedEx projetou o transporte de mais de 95 milhões de remessas na primeira semana de dezembro. A UPS previa entregar 129 milhões de pacotes na mesma semana e esperava uma segunda corrida às compras na semana anterior ao Natal.

A UPS contratou 55 mil trabalhadores de meio período, arrendou 23 aviões extras e, na prática, montou uma segunda frota terrestre para lidar com o fluxo de pacotes na temporada, segundo a reportagem da Bloomberg Businessweek.

Fonte: Valor
Por Craig Trudell | Bloomberg

Navio traz um carregamento de novas comportas para as eclusas do canal do Panamá, que está sendo ampliado.

 

Após uma visita ao Panamá quase quatro décadas atrás, o romancista Graham Greene viu o canal tornando-se "cada vez menos" importante a cada ano, com "a passagem de menor tonelagem, menores receitas, um canal raso demais e comportas estreitas demais para os grandes petroleiros".

Esse temor de irrelevância apenas se intensificou à medida que os navios em todo o mundo ficaram grandes demais para atravessar o canal. Atualmente, cerca de 50% dos navios porta-contêineres em operação ou encomendados no mundo são grandes demais para atravessar suas comportas. Os navios panamax, historicamente projetados para cruzar o canal, são hoje quase apenas lambaris.

Como se isso já não fosse suficientemente problemático, o derretimento do gelo do Ártico poderá também abrir uma rota concorrente de acesso ao norte.

Interessados em defender seu status como uma das grandes vias do comércio mundial, os panamenhos decidiram ampliar o canal em um referendo nacional realizado quase sete anos atrás. Esse projeto, envolvendo investimentos de US$ 5,25 bilhões, está atrasado quase seis meses em relação ao cronograma original, mas quando a obra for terminada, em meados de 2015, o canal ampliado deverá transformar algumas das rotas comerciais mais importantes entre o Atlântico e o Pacífico. Empresas de logística, como ferrovias, tentam avaliar se a expansão irá, em última instância, aumentar substancialmente os embarques diretos para o leste dos EUA.

Na semana retrasada, celebrando a chegada das novas e gigantescas comportas para o canal, o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, previu que as obras de ampliação "vão transformar o setor marítimo mundial". "Nós, panamenhos, estamos estabelecendo um marco histórico", disse Martinelli antes do desembarque das comportas de 3,1 mil toneladas.

O canal - mais profundo e mais largo - permitirá a passagem de navios enormes, com até três vezes a capacidade dos maiores que atualmente usam a rota. As autoridades panamenhas preveem que o canal, que comemorará seu centenário no próximo ano, aumentará a tonelagem anual que dá vazão para mais de 600 milhões de toneladas em 2025, das 333,7 milhões de toneladas no ano passado.

Mas, embora o Panamá esteja fazendo suas projeções otimistas, a infraestrutura regional ainda não está pronta para os navios de maior porte. Muitos portos americanos são incapazes de acomodar navios maiores que atravessam o canal do Panamá. Vários portos tropicais também estão competindo entre si para se tornar centros de irradiação logística de águas profundas nas próximas décadas, mas observadores dizem que os processos de expansão portuária estão em dificuldade para acompanhar o ritmo das mudanças potenciais nos padrões marítimos.

Projeto envolve investimento de US$ 5,25 bilhões, está atrasado seis meses e deve terminar em 2015

No Panamá, 60% da expansão está concluída. A dragagem dos canais ao longo do trecho mais estreito, a Culebra Cut, está terminada. Num fosso colossal, 8.000 trabalhadores usando capacetes amarelos e coletes fluorescentes estão construindo compartimentos para os conjuntos de eclusas.

Numa tendência algo cruel para o Panamá, as dimensões dos navios estão mais uma vez ultrapassando as dimensões acomodadas pelo canal enquanto o próprio trabalho avança. A Maersk Line, operadora da maior frota de contêineres do mundo, tem 20 novos navios encomendados que são tão enormes que não conseguirão cruzar nem a hidrovia alargada.

Originalmente, previa-se que o programa de expansão tornaria basicamente mais fácil enviar bens manufaturados da Ásia para a costa leste dos EUA. Mas o tráfego de navios no sentido contrário tornou-se muito mais significativo que imaginado sete anos atrás. "Para o futuro, prevemos um crescimento do comércio entre a Ásia e a América Latina", diz Jorge Luis Quijano, administrador do canal do Panamá, "à medida que o leste asiático busca cada vez mais matérias-primas na América Latina".

Apesar de uma desaceleração no "superciclo de commodities", muitas empresas continuam demandando custos menores de transporte para enviar mercadorias como minério de ferro, carvão, soja e gás natural para a Ásia. Além disso, o fluxo de produtos asiáticos embarcados em contêineres para a América Latina continua forte, graças a um robusto crescimento dos salários e do crédito doméstico, que vem alimentando um boom de consumo na região.

Apesar disso, o Panamá não será capaz de explorar sem concorrentes essas mudanças nos fluxos comerciais. A Assembleia Nacional da Nicarágua, dominada pela esquerdista frente sandinista, deu sinal verde a uma proposta de investir US$ 40 bilhões para que a HKND, uma empresa chinesa pouco conhecida, abra um concorrente ao canal do Panamá. Muitos já duvidam da viabilidade econômica de um projeto com percurso três vezes mais longo do que os 80 km da hidrovia panamenha.

Sem querer ficar para trás, Guatemala e Honduras já anunciaram projetos de "pontes terrestres" entre o Atlântico e o Pacífico. Há também especulação no México sobre um investimento chinês numa conexão pelo istmo de Tehuantepec.

Empresas de transporte de contêineres, como a Maersk, com cerca de 15% de participação de mercado na América Latina, vêm tais projetos com mente aberta. "Para mim, qualquer investimento em infraestrutura que facilite o comércio entre os clientes é bem-vindo", diz Robbert van Trooijen, executivo-chefe da Maersk Line para a América Latina e Caribe.

Desde que o Panamá assumiu o controle do canal, em 1999, cerca de 5% do comércio mundial passam por suas comportas. O canal acumulou US$ 1,6 bilhão em lucros antes dos impostos no ano passado sobre um faturamento de US$ 2,4 bilhões e responde por 10% da produção econômica do país.

Os panamenhos estão confiantes que os concorrentes regionais não absorverão muito de seus lucros. "Não consideramos que haverá nenhum tipo de concorrência", disse Fernando Núñez Fábrega, ministro das Relações Exteriores do Panamá, ao "Financial Times" no mês passado, quando indagado sobre o concorrente nicaraguense. Para ele, se todos que desejam construir um canal fizerem isso, "a América Central acabaria ficando como um queijo suíço".

 

A expansão do canal deverá impactar a maneira como as linhas de transportes operam por razões muito além do tamanho dos navios que podem usar. Uma vez que navios maiores levam mais tempo para serem carregados e descarregados, as transportadoras de contêineres poderão enviar os novos e maiores navios para um menor número de portos nos EUA ou na América do Sul depois que saem do canal. Isso criará maior demanda nas duas extremidades do canal por novos serviços "alimentadores" transportando contêineres entre portos menores e maiores "centros de irradiação logística", onde os maiores navios aportam.

Provavelmente haverá intensa competição entre os candidatos a tornarem-se centros de irradiação logística. Neil Davidson, um analista de portos na Drewry Shipping Consultants, salienta que, no lado do Caribe, os portos de Caucedo, na República Dominicana, e Freeport, nas Bahamas, já têm profundidade suficiente. Obras de dragagem também estão em andamento em Kingston, Jamaica, embora tenha havido longas conversações sobre um centro de irradiação logístico potencial em Cuba. No lado do Pacífico, os portos mexicanos de Lázaro Cárdenas e de Manzanillo provavelmente demandarão algum trabalho de transbordo.

Mas Alberto Alemán, que deixou o cargo de administrador do canal do Panamá em dezembro de 2012, após 16 anos no comando, espera que grande parte das novas demandas busque portos do próprio Panamá, em ambas as costas. O Panamá oferece vantagens logísticas. Possui não só um aeroporto que opera como um centro de irradiação regional, como também conta com uma grande zona de livre comércio, como Cingapura e Hong Kong. O país é ainda a economia em mais rápido crescimento na América Latina, com taxas de expansão anual de cerca de 10%.

A alta qualidade dos portos panamenhos diferencia o país de muitos outros na América Latina. A maioria dos portos na região que atendem a demanda do canal e pelo fato de haver canais de ao menos 15 metros estão no Brasil e embora, por exemplo, Cartagena na Colômbia tenha acelerado seus trabalhos, ainda há um longo caminho a percorrer. "Temos de nos adaptar, e rapidamente, para reduzir o grande déficit de infraestrutura na região", diz Esteban Diez-Roux, especialista em transporte principal no Banco Interamericano de Desenvolvimento ou BID. "Os custos logísticos na América Latina são cerca de 50% maiores do que no restante do mundo".

De acordo com um estudo do BID, a região precisa acelerar a modernização de portos, estradas e outros elementos básicos de infraestrutura", do contrário não será capaz de tirar proveito dos baixos custos que serão gerados pelo crescimento do tráfego transoceânico de navios de grande porte". Afinal de contas, para descarregar todo o conteúdo de um navio de 10 mil contêineres são necessários 18 trens ou 5,8 mil caminhões ou 570 jatos Boeing 747 jumbo.

Não é apenas a infraestrutura latino-americana que enfrenta desafios para dar conta das demandas criadas por navios maiores. Apesar de US$ 46 bilhões terem sido gastos em guindastes maiores nos EUA, em canais mais profundos e em linhas ferroviárias de maior capacidade para atender o novo tráfego do Canal do Panamá, alguns portos na costa leste dos EUA ainda não estão prontos. Segundo Davidson, o porto de Norfolk, Virginia, parece melhor posicionado para capitalizar o cenário, por ser de águas naturalmente profundas e possuir ligações ferroviárias recém-modernizadas. O Porto de Baltimore, que sofre pela desvantagem de estar localizado perto do topo da baía de Chesapeake, bem distante das principais rotas de transportes, também pode acomodar os novos navios maiores.

Carga transportada deve passar para mais de 600 milhões de toneladas em 2025, de 333,7 milhões em 2012

Mas a maioria dos terminais no Porto de New York/New Jersey, de longe o mais movimentado porto de contêineres na costa leste dos EUA, enfrenta problemas significativos porque a ponte de Bayonne sobre a entrada para área principal do porto precisa ser erguida para dar passagem aos navios mais altos. O projeto de US$ 1 bilhão para elevar a pista da ponte não será concluído antes de 2016. Ambientalistas também entraram com ações legais protestando contra os planos de aprofundamento do canal ao longo do rio que leva ao porto de Savannah, Geórgia, atualmente o quarto mais movimentado porto de contêineres nos EUA.

Enquanto isso, um número crescente de companhias de transporte marítimo estão criando serviços da Ásia para a costa leste dos EUA através do Canal de Suez, que já podem dar conta de navios porta-contêineres muito maiores. A distância do porto de Yantian, na China, onde muitos produtos são enviados para Newark, é em média 4% maior pelo Canal de Suez do que pelo Canal do Panamá.

Apesar disso, em abril passado a Maersk reduziu sua freqüência de transporte de mercadorias da Ásia através do Canal do Panamá para a costa leste dos EUA em mais de 14% ao transferir seu tráfego para a travessia do Canal de Suez, onde pode alocar navios de maior porte e reduzir seu custo unitário. Mas a política de preços do Panamá também desempenhou o seu papel.

Nos últimos anos, o pedágio via Panamá quase triplicou e poderá chegar a US$ 450 mil por trecho, dependendo da carga, mas estima-se que os novos navios de contêineres maiores pagarão entre US$ 800 mil e US$ 1 milhão por travessia. "O pedágio será menor por unidade de carga. A vantagem será para os navios maiores", explica Rodolfo Sabonge, diretor de planejamento na Autoridade do Canal do Panamá, que opera o canal. "Atualmente, o número é baseado na capacidade dos navios, mas estamos tentando migrar para um sistema vinculado ao que a embarcação estiver transportando".

Para o Alemán, o ex-administrador do canal, as vantagens da hidrovia vão muito além das tarifas de pedágio: "Esse é o único porto do mundo com terminais nos dois oceanos, e esse é um conceito muito forte".

Por trás das torres de concreto em construção, um navio da Wallenius Wilhelmsen, uma joint venture escandinava que opera a maior frota transportadora de carros no mundo, está se preparando para cruzar as eclusas do Pacífico ao Atlântico. "Ainda não há outro lugar no mundo onde podemos estar em outro oceano apenas numa questão de horas", diz Alemán. (Tradução de Sergio Blum)

BRASÍLIA  -  Todos os órgãos governamentais que atuam na entrada e saída de pessoas no país poderão, em breve, utilizar informações do Sistema de Declaração Eletrônica de Bens de Viajante (e-DBV), lançado nesta sexta-feira pela Receita Federal do Brasil (RFB).

Assim, a anuência para produtos agropecuários, por exemplo, poderá ser dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) diretamente no sistema. “O sistema permitirá a atuação integrada e a consulta a informação específicas [para os órgãos]”, explicou o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal, Ernani Checcucci.

Além disso, a RFB está trabalhando para conseguir a recepção antecipada das informações dos passageiros. “Quando a companhia aérea fechar as portas da aeronave, ela passará a lista dos passageiros para a Receita”, disse Checcucci.

A Receita também trabalha para implementar um módulo de reconhecimento facial que, a partir da foto do passaporte dos passageiros, selecionará e encaminhará as pessoas que entram no país para a Receita.

Essa seleção funcionará por meio de análise de risco já realizada hoje pelo órgão, que leva em conta critérios como a frequência de viagens, por exemplo. Checcucci não informou os prazos para a implementação dessas novidades, já que dependem da disponibilização das informações pelas companhias aéreas.

O e-DBV é um sistema desenvolvido pela Receita que eliminará as declarações em papel relacionadas às bagagens de turistas nas entradas e saídas do país. O software servirá para pessoas que entram no país em qualquer tipo de fronteira. Ele será obrigatório para quem chega por avião ou via marítima até novembro e março para a entrada por terra.

“O foco é acompanhar o aumento no número de viajantes internacionais”, explicou Checcucci. O objetivo é melhorar a recepção de viajantes internacionais em vista dos megaeventos, como Copa e Olimpíadas, que serão realizados no país.

Fonte: Valor
Por Lucas Marchesini

Após três meses de alta, analistas projetam recuo da produção industrial em novembro.  Rafael Bacciotti, da Tendências: acúmulo de estoques prejudica alguns setores.

Após sequência de três altas consecutivas na comparação mensal - a mais longa de 2013 - a indústria deve ter voltado a mostrar o comportamento volátil que marcou boa parte do ano em novembro, avaliam economistas. Ainda que alguns indicadores que antecedem o desempenho do setor tenham subido em relação a outubro, analistas afirmam que a produção de veículos foi a principal influência para baixo sobre a atividade industrial no mês.

A média de 20 consultorias e instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data aponta que, depois de ter crescido 0,6% na abertura do trimestre, a produção industrial encolheu 1,1% em novembro sobre o mês anterior, feito o ajuste sazonal. As projeções para a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF), a ser divulgada hoje pelo IBGE, vão de retração de 0,6% a queda de 1,5%.

Segundo Thovan Caetano, da LCA Consultores, cerca de 30% dos indicadores usados pela consultoria para antecipar o resultado da produção industrial cederam de outubro para novembro, o que indica contração de 1%. Medida pela Anfavea, entidade que reúne as montadoras do país, a produção de veículos diminuiu 10,7% na passagem mensal. Com o ajuste sazonal da LCA, a variação resultou em recuo de 4,7%.

Além dos veículos, Caetano menciona que outros indicadores importantes tiveram comportamento negativo em novembro, como produção de aço bruto (-3,1%) e a importação de matérias-primas (-2,6%), sempre com o ajuste sazonal. "A partir disso, é possível ter uma ideia de que a queda da produção em novembro não foi tão concentrada. "

Para Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria, o recuo de 1,1% do fluxo pedagiado de veículos pesados em novembro ante outubro é outro indício de que a produção voltou a cair. Em suas estimativas, a atividade teve contração de 0,9% na comparação mensal. Na opinião do economista, o acúmulo de estoques ainda está prejudicando alguns segmentos, a despeito de uma melhora incipiente da confiança dos empresários.

Mesmo com a expectativa de desempenho ruim da produção em novembro, Bacciotti avalia que o último trimestre de 2013 será de recuperação da indústria, já que os primeiros indicativos de dezembro apontam para devolução da queda. A Tendências trabalha com avanço de 0,8% da produção entre o terceiro e o quarto trimestres, com ajuste sazonal. No trimestre anterior, o setor diminuiu 1,4%.

O Itaú Unibanco projeta retração de 0,6% para a produção em novembro ante outubro. Ao contrário da Tendências, o Itaú avalia que os primeiros indícios para dezembro não são positivos. "Isso é consistente com a nossa previsão de recuperação apenas modesta do PIB no quarto trimestre, com alta de 0,6%", afirmam os economistas do banco em relatório.

Mais otimista, Caetano, da LCA, diz que o câmbio mais desvalorizado gerou efeito positivo sobre a indústria nos últimos três meses de 2013, principalmente em setores afetados pela concorrência de produtos estrangeiros, como vestuário e tecidos. Segundo ele, dezembro deve ser um pouco mais forte para o setor automotivo.

A partir desses fatores e de um aumento modesto da confiança, Caetano acredita que a indústria vai voltar a crescer em dezembro e encerrará o último trimestre de 2013 com alta entre 1% e 1,5%. Na média do ano, o cenário da LCA conta com expansão em torno de 1,8% para a produção industrial, insuficiente para recuperar o tombo de 2,6% observado em 2012.

Fonte: Valor
Por Arícia Martins | De São Paulo

SÃO PAULO - Anunciada na sexta-feira, a decisão da Rússia de liberar as exportações de seis frigoríficos de carne bovina do Brasil deve neutralizar os impactos do embargo imposto pelos russos a outros nove frigoríficos em 2 de outubro.

Essa é a avaliação do diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne  Bovina (Abiec), Fernando Sampaio. “Com esse número de unidades [aprovadas], o Brasil  não vai perder exportações”, afirmou ele, em evento em comemoração aos 15 anos da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), na capital paulista.

Antes da liberação das seis unidades — quatro da JBS, uma da Marfrig e outra da Minerva Foods —, as empresas alegavam que conseguiriam amenizar o embargo de 2 de outubro, que vetou seis plantas da JBS, duas da Minerva e uma da Marfrig, vendendo carne bovina produzida em outras unidades.

Apesar disso, Sampaio admitiu que a liberação de novas unidades para exportar dará alguma tranquilidade para manter o atual ritmo de exportações para a Rússia, de cerca de 30 mil toneladas de carne bovina pro mês. A Rússia é o segundo principal destino das exportações de carne bovina do Brasil, atrás de Hong Kong.

FONTE: Por Luiz Henrique Mendes | Valor

Sem admitir, o governo da presidente Cristina Kirchner fez em 2013 a maior desvalorização nominal do peso desde 2002, ano em que a Argentina acabou com a paridade fixa entre a moeda nacional e a americana. O dólar terminou o ano passado cotado em 6,52 pesos, uma perda de valor de 32,8%. Apenas nos últimos 40 dias, quando Cristina trocou a equipe econômica, a desvalorização foi de 9,2%.

Com isso, o governo tenta conter a queda das reservas internacionais, que caíram 29,1% ao longo do ano passado, despencando de US$ 43,4 bilhões no fim de 2012 para US$ 30, 8 bilhões na sexta-feira. A desvalorização incentiva exportadores a não retardarem a repatriação de divisas. O governo também ganha um pouco de folga contábil: a desvalorização permite que o Banco Central melhore o seu próprio balanço, no momento em que tem que realizar uma emissão monetária maior para tapar o déficit fiscal da ordem de 4% do PIB.

Embora a desvalorização do peso tenha sido o dobro da perda de valor do real no Brasil, a avaliação de especialistas na Argentina é que o ganho de competitividade será discreto. "Desta vez a desvalorização acontece em uma circunstância de aceleração da inflação realmente existente, que está ultrapassando o patamar de 30% ao ano, o que anula os ganhos para o setor industrial exportador", comentou o economista Nicolás Dujovne, consultor independente.

Segundo Dujovne, "em termos reais, considerando a inflação de fato existente nos dois países, a desvalorização brasileira foi maior". A inflação oficial da Argentina está congelada em 10% ao ano desde 2007, mas o dado perdeu credibilidade e deixou de ser usado como referencial econômico. A inflação real do país é estimada entre 25% e 30% ao ano.

O atraso cambial argentino em relação à inflação realmente existente em anos anteriores se agudizou a partir de 2009, quando Cristina freou a desvalorização gradual da moeda. O país começou a viver uma inflação em dólares. Segundo um levantamento da consultoria Abeceb, o salário bruto médio em dólares do setor industrial passou de US$ 950 em 2009 para US$ 1.590 em 2012.

O movimento começou a ser contido a partir da reeleição de Cristina, em 2011, quando a presidente proibiu a compra de dólar para investimentos e permitiu que o Banco Central começasse a desvalorizar a moeda. A perda do valor do peso já havia sido de 14,1% em 2012.

O dólar mais caro deve frear a queda das reservas argentinas, mas acaba com a última âncora que impedia a aceleração inflacionária no país. "O governo está acelerando a desvalorização e encarecendo as importações ao mesmo tempo em que corta os subsídios ao setor privado e aumenta as tarifas", disse Dujovne.

Desde ontem, o governo argentino reduziu o subsídio para o setor de transporte coletivo, que teve um aumento de tarifa na região metropolitana de Buenos Aires de 66%. A passagem mais barata de ônibus passa de 1,50 peso para 2,50 pesos, o equivalente a cerca de R$ 1. Os subsídios ao setor privado, que já chegam a 5% do PIB, estão na raiz do aumento do déficit fiscal da Argentina, que passou de 2,5% para 4% nos últimos dois anos.

"Somente este aumento autorizado para o transporte coletivo implicará em um impacto de dois pontos percentuais sobre o índice inflacionário real na Argentina. Poderemos ter em janeiro uma inflação mensal real da ordem de 5%", avaliou Dujovne.

Fonte: Valor
Por César Felício | De Buenos Aires

BUENOS AIRES  -  Os turistas que viajarem para a Argentina estão proibidos de usar peso para pagar pacotes e serviços turísticos internacionais no país, de acordo com resolução do Banco Central publicada na semana passada.

A medida, válida para qualquer cidadão não residente na Argentina, tem como objetivo desestimular o turista a trocar moeda estrangeira de maneira informal no país.

Esta é a primeira iniciativa do governo argentino tomada para coibir a troca de divisas no mercado informal por parte de turistas estrangeiros.

Cotação

Atualmente, o dólar no mercado informal é cotado a cerca de 9,30 pesos, enquanto que no mercado legal a moeda é trocada a 6,28. Existe também um mercado negro para real, mais volátil, mas que chega a pagar um sobrepreço de 30% para a moeda brasileira, em relação à cotação oficial. Dos cerca de 2,6 milhões de turistas que entram pela Argentina anualmente através dos aeroportos da região metropolitana de Buenos Aires, cerca de 30% são provenientes do Brasil.

A resolução do Banco Central irá impedir que turistas paguem, em peso, excursões ao exterior. São comuns excursões rápidas de Buenos Aires a Colonia, no Uruguai, cidade a uma hora de travessia do rio da Prata por ferryboat. O transporte fluvial entre Argentina e Uruguai é de 300 mil passageiros por ano e não há dados sobre a quantidade de brasileiros que fazem o passeio.

É frequente também a venda de pacotes à região dos Lagos Andinos, no Chile, para turistas que estão na Patagônia argentina, sul do país. Os pagamentos de não residentes deverão ser feitos obrigatoriamente com cartão de crédito emitido no exterior ou em espécie, com qualquer moeda estrangeira.

A medida tem alcance limitado, já que não afeta reservas de hotéis e nem compra de pacotes de turismo receptivo dentro da Argentina.

Fonte: Cesar Felício | Valor

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Figueiredo, durante coletiva à imprensa, em Bali: cautelosamente otimista

A Argentina endureceu nas negociações sobre agricultura e a Índia manteve posição rígida sobre segurança alimentar às vésperas da conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Bali, ampliando as dúvidas sobre a possibilidade do fechamento esta semana do primeiro acordo comercial global em quase duas décadas.

O vice-ministro de Comércio da Argentina, Carlos Bianco, afirmou, durante encontro do G-20 de exportadores agrícolas de países em desenvolvimento, que Buenos Aires não aceitará um acordo em Bali que não inclua compromisso legal no capitulo agrícola, segundo fontes que participaram da reunião.

A Argentina visa particularmente uma proposta sobre subsídios à exportação e outras formas de ajuda nas vendas externas. Pelo texto em discussão, a conferência de Bali reafirmaria o compromisso político de 2005 de eliminação de todas as formas de subsídios à exportação e, até que isso ocorra, os paises se comprometeriam a usar esse tipo de ajuda bem abaixo do limite que podem conceder atualmente.

Mas a Argentina recusa apenas uma declaração política da conferência ministerial. Quer compromissos obrigatórios para que os países desenvolvidos se comprometam com a eliminação dos subsídios à exportação agrícola, e ter, assim, a mesma forma legal que os compromissos que eles exigem dos países em desenvolvimento no texto sobre facilitação de comércio. A diferença é que, se é compromisso legal e não for respeitado, o país pode ser denunciado junto aos juízes da OMC em casos que podem terminar em retaliação comercial.

No entanto, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, que dirigiu a reunião do G-20, negou a existência de "forte divergência", expressão usada por um jornalista. "Isso é normal, sempre vai ter gente que vai dizer que o acordo) não é o que se queria. Mas o ânimo na reunião do G-20 não foi de bloqueio, e sim de querer resultado importante", afirmou.

O Brasil acha que seus interesses estão protegidos com os textos sobre agricultura e defende a conclusão do acordo global. Alguns negociadores duvidam que a Argentina conseguiria levar até o fim um bloqueio de acordo. Bolívia e Venezuela também 'resistem' ao acordo.

Reuniões informais de chefes de delegação começam amanhã à tarde. Alvo de todas as atenções, o ministro de Comércio da Índia, Anand Sharma, foi indagado pelo Valor se iria apoiar um acordo global em Bali. Segundo ele, Nova Déli quer "um acordo positivo e equilibrado" e que "não rejeitou nem aceitou" nada ainda. Acusado de colocar em risco a OMC, Sharma disse que a Índia busca um compromisso que assegure a "centralidade do sistema multilateral de comércio". E sinalizou que uma barganha pode vir entre agricultura e facilitação de comércio.

Um comunicado de ministros do G-33, grupo de países focados em segurança alimentar, levou alguns observadores a ver uma ligeira mudança, que parecia tornar mais moderada a posição indiana sobre a cláusula de paz, que dá sinal verde para uso de subsídios acima do autorizado para formação de estoques de alimentos. O G-33 diz em seu documento, aprovado pela Índia, que uma solução permanente para a questão deve ser encontrada durante o período de quatro anos da cláusula de paz, ou seja até 2017.

Mais tarde, porém, a Índia divulgou comunicado em Nova Déli, lembrando que há consenso nacional e completa unanimidade no país sobre sua política de segurança alimentar. E quer uma solução na OMC que proteja a Índia "de todas as formas de contestação" por parte de outros países - algo que os EUA, por exemplo, até agora disseram não aceitar.

Apesar desse cenário, o sentimento entre vários ministros é de que ainda é possível a conclusão do acordo de Bali, para evitar que a OMC se torne irrelevante. Figueiredo está na categoria dos "cautelosamente otimistas" sobre a possibilidade de chegar a um acordo até sexta-feira. Uma autoridade se diz "convencida"' de que haverá o acordo, porque "isso aqui está cheio de ministros e não vamos querer sair daqui de mão vazia".

Ontem, o ministro brasileiro se encontrou com seu colega da Indonésia e hoje se reúne com o ministro de Comércio da Índia. Amanhã, fala com o principal negociador americano, Michael Froman, e na sexta-feira, com o comissário de Comércio da União Europeia, Karel De Gucht, além de outros.

O ministro de Comércio da Indonésia, Gita Wirjawan, disse que somente na sexta-feira é que se terá certeza sobre o desenrolar das negociações. E sugeriu aos jornalistas estrangeiros que procurem "aproveitar a praia" de Bali até lá.

Fonte: Valor

GENEBRA  -  A Argentina elevou o tom e ameaçou bloquear um acordo de liberalização na conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Bali, na Indonésia dentro de sete semanas se não obtiver resultado na área agrícola.

Diante dos outros 158 membros, o embaixador argentino Alberto D'Alotto advertiu que, se não houver compromisso de corte de subvenção na exportação de produtos agrícolas, "a Argentina, então, não poderá se juntar ao consenso para um pacote geral de Bali".

Ao Valor, o embaixador afirmou que um compromisso nessa área "seria a prova de que a Rodada Doha não é só a favor de alguns e que os países desenvolvidos teriam vontade de realmente negociar a reforma agrícola na OMC".

Não é a primeira ameaça de bloqueio que o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, ouviu até agora e provavelmente não será a última nas próximas semanas. Em todo caso, é um novo obstáculo pela frente para mediar um pacote envolvendo facilitação de comércio, questão agrícola e medidas para ajudar países mais pobres.

Também a China já deixou explícita a ameaça de bloquear o pacote de Bali. Pequim alertou a parceiros que se uma proposta sobre administração de cotas tarifárias agrícolas não garantir o tratamento especial e diferenciado (TED) aos países em desenvolvimento não é só a proposta como o pacote de Bali que estará em risco.

A grande questão é se a Argentina, membro do G-20 agrícola, banca até o fim um eventual bloqueio de Bali. Já sobre a China, certos analistas têm menos dúvidas sobre as intenções de Pequim manter a ameaça até arrancar algo dos parceiros.

O Brasil, coordenador do G-20, tem insistido que um pacote de Bali precisa de equilíbrio entre os vários temas em negociação - facilitação de comércio, agricultura e medidas para ajudar países mais pobres.

Também o Uruguai reclamou da falta de avanço na área agrícola. Mas somente a Argentina ameaçou não se juntar ao consenso – ou seja, bloqueará na prática um acordo em Bali – se não obtiver satisfação sobre subsídios à exportação.

Buenos Aires reclamou em reunião dos 159 membros da OMC que outras áreas da negociação avançam, mas não vê movimento para atender à demandas na parte agrícola.

Na conferencia ministerial de Hong Kong, em 2005, os países da OMC tinham alcançado um compromisso para eliminar até o fim de 2013 todas as formas de subvenção à exportação, além de limites claros sobre crédito, garantias e seguros à exportação agrícola. Como a Rodada Doha não prosperou, esse entendimento não será cumprido.

Agora o G-20 agrícola propôs pelo menos a antecipação de uma parte do que ficara acertado em Hong Kong: os países desenvolvidos se comprometem a eliminar em 50% os níveis de subsídios à exportação autorizados pela OMC e os países em desenvolvimento, a cortar em 25%.

Mas os países desenvolvidos não querem nem discutir a questão. Isso mesmo quando os EUA e a União Europeia (UE) poderiam perfeitamente aceitar o compromisso de corte de 50%, já que atualmente concedem subvenções abaixo desse percentual em relação ao que estão autorizados pelos acordos atuais da OMC. A situação seria mais complicada para os campeões mundiais de subvenções agrícolas, a Noruega e a Suíça.

Os desenvolvidos alegam que subsídio à exportação deve ser negociado no pacote integral da Rodada Doha e não num compromisso intermediário para Bali, no começo de dezembro.

Não há surpresa na posição argentina. A presidente Cristina Kirchner já alertara em São Petersburgo alguns parceiros, durante a cúpula do G-20, que precisava de algum ganho na área de subsídios a exportação agrícola.

Enquanto isso, o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e bancos regionais de desenvolvimento da Ásia, América Latina, África e Europa se comprometeram no fim de semana a apoiar um pacote de medidas para facilitação de comércio na negociação da OMC.

Os bancos dizem que, desde 2008, já forneceram US$ 22 bilhões de financiamento para infraestrutura vinculada a facilitar o comércio. Agora, a ajuda deve vir para países mais pobres, que precisariam de algo entre US$ 7 milhões e US$ 15 milhões para começar a modernizar suas alfândegas e treinar seu pessoal a fim de reduzir a burocracia na fronteira.

Mas o que está no alvo fica longe do que foi acenado no lançamento da negociação sobre facilitação de comércio, em 2004. Na ocasião, países desenvolvidos prometeram inclusive financiamento para infraestrutura em países em desenvolvimento e não apenas modestos milhões de dólares para aduanas.

Faltam duas semanas para o prazo dado por Azevêdo para os países delinearem compromissos para Bali. Na área de subsídios à exportação, até agora o máximo que países desenvolvidos aceitam é reconhecer que os volumes de ajuda declinaram e a tendência é de baixar mais.

Por Assis Moreira | Valor
Fonte: Valor

Os governos do Brasil e da Argentina ainda não chegaram a um consenso sobre as novas regras do acordo automotivo, o que pode prorrogar o livre comércio de veículos entre os dois países, em vigor desde ontem. Segundo fontes dos dois países, é alta a possibilidade de que não seja possível anunciar o novo regime antes do dia 12, quando as presidentes Dilma Rousseff e Cristina Kirchner se reúnem em Montevidéu para a reunião de cúpula do Mercosul.

Ao setor privado argentino, o governo do país sinalizou que pretende insistir na mudança das regras.

 

Para a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres, o livre comércio não trará desequilíbrio. "Os investimentos foram feitos de um lado e de outro. Há um certo equilíbrio. Nossa expectativa é que não haja nenhum impacto imediato", afirmou. Sobre a razão da insistência nas negociações, já que não se prevê grande impacto no fluxo de comércio de veículos, Tatiana disse: "Essa é uma boa pergunta para o governo argentino".

Os impostos no comércio de veículos e peças entre Brasil e Argentina foram extintos no início dos anos 90. Mas a troca está sujeita aos chamados coeficientes de desvio das exportações, fixados em 1,95 para o Brasil e 2,5 para a Argentina. Isso significa que para cada dólar em produtos automotivos importados do país vizinho, o Brasil pode exportar o equivalente a US$ 1,95. Já a Argentina pode chegar a US$ 2,5. Os coeficientes seriam extintos a partir deste mês, se o acordo tivesse sido cumprido.

Os fabricantes de veículos, que concentram no Brasil o comando das fábricas nos dois países, não se importam de protelar as discussões. Concordam com os representantes dos governos de que não haveria desequilíbrio por enquanto. A distribuição da produção nos dois lados da fronteira é feita conforme conveniência de manufatura e de escala.

A maior preocupação da indústria é com uma ideia do governo argentino, que surgiu nos últimos encontros, de aplicar o coeficiente de exportação por empresa. Hoje o cálculo é setorial. A mudança prejudicaria montadoras com atividade menor na Argentina e que exportam para aquele mercado. Com o índice setorial, as que produzem mais no país vizinho compensam a diferença.

Entre as mudanças que os argentinos pedem está a ideia de estender à produção local os mesmos benefícios do programa Inovar Auto, que prevê descontos de IPI para veículos produzidos no Brasil com alto índice de nacionalização. Outra proposta é elevar a Tarifa Externa Comum (TEC) para peças importadas fora do bloco.

"Não fomenta a nacionalização na Argentina existir uma TEC média de 14% para autopeças e de 35% para o automóvel, por mais que isso seja conveniente para as montadoras nos dois países", disse Juan Cantarella, gerente-geral da Afac, a associação argentina de autopeças. O déficit do setor, segundo estimativas, foi de US$ 9,5 bilhões em 2012. Cerca de US$ 2,4 bilhões do total tem origem em importações brasileiras. Do lado brasileiro, a balança também é negativa. Fechou com déficit de US$ 6,5 bilhões em 2012, embora a Argentina tenha sido o principal destino das exportações, que somaram US$ 18,1 bilhões.

Para Cantarella, a Argentina poderá conviver com livre comércio no setor por seis meses sem que comece a pesar na balança a falta de competitividade, que é crescente devido a problemas de escala, inflação e câmbio. "Depois de um tempo, é natural que os desequilíbrios se acentuem e, se o acordo não for renovado, é provável que o governo intensifique as barreiras comerciais contra o Brasil. Algum acerto deve sair antes de 2014, porque a Argentina seria a principal prejudicada em uma guerra comercial", disse o economista Marcelo Elizondo, da consultoria DNI.

No Brasil, fontes apontam para a desvantagem da Argentina nessa negociação, já que, nos últimos meses, a atividade industrial no país só avançou graças ao setor automotivo. Por isso, o governo brasileiro estaria propenso a insistir para que, daqui em diante, as discussões não mais se limitem a acordos setoriais, mas envolvam todos os produtos que participam do comércio entre os dois países.

Apesar disso, o governo argentino parece disposto a insistir no objetivo de alterar as regras no comércio automotivo. Ao discursar para dirigentes do setor no Salão do Automóvel de Buenos Aires, a ministra da Indústria Débora Giorgi culpou as montadoras pela falta de competitividade.

"Não me tragam mais projetos para linhas de 30 mil carros por ano, quando no Brasil existem linhas de 300 mil para o mesmo modelo. Este tipo de investimento não nos interessa. Essa ideia de produzir onde é mais barato e vender onde se paga mais caro é insustentável. O mercado argentino vai passar a ser de quem produz aqui. Nem eu nem a presidente (Cristina Kirchner) vamos ficar regulando esta indústria para o benefício de poucos, cujos centros decisórios estão lá do outro lado", disse a ministra, em menção à Europa, EUA e Japão, sedes das montadoras.

Fonte: Valor

Por Cesar Felício, Marli Olmos, Daniel Rittner e Thiago Resende | De Buenos Aires, São Paulo e Brasília

BUENOS AIRES  -  A Argentina irá limitar em até 27,5% todas as importações da indústria automobilística , inclusive as que têm origem no Brasil. A decisão foi comunicada pela ministra da Indústria, Debora Giorgi, e o secretário de Comércio Interior, Augusto Costa, em reunião com as entidades patronais do setor na Argentina, de acordo com a agência oficial de notícias Télam. Estavam presentes no encontro os diretores da entidade das montadoras (Adefa) e das importadoras de veículos (Cidoa).

Nos primeiros dez meses do ano, a Argentina gastou US$ 5,8 bilhões em importações de automóveis, ante US$ 4,4 bilhões no mesmo período em 2012. De cada cinco automóveis emplacados na Argentina, três são importados.

Cerca de dois terços deste total são exportações brasileiras. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, as vendas de automóveis para a Argentina aumentaram 51,8% de janeiro a novembro de 2013.

O controle das importações será feito pelo governo argentino por meio da balança individual de cada empresa. As montadoras argentinas que também exportam para o Brasil, como Fiat, Volkswagen, General Motors, PSA, Renault e Toyota, entre outras, terão o direito a manter seus atuais volumes de importações, desde que suas exportações superem as compras externas. As que são exclusivamente importadoras ou que estejam deficitárias em sua balança serão obrigadas a reduzir a atividade.

Por César Felício | Valor
Fonte: valor

Pelo menos 350 mil pares de sapatos, tênis e sandálias estão prontos em fábricas brasileiras e já tiveram suas vendas fechadas à Argentina, mas não podem atravessar a fronteira por falta da declaração prévia. Esse documento é uma burocracia imposta pela Casa Rosada para administrar o comércio exterior. Funciona como pilar do esquema "uno por uno" criado pelo poderoso secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, pelo qual empresas argentinas só podem gastar um dólar em produtos importados se assumirem o compromisso de exportar outro dólar.

A dificuldade enfrentada pela indústria de calçados reacendeu uma luz de alerta nas exportações à Argentina. "Voltamos a sentir pressões do governo argentino nos últimos 30 a 40 dias", diz Heitor Klein, presidente da Abicalçados, associação que representa os produtores brasileiros. O secretário de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Daniel Godinho, confirma que alguns setores industriais começaram a relatar dificuldades novamente em exportar para a Argentina. Mas Godinho prefere enfatizar o fato de que neste ano tem havido crescimento do comércio entre os dois países. De janeiro a julho, as exportações brasileiras ao país vizinho aumentaram 8,3%. No sentido inverso, as vendas argentinas tiveram alta de 18,2%.

As dificuldades impostas pelo governo argentino para a saída de dólares e a política estatizante tem feito minguar os investimentos brasileiros na Argentina. Neste ano, só sete projetos de investimentos no país foram até agora anunciados, todos de porte pequeno ou médio. No total, o valor desses projetos atinge apenas US$ 303 milhões, nenhum deles de grande porte.

Em vez de entrar na Argentina, as grandes corporações brasileiras saem do país. Em junho, o governo de lá rescindiu os contratos de concessão da América Latina Logística. A Vale suspendeu o projeto Rio Colorado. Em abril, a Deca, também havia deixado o país.

Fonte: Valor

BUENOS AIRES  -  A arrecadação federal cresceu 26,3% na Argentina em 2013, índice que está próximo ao da inflação do país calculado pelas empresas de consultoria econômica , o que indicaria uma estabilidade em termos reais na receita do governo argentino. De acordo com o relatório divulgado por Ricardo Echegaray, diretor da AFIP, autarquia tributária do país, o crescimento mais expressivo se deu nos impostos vinculados à importação de bens, onde houve uma alta de 41,5%.

O imposto relacionado ao comércio e à produção industrial, o IVA, aumentou 30,7% e o equivalente argentino ao imposto de renda, conhecido no país como imposto sobre as ganancias, subiu 32,7%. O maior decréscimo aconteceu em relação ao imposto vinculado a exportações, onde houve uma queda nominal de 9,5%. Na comparação mensal, o aumento da arrecadação em dezembro foi de apenas 22,2%, em relação ao mesmo mês em 2012.

Em comparação com o ano retrasado, a arrecadação argentina perdeu ímpeto. Em 2012, houve um crescimento de receita de 25,8%, semelhante ao nível do ano passado, mas em um contexto de estagnação econômica. As estimativas extra-oficiais apontam para um crescimento econômico negativo de até 1% ou um crescimento da mesma magnitude naquela ocasião. Já em 2013 as consultoras de economia projetam um crescimento econômico em torno de 3%. Em função das suspeitas de manipulação do dado oficial argentino sobre a inflação, também não há uma referência universalmente aceita para o crescimento econômico.

Fonte: Valor
Por Cesar Felício

A queda na produção de petróleo e o recuo dos preços de matérias-primas devem fazer o país ter o primeiro deficit desde 2000 no seu comércio com o resto do mundo. Os exportadores já preveem deficit de US$ 2 bilhões neste ano - o pior resultado em 15 anos.

No fim de 2012, a AEB (que representa exportadores e importadores) previa saldo positivo de US$ 14,6 bilhões, o que já representava queda de 25% em relação a 2012, mas estava longe de um cenário catastrófico.

 

A balança acumula deficit de US$ 3 bilhões no primeiro semestre, o que fez analistas iniciar um ciclo de revisões nas suas estimativas.

Na semana passada, a Funcex (Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior) reduziu a projeção para o superavit de US$ 13 bilhões para US$ 4,5 bilhões.

Ontem, foi a vez de a AEB rever a estimativa e, diante da continuidade do deficit na primeira quinzena de julho, mais consultorias devem fazê-lo.

O principal motivo para a piora nos números é a balança de petróleo e derivados. A queda na produção reduzirá em 38% a receita com as exportações, enquanto o aumento no consumo elevará a importação de combustíveis em 9%, segundo a AEB.

O aumento na importação de derivados do óleo também é explicado por um artifício contábil da Petrobras, que atrasou o registro de importações de 2012 para este ano.

Rodrigo Branco, economista da Funcex, ainda espera superavit por acreditar em melhor desempenho nas vendas de petróleo nos próximos meses, devido a uma recuperação na produção sinalizada pela Petrobras.

COMMODITIES

O menor preço das matérias-primas, principais produtos exportados, também explica a queda de 5% prevista para as exportações.

"Ainda não vemos retração na quantidade exportada. Mas isso não está descartado e, se ocorrer, provocará uma queda mais forte nos preços", afirma o presidente da AEB, José Augusto de Castro.

A principal preocupação é o minério de ferro (produto mais exportado pelo país) devido à desaceleração da China e ao elevado nível dos estoques globais de aço.

Já a alta na exportação de soja, que teve produção recorde, é apontada por Branco como o principal fator positivo, mas ela deixará de impactar a balança a partir de agosto, com o fim da safra.

Para Felipe Salto, da Tendências, o desempenho dos grãos não foi suficiente para salvar estragos em outras áreas. "As commodities, que normalmente salvam a balança, não compensaram o cenário desastroso do petróleo."

Com o preço das matérias-primas abaixo do previsto, ele reduzirá a previsão de superavit, hoje em US$ 9,5 bilhões.

Os industrializados também não devem compensar as commodities. Embora a queda do real torne esses itens mais competitivos, ela não será suficiente para compensar a demanda retraída nos principais importadores.

Castro, da AEB, lembra que a redução de 30% no superavit comercial da Argentina até maio deve estimular restrições às importações no país.

Fonte: TATIANA FREITAS

BRASÍLIA  -  A balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 3,764 bilhões de janeiro a agosto. Esse é o pior resultado do comércio exterior do Brasil nos oito primeiros meses de um ano desde 1995 , quando o ficou negativo em US$ 4,127 bilhões, segundo série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), iniciada em 1993.

A conta do comércio internacional do país nesse mesmo período não era deficitária desde 1999, quando houve um resultado negativo de US$ 767 milhões.

Uma das explicações para o forte déficit no acumulado do ano é o registro de aproximadamente US$ 4,6 bilhões de importações de petróleo e derivados que ocorreram no fim de 2012, mas que foram registradas apenas no começo do ano.

O desempenho no acumulado de 2013 é bem diferente do verificado em igual período de 2012, quando foi verificado um superávit de US$ 13,149 bilhões.

O déficit dos oito primeiros meses do ano é resultado de quatro meses de resultados negativos: janeiro (US$ 4 bilhões), fevereiro (US$ 1,3 bilhão), abril (US$ 995 milhões) e julho (US$ 1,9 bilhão). A balança comercial foi superavitária nos outros quatro meses: março (US$ 163 milhão), maio (US$ 758 milhões), junho (US$ 2,3 bilhões), e agosto (US$ 1,2 bilhão).

Agosto

Em agosto a balança fechou com superávit de US$ 1,226 bilhão, o menor resultado para o mês desde 2001, quando o saldo positivo foi de US$ 634 milhões.

Na comparação com igual mês do ano passado, quando houve superávit de US$ 3,222 bilhões o saldo do comércio internacional caiu 61,9%

Dados divulgados nesta segunda-feira pelo Mdic apontam que as vendas de bens nacionais para o exterior somaram US$ 21,425 bilhões em agosto deste ano, ante US$ 22,381 bilhões no mesmo mês de 2012. As importações de agosto alcançaram US$ 20,199 bilhões – acima do valor registrado no mesmo mês do ano passado, de US$ 19,159 bilhões.

A quinta semana de agosto fechou com superávit de apenas US$ 87 milhões.

Fonte: (Thiago Resende e Lucas Marchesini | Valor)

BRASÍLIA - A balança comercial brasileira fechou junho com superávit de US$ 2,394 bilhões, o melhor resultado para o mês desde 2011, quando as exportações superaram as importações em US$ 4,4 bilhões, de acordo com a série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Já o semestre foi o pior desde 1995, com déficit de US$ 3 bilhões, afetado por importações de petróleo e derivados ocorridas em 2012, mas registradas no início deste ano.

Em junho, na comparação com igual mês do ano passado, houve um grande avanço no saldo do comércio exterior brasileiro. Junho de 2012 registrou US$ 800 milhões de superávit.

Dados divulgados nesta segunda-feira pelo Mdic apontam que as vendas de bens nacionais para o exterior somaram US$ 21,227 bilhões em junho deste ano, ante US$ 19,353 bilhões no mesmo mês de 2012. As importações de junho alcançaram US$ 18,833 bilhões, pouco acima do valor registrado no mesmo mês do ano passado, de US$ 18,553 bilhões.

A quarta semana de junho fechou com superávit de US$ 745 milhões, resultado de exportações de US$ 5,100 bilhões e importações de US$ 4,355 bilhões.

Semestre

O saldo do comércio exterior no primeiro semestre do ano foi negativo em US$ 3 bilhões, registrando o pior desempenho para o período desde 1995, quando o déficit foi de US$ 4,2 bilhões. O valor registrado nos primeiros seis meses do ano também foi bem inferior se comparado ao superávit de aproximadamente US$ 7 bilhões, verificado em igual período de 2012.

Um dos fatores desse forte déficit em 2013 foi o registro de importações de petróleo e derivados ocorridas no ano passado, mas que só foram contabilizadas no desempenho do comércio exterior brasileiro nos cinco primeiros meses do ano. Ao todo, foram US$ 4,6 bilhões em compras desses produtos que afetaram a balança comercial somente neste ano.

O déficit de US$ 3 bilhões no primeiro semestre também é resultado de três meses de desempenho negativo: janeiro (US$ 4 bilhões), fevereiro (US$ 1,3 bilhões) e abril (US$ 995 milhões). Em março, a balança comercial foi superavitária em US$ 162 milhões. E o saldo foi positivo em US$ 758 milhões em maio e de US$ 2,394 bilhões em junho.

Sem o efeito das exportações e importações de petróleo e derivados no comércio exterior, o resultado do primeiro semestre seria positivo em US$ 8,976 bilhões.

Fonte: Valor

Por Thiago Resende e Daniel Rittner | Valor

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 383 milhões na segunda semana de dezembro, informou hoje o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

 

Foram US$ 4,896 bilhões em exportações e US$ 4,513 bilhões em importações. No ano, o resultado líquido é superavitário em US$ 15 milhões. Essa é a segunda vez no ano que a balança comercial apresenta um resultado positivo no acumulado de 2013. A primeira vez aconteceu em meados deste ano.

A média diária de US$ 908,4 milhões nas exportações nas duas primeiras semanas de dezembro é 8% inferior à média diária de US$ 987,4 milhões dos embarques realizados em todo o mês de dezembro do ano passado. Essa baixa é explicada pelas menores vendas nas três categorias de produtos: básicos, semimanufaturados e manufaturados.

As exportações de produtos básicos caíram 15,6%, de US$ 464 milhões da média diária de dezembro de 2012 para US$ 391,5 milhões no acumulado deste mês. O resultado foi puxado por algodão em bruto, café em grão, petróleo em bruto, milho em grão, carne de frango e suína, e minério de ferro.

No caso dos semimanufaturados, a média caiu 2,2%, passando de US$ 137 milhões em dezembro de 2012 para US$ 134 milhões no acumulado deste mês. Os melhores desempenhos foram verificados nos seguintes produtos: açúcar em bruto e ouro em forma semimanufaturada.

Já os manufaturados apresentaram baixa de 1,7% na comparação da média diária no acumulado deste mês (US$ 361,1 milhões) com dezembro do ano passado (US$ 367,1 milhões). Esse resultado foi encabeçado pela queda nas vendas de óleos combustíveis, bombas e compressores, açúcar refinado, autopeças, laminados planos, óxidos e hidróxidos de alumínio e pneumáticos.

Na outra ponta, as importações subiram 2,6% nas duas primeiras semanas de dezembro, com média diária de US$ 897,6 milhões, ante US$ 875,3 milhões em todo o mês de dezembro do ano passado.

As maiores altas foram registradas em farmacêuticos (+31,4%), siderúrgicos (+28,9%), aparelhos eletroeletrônicos (+27,1%), plásticos e obras (+23,6%), equipamentos mecânicos (+16,6%) e instrumentos de ótica e precisão (+8,8%).

(Lucas Marchesini | Valor)

Fonte: Valor
Lucas Marchesini

BRASÍLIA  -  A balança comercial brasileira fechou 2013 com superávit de US$ 2,561 bilhões - queda de 86,9% em relação ao ano anterior - em 2012, as exportações superaram as importações em US$ 19,396 bilhões.

O resultado comercial do ano passado foi o pior desde 2001, quando o saldo da balança foi positivo em US$ 2,684 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 2, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

 

Essa é a segunda queda consecutiva no resultado comercial brasileiro, já que, em 2012, houve uma retração de 34,8% em relação a 2011, quando a balança comercial apresentou superávit de US$ 29,793 bilhões.

No ano passado, as vendas de bens para o exterior somaram US$ 242,178 bilhões em 2013, ante US$ 242,577 bilhões em 2012, o que representa queda de 1%. Já as importações alcançaram US$ 239,617 bilhões no ano passado, 6,5% acima do valor registrado no ano anterior, que foi de US$ 223,181 bilhões.

Dezembro

No último mês de 2013, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 2,654 bilhões – alta de 18,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as exportações superaram as importações em US$ 2,243 bilhões.

Fonte: Valor
Por Lucas Marchesini e Leandra Peres | Valor

TÓQUIO - O Banco do Japão decidiu nesta sexta-feira manter, sem qualquer alteração, a política monetária do país, expressando confiança de que a economia japonesa continuará a se recuperar, mesmo com a entrada em vigor, em abril de 2014, da elevação da alíquota de tributação do consumo – a demanda doméstica tem sido um elemento importante da retomada local.

Desde o último mês de abril, o BC japonês tem conduzido uma agressiva expansão da base monetária do país, da ordem de 60 trilhões a 70 trilhões de ienes ao ano, especialmente por meio da aquisição de títulos públicos japoneses – política esta mantida ao final da reunião do conselho do banco nesta sexta-feira.

A decisão do Banco do Japão, em linha com a expectativa de todos os 10 economistas ouvidos por The Wall Street Journal, não foi acompanhada por qualquer referência ao anúncio feito pelo Federal Reserve, na quarta-feira nos Estados Unidos, de que iniciará em janeiro a redução do programa de compras de bônus, com um corte inicial de US$ 10 bilhões ao mês – hoje, o programa americano envolve a aquisição mensal de até US$ 85 bilhões em ativos financeiros.

Ainda nesta sexta-feira, o presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, dará uma entrevista à imprensa, na qual pode comentar a decisão do Fed. “No que diz respeito à perspectiva, a economia do Japão deve prosseguir em moderada recuperação, embora deva ser afetada pela ampliação e subsequente queda da demanda doméstica, antes e depois da elevação do imposto sobre consumo”, avalia  o BC do Japão em comunicado sobre a decisão de política monetária.

Pela primeira vez o aumento do imposto sobre consumo é incluído no comunicado sobre a decisão de política monetária do Banco do Japão, algo que ocorre em meio à intensificação dos rumores de que o BC precisará adotar novas medidas de afrouxamento monetário para proteger a economia local do efeito do aumento de imposto sobre a demanda das famílias japonesas. Ainda assim, o Banco do Japão elevou, levemente, sua perspectiva para o emprego e a renda no país que, na avaliação do BC, continuam a melhorar.

Por Dow Jones Newswires | Valor
Fonte: valor

BERLIM  -  O Banco Central Europeu (BCE), acolheu, na quarta-feira, a Letônia como 18º Estado-membro da União Europeia a adotar o euro como moeda, o que considera "merecido" depois das medidas implementadas pelo país para enfrentar a crise.

"O BCE aplaude a nova expansão da zona do euro", assinalou o presidente do BCE, Mario Draghi, em comunicado.

A Letônia ganhou o seu lugar no conjunto de países que partilham a moeda única e merece fazer parte integral da união monetária dentro da UE, segundo o referido comunicado.

A república báltica entrou oficialmente na zona do euro na quarta-feira, recebendo mensagens de apoio das instituições da UE e passando por cima dos receios que essa inclusão desperta em parte da sua população.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, classificou a entrada de "acontecimento" tanto para o novo Estado-membro como para a própria zona do euro.

Barroso recordou as medidas adotadas pelo país para enfrentar a crise e disse que a adesão à zona do euro é resultado dos "impressionantes esforços e da firme determinação das autoridades e da população da Letônia".

O primeiro dia de 2014 marcou também a entrada da Romênia e da Bulgária na área de livre circulação de pessoas e capitais, conhecida como Espaço Schengen.

Fonte: valor

RIO DE JANEIRO  -  A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento de R$ 630,5 milhões para o projeto de expansão do Porto de Pecém, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. A participação do BNDES é de 90% do valor total do projeto, que soma R$ 700,5 milhões e corresponde à segunda etapa da ampliação do porto.

Segundo comunicado divulgado nesta terça-feira, 7, pelo banco, estão previstas as construções de dois berços de atracação, por meio de ampliação de 600 metros do cais acostável existente no Terminal de Múltiplo Uso; uma retroárea de 69 mil metros quadrados; uma nova ponte de acesso, com 1.520 metros de extensão; alargamento transversal de 33 metros do quebra-mar existente, bem como a execução de obras complementares.

Essas obras, de acordo com o BNDES, permitirão uma expansão planejada das instalações portuárias e um crescimento harmônico das atividades do porto e dos seus níveis de competitividade. Além disso, permitirão o atendimento à demanda da Companhia Siderúrgica do Pecém, que está sendo implantada na área do Complexo Industrial e Portuário do Pecém.

A movimentação anual de produtos pelo porto, que em 2011 atingiu 3,41 milhões de toneladas, cresceu 22% em 2012, movimentando 4,15 milhões de toneladas. Até 2016, e com a conclusão da obra, estima-se que essa movimentação salte para 45,2 milhões de toneladas e, em 2020, para 83,3 milhões de toneladas.

Com esse novo financiamento, o BNDES totaliza apoio no valor de R$ 1,1 bilhão para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Em 2009, o banco aprovou financiamento de R$ 276 milhões para a implantação do Terminal de Múltiplo Uso, que já está em operação e tem capacidade de movimentação de 500 mil TEUs (unidade correspondente a 1 contêiner de 20 pés) por ano.

No ano seguinte, foi aprovado empréstimo de R$ 120,6 milhões para aquisição e instalação de um sistema de descarga e transporte de granéis sólidos com capacidade operacional de 2.400 toneladas/hora, no Terminal de Insumos e Produtos Siderúrgicos.

Fonte: Valor
Por Elisa Soares

LONDRES -  Os principais mercados europeus fecharam em queda nesta quinta-feira, 2, em um dia de divulgação de alguns dados mais fracos, entre eles um da indústria da China , em um dia de recuos também nas bolsas americanas. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,74%, ou 2,44 pontos, para 325,82 pontos.

Na China, a leitura final do Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do HSBC no país caiu de 50,8 pontos em novembro para 50,5 em dezembro. A leitura segue acima de 50 pontos, apontando para expansão da atividade, mas o indicador é apontado como um dos culpados pelo dia de quedas nos mercados.

Nos EUA, o índice de atividade industrial do Instituto para a Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) caiu de 57,3 pontos em novembro para 57 em dezembro, mas ainda ficou acima da previsão dos analistas, de 56,8. Os gastos com construção subiram 1% em novembro ante outubro, acima da previsão de alta de 0,8%.

Reino Unido

Em Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 0,46%, em 6.717,91 pontos. As ações da Aberdeen Asset Management caíam 2%, após a informação de que o Credit Suisse cortou a recomendação das ações, de “outperform” para “neutral”.

Alemanha

A Bolsa de Frankfurt fechou com o índice DAX em queda de 1,6%, aos 9.400,04 pontos, em meio ao declínio das ações americanas. Houve um movimento de realização de lucros, após o DAX ter atingido a máxima histórica de 9.620,93 logo no início dos negócios.

As ações da distribuidora de energia RWE fecharam em baixa de 3,6%, por causa de uma reportagem do jornal Handelsblatt informando que a empresa busca aprovação dos acionistas para um aumento de capital. Um porta-voz do grupo recusou-se a comentar o assunto. A concorrente E.On caiu 2,7%.

França

Em Paris, o CAC-40 caiu 1,6%, para 4.227,28 pontos, em dia de volume baixo e sentindo o impacto dos Índices de Gerentes de Compras mais baixos que o esperado da França e da China.

O PMI industrial francês caiu para 47,0 pontos em dezembro, o menor nível em sete meses, e foi o destaque negativo da zona do euro. Veolia, do setor de energia, caiu 2,2%, prejudicada pelo desempenho da concorrente RWE.

Itália

Em Milão, onde o índice FTSE MIB caiu 0,2%, para 18.930 pontos. O destaque do dia ficou com as ações da Fiat, que subiram 16,4% após a montadora anunciar a compra da fatia de 41,5%, que ainda não possuía da americana Chrysler, por US$ 3,65 bilhões. O preço, segundo um operador local, foi considerado “excepcionalmente bom”.

Fonte: Valor

SÃO PAULO - A piora da produção industrial da zona do euro pressionou os índices acionários da Europa e as principais bolsas da região fecharam em queda nesta quinta-feira. Além disso, os investidores seguem apreensivos com a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), na próxima semana.

Embora os dados que saíram hoje em terreno americano tenham vindo mistos, há certo receio de que o Fed decida reduzir o programa de compra de bônus ainda em dezembro.

Pela manhã, a agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat, informou que a produção industrial da zona do euro caiu 1,1% em outubro na comparação com setembro, o maior recuo mensal desde setembro de 2012. A previsão dos analistas consultados pela Dow Jones era de alta de 0,2%.

Nos Estados Unidos, os indicadores divulgados mais cedo vieram mistos. O Departamento do Trabalho informou que o número de pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 7 de dezembro recuou 68 mil, para o patamar sazonalmente ajustado de 368 mil. As vendas no varejo, por sua vez, subiram 0,7% em novembro, alta mais acentuada desde junho e ligeiramente acima da projeção de aumento de 0,6%.

Ainda nos EUA, os estoques das empresas avançaram 0,7% em outubro ante setembro, para US$ 1,691 trilhão, de acordo com o Departamento do Comercio. Economistas consultados pela Dow Jones Newswires esperavam alta de 0,3%.

Em Frankfurt, o DAX recuou 0,7% e fechou aos 9.017 pontos. CAC-40, de Paris, teve queda de 0,4% e fechou aos 4.069,12 pontos. Os papéis da Peugeot cederam 7,6%, depois de a fabricante de automóveis anunciar que está assumindo um encargo contábil de 1,1 bilhão de euros, reflexo da debilidade maior que a esperada em seus mercados e de movimentações adversas da taxa de câmbio na Rússia e na América Latina.  Os bancos também estão entre os maiores perdedores do dia. Credit Agricole, Société Générale e BNP Paribas caíram 1,6%, 0,8% e 0,3%, respectivamente.

Stoxx 600 caiu 1%, para 310,24 pontos, o menor nível desde 9 de outubro. Em Londres, FTSE 100 perdeu 1% e fechou aos 6.445,25 pontos. FTSE MIB, de Milão, cedeu 0,94%, para 17.804,87 pontos. Em Madri, o IBEX desvalorizou 0,93%, para 9.272,10 pontos.

Fonte: Valor
Por Ana Cristina Dib | Valor